19 de junho de 2013 às 2:55
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Freeport: José Manuel Marques é o quinto arquido do processo

O antigo vice-presidente do Instituto da Conservação da Natureza e ex-consultor da Câmara de Alcochete foi chamado hoje à Polícia Judiciária e saiu de lá arguido.
Micael Pereira

No intervalo de uma semana, dois nomes do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) foram constituídos arguidos no processo Freeport . Depois de Carlos Guerra, presidente do ICN na altura da aprovação ambiental do outlet de Alcochete, foi hoje a vez de José Manuel Marques, funcionário do ICN que trabalhava então como consultor da Câmara de Alcochete.

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José Manuel Marques era vice-presidente do instituto quando, em 1999, assinou a pré-aprovação de uma versão inicial do que viria a ser o projecto comercial do Freeport. É também um dos nomes citados como sendo um dos principais suspeitos do caso na carta rogatória que as autoridades inglesas enviaram para Portugal no início do ano, embora o biólogo e actual funcionário da Reserva Natural do Estuário do Tejo não tivesse intervenção directa na aprovação do outlet, uma vez que os pareceres do ICN que levaram ao chumbo e depois à aprovação do Freeport não passaram por ele.

Além de José Manuel Marques, já foram constituídos como arguidos Carlos Guerra , Capinha Lopes e os dois sócios da empresa de consultoria Smith&Pedro, Charles Smith e Manuel Pedro. Guerra viria a trabalhar como consultor para Manuel Pedro em projectos em que esteve também envolvido Capinha Lopes, arquitecto do Freeport.

Comentários 19 Comentar
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Venham mais cinco!!!
É preciso continuar com esta investigação ! E que vneham mais cinco, sejam eles quem forem!!! E coragem para quem ana a remexer nesse lixo!!!
Venham mais cinco!!! Ver comentário
Caso Freeport
E já vão cinco ! E não vai parar por aqui !
Com que então não era um caso complexo e não passava
de uma "tramóia! ?
Se o chegasse a ser!
ESTRATÉGIA MONTADA.
Ainda não fica por aqui.

Os arguidos vão aparecendo a conta gotas.

Primeiro porque dá impressão à opinião pública que a coisa está mexer, e vai criando expectativa.

Segundo e mais importante, vai ganhando tempo para que se chegue às eleições.

Para quê o acesso extraordinário de Cândida Almeida à Comunicação Social?

Já toda gente esqueceu a Casa Pia.

Outros acontecimentos virão que farão esquecer o Freeport e o BPN.

Re: ESTRATÉGIA MONTADA. Ver comentário
Só caça miuda...
Falta a caça grossa.

Estão à espera de que venha comer à mão.????
FREEPORT
ESPERO QUE SE TENHA O BOM SENSO DE SE APURAR TODA A VERDADE, CASO CONTRÁRIO O POVO QUE PEGUE EM ARMAS E CORRA DE VEZ TODO ESTE LIXO QUE SE FOI CRIANDO APÓS O 25
À VOLTA,À VOLTA!!!!!
Ó Rosa arredonda a saia,ó Rosa arredonda-a bem.......

Mais uma voltinha!!!!

E vai chegar ao meio????

E quem é que lá está?

O primo e o tio do dito cujo,mas nunca o sobrinho.

Esse está protegido!

Deixem o homem em paz,pois sente-se acossado.

Mas estou a falar de quem?

De ALGUÉM que tem um primo e um tio.

Pois!!!!!
Re: À VOLTA,À VOLTA!!!!! Ver comentário
OU HÁ MORAL OU COMEM TODOS
PS PSD CDS COMUNAS BE OS VERDES OS AZUIS OS ENCARNADOS OS SALVEM AS BALEIAS ETC!!!!!!!
Acusar é acusar é acusar é acusar
O problema fundamental que se põe na nova e péssima relação entre a Opinião Pública e a Justiça, passa por este tipo de notícias. A maior parte das pessoas, ou por ignorância ou por má-fé, não distingue o trabalho do Ministério Público do trabalho dos Tribunais. O Ministério Público investiga a prática de crimes e tem o poder e o dever de acusar uma pessoa se achar que há indícios suficientes para o fazer. Durante o inquérito e antes da acusação, não há defesa, ou seja, a defesa dos acusados não argumenta, nada diz, nada pode, até porque nem conhece a acusação. Só depois da acusação é que intervém. O Tribunal, naturalmente, ouve as duas partes. Tudo está sujeito a contraditório. Coisas que pareciam evidentes para o Ministério Público tornam-se menos evidentes. Lançam-se dúvidas, provam-se coisas contrárias. Com a sentença, a acusação, muitas vezes, cai por base.
No entanto, a Opinião Pública, que já condenou os arguidos com base neste tipo de notícias, não compreende estas regras (tão elementares). Daí a dizer que a Justiça é uma vergonha, que os poderosos são todos impunes e as lengalengas do costume, é um passo...
Acresce, por fim, que a constituição de arguido, muitas vezes, é no interesse do próprio arguido. Uma pessoa sobre a qual o MP tem dúvidas sobre a sua actuação, deve ser constituída arguida para beneficiar, por exemplo, do direito a não falar e do direito a ser assistido por advogado nas inquirições. Foi o que aconteceu, por ex: com os pais da Maddie...
SÃO COMETIDOS CRIMES MAS NUNCA HÁ CULPADOS Ver comentário
Re: SÃO COMETIDOS CRIMES MAS NUNCA HÁ CULPADOS Ver comentário
Re: Acusar é acusar é acusar é acusar Ver comentário
A responsabilidade da Imprensa
A Comunicação Social e, no caso vertente, a Imprensa escrita, deveria, nem que fosse pelo princípio ético de esclarecer devidamente os seus leitores, informar que a constituição de arguido não equivale à sua acusação ou à sua condenação.
A verdade histórica, que é a verdade pura, ontológica, não é igual à verdade da Comunicação Social nem tem que ser igual à verdade da Justiça.
A verdade histórica só os seus intervenientes a conhecem. Poderá ser reconstituída mais tarde, com o contributo das versões de todos, ressalvadas as mentiras e omissões (veja-se a polémica que deu a biografia de Vasco Lourenço).
A verdade da Comunicação Social é uma verdade instantânea (está a acontecer, é notícia, publica-se). Fala-nos de pedaços da realidade, a um tempo vertiginoso. Não é submetida a contraditório. Contenta-se, muitas vezes, com uma só versão. São peças de um puzzle cru que, com o passar dos tempos, verifica-se que não encaixam.
A verdade da Justiça é uma verdade processual. A verdade histórica é filtrada pelos mecanismos processuais, pelas versões das partes, pelo que é admissível como prova e pelo que não é. Tem um tempo completamente diferente da Comunicação Social, porque muito mais lento, com uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem é a de poder ouvir o maior número possível de versões. A desvantagem é a de que o tempo apaga as memórias e aprimora as mentiras, sobretudo se os advogados forem bons...
De tudo isto deveria um jornalismo responsável dar conta a quem lê!
A baba que escorre...
Olhem a baba a escorrer pela boca de alguns! Eheheheheh, Estão a salivar enquanto pensam: quando é que o Sócrates será constituido arguido?
Não que seja importante ser arguido, ser acusado ou ser julgado por este processo porque uma coisa é certa, ele já é culpado!!! Os jornalistas decidiram e o povo acenou afirmativamente! Sobre o facto de haver Secretários de Estado (Oliveira e Costa) e Ministros (Dias Loureiro) envolvidos na ROUBALHEIRA DO BPN, não diz nada sobre o Cavaco, no entanto! Como inocentes de tudo e mais alguma coisa são os orgãos sociais do BPP que, por acaso, tinham nomes como:
Pres. Ass. Geral - José Miguel Júdice - Ex. Militante PSD
Pres. Cons. Consultivo - Francisco Pinto Balsemão - Ex Ministro PSD (2.º accionista e maior investidor privado)
Vogais:
Álvaro Roque de Pinho Bissaia Barreto - Ex. Ministro PSD
António Pires de Lima - Ex. Deputado CDS/PP
João de Deus Pinheiro - Ex. Ministro PSD
Jorge Braga de Macedo - Ex. Ministro PSD
Maria José Nogueira Pinto - Ex. Deputado CDS/PP
Mas isto não vem nas noticias nem interessa aos jornalistas...
Conclusão obvia são todos uns CORRUPTOS, PSD PS Ver comentário
Os bio-politicos são reciclaveis ?
Em primeiro lugar quero felicitar o anterior comentador (NãoHáInocentes) pelo seu pedagógico e meritório comentário, com o qual estou completamente de acordo.
Em segundo lugar chamar a atenção para algumas ideias falsas que têm sido veiculadas pela imprensa, por ignorância subjectiva, mas que nela tem consubstanciado a "corrupção objectiva"!
-O local onde está instalado o Freeport, não é nem nunca foi espaço considerado da Reserva Natural do Tejo.
-O local é considerado zona industrial desde 1960 e ocupado por uma fábrica de pneus (Firestone) que foi demolida para dar lugar ao Freeport.
-A leste faz fronteira com uma antiga quinta agro-industrial e a oeste com uma fábrica de embalagens metálicas.
Todas estão situadas a ocidente da Ribeira das Enguias, (margem esquerda) sendo certo que a Res.Nat.do Tejo começa na margem direita desta ribeira que conflui com o estuário do Tejo.
-Não haverá "usurpação de poderes"? quando uma intituição como o Instituto de Conservação da Natureza analisa;propõe modificações em função da bio-diversidade da fauna e flora?
-Da mesma forma que esta mesma entidade, de forma displicente e incompetente aprova um projecto lúdico-comercial consubstanciado em grandes aglomerações de pessoas, junto a uma fábrica de embalagens que quando na fase de pintura das mesmas emana para a atmosfera envolvente ao dito empreendimento gases tóxicos proveniente daquele processo de fabrico, de todos conhecido, perigoso para as pessoas, mas não para os flamingos !
O Cerco....
O cerco está a apertar-se.......!!!!!!!
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