19 de maio de 2013 às 12:33
Página Inicial  ⁄  Atualidade / Arquivo   ⁄  França vota proibição da burqa

França vota proibição da burqa

Assembleia Nacional francesa vota hoje o projeto de lei contra o uso do véu islâmico integral (burqa ou niqab) no espaço público.
Lusa
Véu integral poderá ser proibido em França JULIEN WARNAND/EPA Véu integral poderá ser proibido em França

A Assembleia Nacional francesa (câmara baixa do Parlamento) vota hoje o projeto de lei contra o uso do véu islâmico integral (burqa ou niqab) no espaço público.  
 
O projeto de lei, que não fala de uma interdição específica do véu, mas de uma "ocultação do rosto no espaço público", terá depois de passar no Senado, em setembro, para aprovação final.  
 
A 11 de maio a Assembleia Nacional francesa aprovou, por unanimidade, uma resolução no mesmo sentido, o que foi saudado pelo governo.  
 
O projeto de lei prevê uma multa de 150 euros e/ou um estágio de cidadania, sanções que entrarão em vigor na primavera de 2011 após seis meses de "pedagogia".
 
Qualquer pessoa que obrigue uma mulher a usar o véu integral poderá ser condenada a um ano de prisão e 30.000 euros de multa, sendo a pena a dobrar se o alvo for uma menor.  

Proibição "sem base legal clara" 


O Conselho de Estado, supremo tribunal administrativo do país, recomendou limitar a interdição a certos locais públicos (administração, transportes, lojas) e considerou a proibição na rua "sem base legal clara".  
 
Segundo os juristas, a lei é passível de censura por parte do Conselho Constitucional e pode custar à França uma condenação pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.   

Em França, o uso do véu islâmico integral não abrangerá mais do que  duas mil mulheres num universo de cinco a seis milhões de muçulmanos, segundo
as autoridades. A sua interdição é encarada pela comunidade muçulmana como uma discriminação. 

Comentários 36 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Proibição da burqa em toda a UNIÃO!
Não há que perder tempo: a Europa não pode condescender com o uso da burqa.

O Parlamento Europeu devia tomar uma posição global.
Acho muito bem*
Porque toda a gente sabe que a cultura francesa é muito mais melhor boa do que a cultura do Dubai onde proibem os namorados de andar aos beijos e prendem as senhoras que são violadas e, por isso, as senhoras do Dubai que, se quiseram, vão mas é para a terra delas que a gente não tem nada que as aturar. Além disso essas senhoras têm a mania de andar com bombas por todo o lado e se a gente não lhes ver a cara não vê que elas estão a rir, todas contentes, porque levam uma bomba para estropiar o pessoal civilizado. É muito bem feita.

*Texto elaborado de acordo com as regras do politicamente correcto, a fim de não ser censurado ou expulso
Acho muito bem...MUDEMOS! Ver comentário
forma
A questão, para mim, NÃO É RELIGIOSA. A questão é que qualquer pessoa que circule na via pública tem que ser facilmente identificada pelos seus semelhantes e, sobretudo pelas autoridades. É uma questão de segurança ! A questão religiosa também se coloca nos paises de religião muçulmana ( alguns ) que obrigam a que as mulheres ocidentais andem de cabeça tapada !
Here we go!!
Não deixo de ficar um tanto ou quanto admirado com os protestos desta comunidade, e pelos argumentos utilizados... Ora queixam-se de descriminação?? Mas qualquer ocidental que se desloque aos países de orientação islâmica, não tem que imperativamente cumprir com os hábitos ai instituídos?? Não temos que cobrir de roupa as nossas mulheres, não podemos entrar nos aeroportos com carne de porco, sem que tenha que haver discussão (passou-se comigo em Doha no Qatar, por causa de uns enchidos e bacon que levei para um amigo meu que aí trabalha) para não falar das condições merdosas de vida que estes países proporcionam aos trabalhadores estrangeiros que lá vivem.
Por uma questão de principio na Europa Ocidental, todos os estrangeiros recebidos tem os mesmos direitos que os cidadãos desse país a nível social, saúde, trabalho e judicial (por vezes mais, há uns que tem 5 subsídios e casa dada) Não vejo descriminação por parte desses Governos, pode haver sim por alguns elementos com ideologias mais radicais, agora os hábitos culturais e sociais de cada povo, são os vectores que definem a sua identidade. Portanto eu sou a favor de todas e quaisquer leis que defendam a minha cultura e hábitos enquanto Português, e como português os lenços que gosto de ver é na cabeça das minhas avós, nos ranchos folclóricos, e na procissão em Fátima.Quanto ao resto em Portugal as mulheres querem-se frescas, fofas e destapada. Se alguém não concordar com esta situação, tem bom remédio, volte para casa!!
-Rodapé


A MEU VER
 
        Se há países em que as Mulheres, todas as Mulheres, são obrigadas por Lei a andar de cabeça coberta e cara tapada, por que outros não hão de haver que considerem a situação degradante e legislem de modo diferente?

Se são ou não questões “religiosas”, o problema é de quem as impõe e de quem tem de se sujeitar a elas.

As Leis de um País (de qualquer País) são para cumprir integralmente tanto por quem está lá dentro como por aqueles que chegam de fora.

Não há volta a dar. Mesmo quando sabemos que em cada “casa”, manda quem pode e, na mais das vezes, não manda quem deve. Mas, isto é outra “história”...

Espero ver
uma condenação clara e sem qualquer contemplamentação desta lei por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Aos poucos, a Europa parece querer recuar em todas as suas conquistas.
Re: Espero ver Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
ALÔ ALÔ??? Black!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Black!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Black!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Black!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Blak!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Blak!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
ALÔ ALÔ??? Blak!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: ALÔ ALÔ??? Blak!!!!!!!!!!! Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
Re: Espero ver Ver comentário
I Ver comentário
Re: II Ver comentário
Re: I Ver comentário
Re: I Ver comentário
Re: I Ver comentário
Re: I Ver comentário
Re: I Ver comentário
Liberté. egalité, fraternité
Mas como entender este País - que deu lições ao Mundo, depois da Revolução Francesa - em matéria de liberdades vir agora proibir um ser humano de andar vestido como lhe aprouver - no caso em apreço - a antítese do atentado ao pudôr... A burga integral só deixa vêr os olhos, nem um tornozelo é exposto...
Re: Liberté. egalité, fraternité Ver comentário
Re: Liberté. egalité, fraternité Ver comentário
Em Roma,
sê romano. Quem não quer ser romano, que mude de cidade.
Um passo perigoso...
Não me parece que esta questão tenha uma resposta óbvia num sentido ou noutro.

A proibição de tapar a cara já existe em bancos e outros espaços públicos sensíveis, por motivos compreensíveis. Estender a proibição a todo o espaço é completamente diferente.

Então se eu estiver constipada e for à rua com chapéu e cachecol à volta da cara sou multada?! Ou só sou multada se tiver olhos escuros e pele morena?
Um peso e duas medidas
Não percebo certos comentários. Se viesse para aqui um povo que estivesse habituado a andar de espada-à-cinta tinhamos que conviver com eles pois os pricipios 'humanistas' e de respeito pelas outras culturas assim nos indicavam. Assim se vier um americano de um estado que permita o uso de porte de arma à vista, como vi recentemente num documetário, viver para Portugal temos obviamente de respeita-lo. Não vamos limitar a sua liberdade individual e cultural. Isso não se faz é anti-progressista e não é um convívio são com o outro e as diferenças. Haja paciência. Sempre um peso e duas medidas.
PUB
PUB
Expresso nas Redes
Pub