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Frasquilho: troika devia dar mais dois anos a Portugal

Miguel Frasquilho considera que "o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública" e que deve ser "premiado" pela troika com um alargamento de prazos.
Lusa |
Frasquilho elogiou a atuação do Governo
Frasquilho elogiou a atuação do Governo / Nuno Botelho

O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Miguel Frasquilho defende que a troika devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro de Portugal, concedendo mais dois anos para o cumprimento das metas fixadas e financiamento adicional.

Em declarações à agência Lusa, feitas a título pessoal, na sequência de posições assumidas num debate na TVI24, Miguel Frasquilho considerou que "o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública", mas que do lado da receita há "um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5%" no final deste ano.

"Perante isto, penso que seria justo a troika [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] reconhecer o trabalho de casa que o Governo tem feito e premiar esse trabalho de casa com uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses", defendeu o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças.

Quanto ao grau desse prolongamento de prazos, Miguel Frasquilho afirmou: "Não sei se um ano seria suficiente, penso que dois anos podia ser mais apropriado".

Momento propício para uma flexibilização das metas orçamentais para os três países da União Europeia intervencionados


No seu entender, "este era o momento propício para uma flexibilização das metas orçamentais para os três países da União Europeia intervencionados: Portugal, Irlanda e Grécia", tendo em conta as "decisões importantes em matéria de financiamento dos Estados-membros e do setor financeiro" tomadas no último Conselho Europeu.

Segundo o deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, se não houver uma flexibilização de prazos, sobra como alternativa a adoção de "mais medidas de austeridade", opção que rejeita.

"Penso que não seria positivo de todo, porque iria abalar o consenso com o PS relativamente ao memorando de entendimento, e porque o país não aguenta mais austeridade, sobretudo do lado da receita. Portugal já ultrapassou a exaustão fiscal", argumentou.

"Prémio para a atuação do Governo e também dos portugueses"


A solução, portanto, "seria a troika reconhecer o trabalho competente que o Governo português tem feito na aplicação do memorando de entendimento em geral, com quatro avaliações positivas, e no controlo a despesa pública, dando mais tempo para o ajustamento e dando um financiamento adicional", reforçou.

"Reconhecer isso com uma flexibilização de prazos seria um prémio para a atuação do Governo e também dos portugueses", acrescentou.

Miguel Frasquilho referiu que o défice real de Portugal no final de 2011 foi de 8,4% do Produto Interno Bruto e sustentou que se este for reduzido para um valor como 6% este ano isso já será "um ajustamento muito grande" para um país em recessão e sem instrumentos de política cambial.

Por outro lado, o social-democrata assinalou que a Irlanda "conseguiu quatro anos para atingir um défice de 3%" e "Portugal apenas dois" na negociação dos respetivos programas de assistência financeira, o que disse não compreender.

Bancada social-democrata não comenta


Na reunião desta manhã na Assembleia da República, Miguel Frasquilho fez questão de explicar a sua posição aos seus colegas de bancada e nenhum deles pediu a palavra para criticar ou comentar essa posição.

A posição assumida pelo vice-presidente do grupo parlamentar do PSD
Miguel Frasquilho a favor de uma flexibilização dos prazos do ajustamento financeiro de Portugal não suscitou quaisquer comentários na reunião da bancada social-democrata.


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'Frasquilho: troika devia dar mais 2 anos a Portug
Quando leio que o défice no 1º trimestre foi superior ao homólogo do ano passado, quando vejo a recessão ou o desemprego a ultrapassar largamente o que se previa, e quando leio estas declarações só me apetece gritar "cobras e lagartos!". Estas citações revelam um esquema de pensamento que de forma alguma devia estar a governar Portugal... quando Miguel Frasquilho não é qualquer um, é vice-presidente parlamentar do partido maioritário no poder.

Vamos por partes.

Mais do que todos, o governo Português deve ser o principal interessado no bom percurso do povo Português (para além do próprio povo). Essa é a sua missão. Mas isso significa que ele deve pensar pela sua própria cabeça.

Ora, quando Frasquilho diz que "a Troika devia flexibilizar os prazos", flexibilizar porquê?

Nós não pedimos nada! Porque flexibilizariam os prazos se não "precisamos"? Quando diz que seria "premiar esse trabalho de casa", ele esquece-se que o prémio almejado é a própria consolidação das contas nos limites pedidos. Será que para ele, o prémio de uma boa governação é poder governar "mal" por uns tempos? 2 anos?

Isto representa tudo o que está mal neste governo, o discurso moralista de merecimentos e masoquismos que já nem às crianças se pratica. Ele diz-me que o PSD se vê como um mordomo em nome da troica, não como governante em nome dos Portugueses. Porque um verdadeiro governante falaria aqui em pedir ou negociar o que acha certo, não em esperar-lo como prémio como bom cãozinho.
Em Portugal os pobres que paguem a crise.....
Em França o Governo vai aplicar um imposto sobre as empresas e os contribuintes individuais com rendimentos mais elevados, através de uma sobretaxa excepcional chamada Imposto de Solidariedade sobre a Fortuna (ISF).

O grosso das medidas divulgadas pelo ministro responsável pelo Orçamento, Jérôme Cahuzac, concentra-se neste aumento das receitas fiscais, que será suportando em 53% pelos contribuintes individuais e 47% pelas empresas. Na sobretaxa aplicada aos primeiros, 73% das receitas serão arrecadadas no imposto sobre o património e os rendimentos mais elevados.

O objectivo é cumprir a meta do défice de 4,5% do PIB em 2012, acordada com a Comissão Europeia. E para o próximo ano estão já previstas medidas suplementares, com uma previsão de receitas fiscais adicionais no valor de 6,1 mil milhões de euros.

O Governo deu a conhecer os passos que conta dar nos próximos anos para o país atingir o equilíbrio orçamental em 2017, partindo de uma previsão de crescimento tépido para a segunda maior economia da zona euro, de 0,3% este ano, abaixo do que antes se previa (0,4%).

Em 2013, o objectivo do défice é de 3%, o que obrigará o executivo a continuar a aplicar medidas restritivas, num ano em que a economia deverá crescer 1,2%.
Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Frasquilho parece ter uma relação comercial com o BES.Era bom que esplicasse se está a opinar para defender os interesses de lucro do(seu) banco,ou para "apoia"r a politica do Governo.
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Re: Frasquilho fala pelo PSD ou pelo BES?
Mais dois anos
Este Frasquilho deixa-me zonzo, então pretende que a troika nos apoquente por mais dois anos, com uma ideia destas ou é maluquinho ou tem outros interesses ocultos, como seja acabar com mais de metade da população que morrerá, certamente, neste período.
E agora. O que é que Passos Coelho tem a dizer a
estas declarações?...
Re: E agora. O que é que Passos Coelho tem a dizer
A falsa oposição do partido socialista
Tanto PS como PSD se puseram previamente de acordo para dar prioridade ao pagamento de juros usurários sobre uma dívida que o povo não contraiu, em vez de gastar esse dinheiro na manutenção dos serviços sociais a que a Constituição obriga.
 
Re: A falsa oposição do partido socialista
O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhecer!
O PS é um habitue da mentira e da deturpação dos factos. Negociou 3 memorandos d resgate e agora finge q foi apanhado d surpresa. As declarações levianas e d pendor fácil são diárias. Raro é o dia q Seguro não surge com uma ideiazinha daquelas q só podem ser levadas a brincar. Ainda no outro dia o escutei na TSF a auto-elogiar-se dizendo q Portugal devia ter exigido a ampliação do prazo d cumprimento dos compromissos negociados e assumidos por Sócrates em nome d todos os portugueses. Que esta ampliação devia ser de um ano! Espanta-me q ninguém ainda tenha arrasado com este incompetente da vida. A impreparação e a leviandade das afirmações são d uma gravidade extrema. Será q no PS já não existe capaz? Claro q existe o problema é q estão como a imensa maioria consciente do estado d fragilidade d Portugal e não se esquecem q os contratos são assinados p se cumprirem e q, como a vida ensina, a forço negocial decorre do q se pode contrapor. Portugal é um país frágil q se recusou a fazer o seu trabalho d casa durante décadas e dai esta fragilidade patética e por muitos incompreensível. Estou a dizer isto q pode ser considerado pelos menos informados como mais uma opinião… mas não. No memorando assinado em 17 d Maio d 2011 pelo PS (com texto diferente do apresentado ao pais em 3 d Maio d 2011) Portugal pela mãozinha d Sócrates assumiu q os deficits das Administrações Publicas não poderiam ser superiores a 3% do PIB em 2013. Os objectivos são graduais e sempre na base dos 3 ...
Re: O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhece
Re: O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhece
Quando o Odi se excita !!
Re: O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhece
Re: O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhece
Re: O MAL SOCIALISTA que alguns fingem não conhece
O que a Troika devia era
mandar-nos semear batatas! Somos uma corja de gente mafiosa, que não merece um centavo da ajuda que lhe dão! Só gente corrupta, mal formada e sem vergonha na cara! O abestalhado do Sócrates tirou o Inglês Técnico num domingo, o mafioso do Relvas (acabei agora mesmo de ler no Jornal de Negócios online) «licenciou-se com quatro exames e 32 equivalências».
Um país com gente deste calibre deveria ser deixado a morrer à fome pelas ruas. E ninguém se revolta contra este estado de coisas! É o fim da picada!
Discordo...
Alguém devia chamar uma enfermeira e explicar a estes senhores porque motivo é que se dão as vacinas com uma palmada forte no rabo e de uma só vez. Experimentem ir fazendo devagarinho e vão ver a dor que causa.

Quanto mais alargarem o prazo, mais dificil vai ser os sistemas sociais (subsídios de desemprego, famílias, etc.) aguentarem as pessoas nas situações mais dificeis.

Em vez de irem pedir mais tempo e dinheiro, vão ter com os senhores das PPPs e avisem-nos que ou renegoceiam ou estaram sempre no final da lista de credores. E que o dinheiro não vai chegar para eles. Se conseguem reduzir salários, congelar salários mínimos e pensões e retirar subsídios de férias e natal não acredito que não existam fundamentos processuais e legais que lhes permitam renegociar imediatamente as PPPs quase todas.

Cumprimentos,

António

oreivaivestido.blogspot.pt
Re: Discordo...
A venda do Pais está muito bem entregue..
Sua Excelência Senhor Doutor Miguel Relvas tornou-se o expoente máximo de inteligência suprema do ultra liberalismo que depois da venda do País ficará na História de Portugal ao douturar-se num tempo record e com a máxima classificação nunca visto nos anais de qualquer Universidade em qualquer parte do mundo.....Assim Portugal com homens destes tem o seu futuro garantido para bem dos portugueses......

Não votem mais neles´. Pensem primeiro
A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.(Mia Couto) - Todos os lesados pela corrupção, indignem-se e procurem nas profundezas dos crimes que há décadas arrastam Portugal para a lama. Incompetência, gestão criminosa, corrupção, abuso e impunidade em todo seu esplendor. OFENDA-SE, COMENTE, DIVULGUE E CONTRIBUA para DESMASCARAR os traidores que, todos os dias, saqueiam os nossos impostos e nos afundam na pobreza.

merkelofobia
PPC continua com o seu discurso contra a renegociação, mas já ninguém acredita nele, nem o próprio. Porém, tem medo de Merkel. Contrariamente ao que proclama em relação ao facto de ser sempre ele a comunicar aos portugueses as más notícias que se justificarem, agora começa a mandar recados por membros do seu partido, que dizem que o fazem a título pessoal, mas que sabem muito bem o que devem dizer, ou então não teriam chegado onde chegaram na hierarquia partidária.
Seguro fala num ano, Frasquilho vem falar agora em dois anos. A conclusão a retirar é que a situação da economia deve ser ainda mais grave do que supomos.
O CERNE DA QUESTÃO
O CERNE DA QUESTÃO, foi a correcção feita em 1789, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, à frase da Declaração de Independência dos EUA de 1776 que afirmava que "os homens nascem livres e iguais". A Revolução Francesa acrescentou "em direitos". E este aditamento que parece à primeira vista restritivo é na realidade muito mais abrangente, pois se da Revolução Americana surgiram o Capitalismo Moderno e as ideias de "empreendedorismo", em que só não é rico quem não trabalha dado sermos todos "iguais", a Revolução Francesa deu origem às Democracias Modernas ao reconhecer as diferenças, e a necessidade de as ultrapassar conferindo a todos os mesmos direitos, quer sejam mais, ou menos "empreendedores": foi a semente da solidariedade e do Estado Social.

A Revolução Neo-Liberal a que assistimos, conduzida pela UE, consiste em INVERTER E RECUSAR a herança da Revolução Francesa. Temos os Estados cumpridores e incumpridores, que tinham a "obrigação" de terem todos atingido o mesmo nível da Alemanha, e temos os cidadãos "empreendedores" e os que não o são.

Uma sociedade baseada na "concorrência e competitividade" em vez da solidariedade só pode resultar na aquilação dos mais fracos, e é essa a GRANDE RUPTURA a que estamos a assistir.

É NECESSÁRIO LUTAR CONTRA A REVOLUÇÃO NEO-LIBERAL, e a única maneira que Portugal tem de o fazer é SAINDO DO EURO E DA UE!!!
Agora já é tarde para pedir isso
O governo deveria ter aproveitado foi na altura que o Rajoy pediu mais um ano e colar-se assim à Espanha , agora depois da cimeira europeia já é tarde para isso , em que Portugal ao contrario da Irlanda , Espanha e Italia não conseguiu nada devido à total ineficacia e falta de defesa dos interesses de Portugal por parte de Passos Coelho.

Alem de já não contarmos com o apoio de Espanha , Italia e Irlanda que já conseguiram o que queriam , com esta falta de atitude do governo , acabamos por ficar ìsolados e colados à Grecia , logo este governo que tinha feito tudo para em termos de imagem nos descolarmos da Grecia.

A propria Lagarde já veio dizer que não há qualquer renegociação com a Grecia , ou seja , sem a pressão de países maiores como a Espanha , se não há para a Grecia tambem não haverá para Portugal , aliás o Monti já veio dizer ontem que a Italia não é Portugal , voltando-se ao velho status quo vigente que esteve em vigência nesta UE desde o início da crise , ou seja cada um por si.

Isto representa uma derrota em toda a linha para a estratégia e o governo de Passos Coelho que desde início se baseou em cumprir como aluno obediente os ditâmes da troika , índo mesmo mais alem que a própria troika , tudo isto para mais tarde conseguir algum leverage e poder renegociar com a troika condições mais favoraveis , mas isso acaba de esfumar-se depois da última cimeira europeia , o governo não terá alternativa a não ser aplicar mais austeridade , juntando-se à Grecia.
Quem dá mais?

O Seguro queria ser primeiro-ministro com uma campanha monotemática de um ano de alargamento. O Frasquilho cobre com dois.
Quem dá 3 e arremata o cargo?
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Edição Diária 17.Abr.2014

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