Miguel Frasquilho, ex-secretário de Estado de Manuela Ferreira Leite nas Finanças, foi ao Congresso defender a redução dos salários e pensões. Uma medida que vai para além do programa de Passos Coelho. O líder do PSD defende apenas o congelamento.
Na sua intervenção, Frasquilho passou em revista temas como o Orçamento de Estado e o Programa de Estabilidade e Crescimento. E depois falou sobre a necessidade de reformar a Administração Pública.
E foi neste ponto que disse que "a área dos salários e pensões poderão não escapar a descidas". Frasquilho reconheceu que poderá parecer "injusto", mas que as medidas são inevitáveis, sob pena de Portugal continuar "no marasmo".
Concretizando, afirmou que a actuação sobre os salários deve ser "diferenciada", "inversamente proporcional aos salários". Ou seja, cortes maiores para quem mais ganha.
Miguel Frasquilho, que é vice presidente da bancada parlamentar laranja e assim se vai manter com a nova liderança de Miguel Macedo, salientou a necessidade de "os decisores políticos darem o exemplo" neste ponto, tal como o fizeram na Irlanda.
Os cortes salariais nos políticos já tinha sido defendido por Pedro Passos Coelho, quando lançou a sua candidatura à liderança do partido.
Em relação às pensões, Miguel Frasquilho falou na necessidade de "congelar e impor tectos em prestações sociais não contributivas".
"Quem não percebe isto não percebe nada de nada. As medidas são duras e difíceis de explicar à população, mas preferirá o povo continuar no marasmo e a ouvir histórias da carochinha?", rematou o congressista.