25/05/2012 atualizado às 16:55

Freeport: Lopes da Mota abandona Eurojust

O procurador-geral adjunto Lopes da Mota, acusado de pressionar outros magistrados responsáveis pelo caso Freeport, demitiu-se do Eurojust após ter sido suspenso de funções pelo Ministério Público.Clique para visitar o dossiê CASO FREEPORT

18:23 Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Freeport: Lopes da Mota abandona Eurojust

O procurador-geral adjunto Lopes da Mota pediu hoje para cessar funções como membro nacional na Eurojust, tendo o Governo português aceitado o pedido, anunciou hoje o Ministério da Justiça.

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL CASO FREEPORT

O responsável alegou que "é a melhor defesa dos interesses do Estado português" face à suspensão aplicada pelo Conselho Superior Ministério Público (CSMP).

Numa nota enviada à comunicação social, Lopes da Mota reitera que está "completamente inocente" nas alegadas pressões a outros magistrados do Ministério Público no caso Freeport e considera que, dada a deliberação do CSMP, o abandono de funções na Eurojust, onde é presidente, "é a melhor defesa dos interesses do Estado português".

Entretanto, o Ministério da Justiça já aceitou o pedido de Lopes da Mota e adiantou que vai proceder "proximamente, à nomeação do representante de Portugal na Eurojust, mediante proposta do Procurador-Geral da República, ouvido o Conselho Superior do Ministério Público, nos termos da lei".

"O Governo Português manifesta o seu reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao país no desempenho do cargo que agora cessa", refere ainda o Ministério da Justiça, em comunicado.

Suspenso 30 dias de funções


O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) decidiu hoje suspender por 30 dias o procurador-geral adjunto Lopes da Mota na sequência de um processo disciplinar por alegadas pressões sobre outros magistrados do MP responsáveis pelo caso Freeport.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República indica que a decisão foi tomada por maioria dos membros presentes e que houve um voto vencido.

Lopes da Mota, que é presidente da Eurojust, organismo europeu de cooperação judiciária, vai recorrer para o plenário do Conselho Superior do Ministério Público, o que suspenderá a eficácia da decisão, segundo o seu advogado.

Pressões sobre investigadores do caso


O procurador-geral adjunto Lopes da Mota foi alvo de uma investigação sobre alegadas pressões sobre os magistrados do Ministério Público que dirigem a investigação ao caso Freeport.

A secção disciplinar do CSMP foi presidida pelo vice-procurador-geral da República, Mário Gomes Dias, e constituída por Barradas Leitão (Relator), Rui Alarcão, Pinto Nogueira, Francisca Van Dunem, Paulo Gonçalves, João Paulo Centeno e Edite Pinho.

O processo Freeport está relacionado com alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento do espaço comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

Lusa
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Freeport Lopes da Mota suspenso por 30 dias
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:58 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
A montanha acaba de parir um rato para não dizer que não pariu coisa nenhuma. Isto faz-me lembrar os meus tempos de estudante e as trupes. Aos caloiros que se encontravam fora das horas, mas que eram porreiros a trupe dava-lhe umas tesouradas no cabelo ao de leve, coisa que podesse disfarçar para o outro dia no barbeiro. Aos que se armavam em reguilas levavam corte até ao coiro e no outro dia no barbeiro ía todo, ou seja era a carecada.
 
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Lopes da Mota
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:03 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Mas ele não afirmou, que nunca tinha exercido pressões sobre os seus colegas do Freeport ?
Claro, que ainda tem recurso
Mas, caso o mesmo se confirme, como é que uma pessoa destas pode ser Magistrado em funções ?
Poderemos acreditar nele ?
Para rematar, é de anedota aplicar uma suspensão de 30 dias.
Isto,é caso para dizer que estão mesmo a brincar com o "pagode" !
 
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Sai do Eurojust...
NãoaosTrocatintas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:33 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Sai do Eurojust...com elogio por relevantes serviços prestados ao PS, perdão... ao País...
 
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Tudo pela rama
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Em Portugal os processos normalmente ficam-se pela rama. Arranjam-se bodes expiatórios e já está. Provavelmente não seria de todo despropositado apurar quem pressionou...Lopes da Mota a pressionar os seus pares no caso Freeport. Mas como sempre, ficamos todos contentes porque a comunicação social já nos mostrou o bandido. À boa maneira romana : Ecce homo.
 
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Fica por aqui ou vai a julgamento?
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Não sou jurista, e não sei, mas gostava de saber, uma coisa:

Este foi um processo disciplinar, movido pela entidade patronal, e tem consequências exclusivamente disciplinares, neste caso a suspensão de funções por 30 dias (se com perda de retribuição, não sei).
Tal como um processo disciplinar movido por qualquer empresa a qualquer trabalhador.
O processo disciplinar terá concluído pela existência da prática do que penso ser um crime, e determinou a respectiva sanção disciplinar, mas não tem competência para julgar crimes.
Até agora, vou bem?
Uma empresa que no âmbito de um processo disciplinar a um funcionário detecte a prática de crimes deve comunicar o facto à PGR para que esta instaure um processo-crime que, eventualmente, vá dar origem a um julgamento nos tribunais.
Será que este processo disciplinar vai ter consequências semelhantes e os factos por ele detectados vão ser comunicados à PGR para instaurar um processo-crime?
Ou vai ficar tudo entre colegas?

Se alguém me conseguir explicar agradeço antecipadamente, mas, já agora, alguém que situe o caso na esfera do sistema judicial, e não na da justiça popular, porque nessa já está ditada a sentença.
 
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    Re: Fica por aqui ou vai a julgamento?    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 19:59 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
A vergonha da justiça socialista
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:55 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Este socialismo permite a corrupção e a vigarice descura os interesses dos mais fracos, dos mais pobres e dos mais honestos que assim são vítimas fáceis dos mais oportunistas chochalistas.
 
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    Re: A vergonha da justiça socialista=ESTÁ PODRE.??    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
A curiosidade principal agora é...
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 20:23 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Há decisões difíceis de entender. Ou LM fez o que se disse que fez, ou seja, pressionou, como superior hierárquico que é e invocando o interesse do PM, os 2 Procuradores encarregados do inquérito no sentido de decidirem arquivar os autos, ou não o fez. Se não fez tal, então não devia ter havido sequer havido processo disciplinar e, havendo-o, devia ser arquivado, sem mais.
Mas se fez, então uma suspensão por 30 dias é perfeitamente ridícula como punição para uma acto desta gravidade. Atentar contra a independência de juízo de um magistrado é, parece-me a mim, o pior que se pode conceber nesta matéria.
Seja, porém, como for, parece adquirido que LM agiu procurando levar os investigadores para arquivar. Portanto é legitimo perguntar: fê-lo por sua exclusiva iniciativa, ou actuou a pedido ou no interesse de alguém? É que não se vê por que haveria de agir de motu proprio... e essa passa ser a curiosidade principal neste assunto. Recordemo-nos de que quando Fátima Felgueiras, autarca do PS, fugiu escapando ao mandato de prisão preventiva, a suspeita de que fora oportunamente avisada recaiu sobre o mesmo LM...É verdade que tal não se provou e o processo foi arquivado sem consequências mas...há suspeitas a mais sobre LM.
 
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Já não era sem tempo!
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
O Dr. Lopes da Mota foi acusado de pressão num caso que envolveu o 1º Ministro. Pelas funções que desempenha, devia ter suspendido de imediato o cargo. Exige-se isso a politicos, gestores, etc. Porque é que um magistrado se acha acima de tudo isto?
A sanção que lhe foi aplicada revela mais do que a existência de simples indicios: os seus pares (porque é disso que se trata) consideraram que existia causa justa para sanccionar. É um grande avanço.
Espantoso é que nestas circunstâncias o Ministério da Justiça ainda lhe agradeça os serviços prestados...
Substituam-no e depressa, é o que se pede. Pouca conversa e mais vergonha.
 
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