Francisco Assis acusa oposição de "insensibilidade"
O líder parlamentar do PS
classificou a atitude da oposição de "insensibilidade" ao apelo do Conselho de Estado, ao chumbar o adiamento da votação da Lei das Finanças Regionais. (Veja vídeo SIC no final do texto)
Francisco Assis acusou hoje a oposição
de "insensibilidade" ao apelo do Conselho de Estado ao chumbar o adiamento da votação da Lei das Finanças Regionais, referindo que a sua bancada estaria disponível "para prosseguir um esforço negocial sério".
Em declarações aos jornalistas no final da reunião semanal da bancada do PS
, Assis estabeleceu uma relação entre a mensagem emitida pelo Conselho de Estado e a Lei das Finanças Regionais e considerou que a reunião convocada pelo presidente da República "introduziu um novo dado".
No final da reunião de quarta-feira, que durou quase cinco horas, o Conselho fez "votos para que predomine na Assembleia da República o espírito de compromisso e de diálogo paciente e frutuoso que permita ao país enfrentar os desafios estruturais que tem à sua frente".
"Eu quero aproveitar para lamentar o que se está a passar na comissão de Orçamento e Finanças, o PS apresentou uma proposta para uma vez mais adiarmos a discussão, porque ontem mesmo foi feito um apelo por parte do Conselho de Estado, no sentido de haver ponderação e rigor na avaliação deste processo", afirmou o líder parlamentar do PS.
Preocupação "legítima e oportuna"
Francisco Assis disse que o PS procurou "responder a essa preocupação legítima e oportuna" e que a discussão "deveria continuar", para que "se pudesse prosseguir um esforço de aproximação de posições dos diversos grupos parlamentares".
"Houve uma insensibilidade da parte dos grupos parlamentares da oposição a um apelo do Conselho de Estado que nos pareceu um apelo sério, sensato e que a ser respeitado teria certamente contribuído para que pudéssemos alcançar uma melhor solução em torno deste assunto", declarou.
Sobre o papel que Cavaco Silva poderá ter caso este diploma seja aprovado em plenário na sexta-feira, Assis assinalou que "os processos não ficam encerrados com a aprovação em plenário" mas recusou fazer uma "consideração sobre uma coisa que ainda não aconteceu".
"Uma decisão agora a ser tomada será, do nosso ponto de vista, uma decisão sempre precipitada tendo em consideração a reunião de ontem do Conselho de Estado, que introduziu um novo dado nesta questão", considerou.
Questionado se, caso o adiamento fosse aceite, o PS apresentaria propostas de alteração ao diploma, Francisco Assis adiantou que haveria disponibilidade, "até para responder ao apelo do Conselho de Estado, para prosseguir um esforço negocial sério, conducente à obtenção de uma solução razoável".
Esta notícia foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Não me recordo de o PS em 2007 ter negociado nada com a oposição, quando detinha a maioria imperial que lhe permitia fazer o que quisesse e aprovar uma nova lei das finanças regionais com que deu dinheiro aos Açores (PS) e tirou à Madeira (PSD).
Costuma-se dizer «não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti». Agora é tarde e a Inês é morta.
E o Sr. Teixeira dos Santos, se se quizer demitir que vá andando, que não deixa saudades... De mentirosos estamos re-fartos. Outro Aspirina Moura.