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França: Marine le Pen ganha na classe operária

Para tentar travar a ascensão da extrema-direita no eleitorado popular, o Presidente Nicolas Sarkozy homenageou hoje Joana d'Arc, bandeira dos ultranacionalistas em França.
 
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Com esta operação em torno da passagem do 600.º aniversário de nascimento de Joana d'Arc, Nicolas Sarkozy tenta recuperar votos no eleitorado da extrema-direita
Com esta operação em torno da passagem do 600.º aniversário de nascimento de Joana d'Arc, Nicolas Sarkozy tenta recuperar votos no eleitorado da extrema-direita /  Michel Euler/Reuters
Nicolas Sarkozy junto da estátua de Joana d'Arc, esta manhã, em Domrémy
Nicolas Sarkozy junto da estátua de Joana d'Arc, esta manhã, em Domrémy  / Philippe Wojazer/AP

"Joana d'Arc, essa rapariga filha de gente muito modesta, é o símbolo do patriotismo francês, mas não pertence a nenhum partido, a nenhum clã". Com esta frase, pronunciada hoje num discurso para celebrar o 600.° aniversário do nascimento da heroína francesa, Nicolas Sarkozy tentou cativar o eleitorado da extrema-direita, que devota a Joana d'Arc, elevada a santa pela Igreja Católica, um verdadeiro culto.

Para homenagear a jovem combatente que dizia ter iniciado a luta contra os invasores estrangeiros por ter ouvido vozes divinas, Nicolas Sarkozy deslocou-se propositadamente à sua terra natal, em Domrémy, no leste da França.

Mas Marine le Pen, candidata da extrema-direita às presidenciais da próxima primavera, disputa taco a taco com Sarkozy a herança política e espiritual de Joana d'Arc e organiza amanhã, em Paris, uma manifestação junto à sua estátua.  

François Hollande à frente


A iniciativa de Nicolas Sarkozy - foi o primeiro Presidente da quinta república a deslocar-se a Domrémy - foi criticada pela esquerda, que denunciou o "namoro" do Presidente ao eleitorado tradicionalista. Segundo os socialistas, o chefe de Estado está a conduzir a pré-campanha eleitoral das presidenciais para "o perigoso terreno do nacionalismo".

"Joana d'Arc é o símbolo do ultranacionalismo", acrescentou Eva Joly, candidata de "os Verdes", norueguesa de nascimento e que fala francês com um forte sotaque. Joly, ex-magistrada francesa, tem a dupla nacionalidade e é muito atacada por Marine le Pen, que mantém a luta contra a "invasão estrangeira" (imigração) no centro do seu programa eleitoral.

Inquieto com as sondagens, que o dão claramente batido nas presidenciais por François Hollande, candidato socialista, Nicolas Sarkozy tentaria, com esta operação em torno de Joana d'Arc, recuperar votos extremistas para garantir a passagem à segunda volta das eleições para o Eliseu.

Marine com dez pontos a mais do que o pai


Ian Langdson/EPA Sarkozy "vai ter muitas dificuldades para me apanhar", diz Marine le Pen
Sondagens discretas a que o Expresso teve acesso, encomendadas pelo partido do Presidente (UMP) e pelo de François Hollande (PS), continuam a colocar Marine le Pen em ascensão. Uma delas atribui-lhe perto de 40% dos votos da classe operária e do eleitorado popular, com uma diferença abismal em relação aos dois principais candidatos do "sistema" - Hollande e Sarkozy apenas recolheriam 15/16% dos votos das camadas mais desfavorecidas da população.

Comparativamente, e ainda de acordo com estas sondagens, Marine ganharia dez pontos junto do eleitorado popular, em relação à votação do seu pai, Jean-Marie le Pen, em 2002, quando conseguiu disputar a segunda volta das presidenciais contra Jacques Chirac.

Reagindo à homenagem de Nicolas Sarkozy a Joana d'Arc, Marine le Pen respondeu assim: "Vejo que Sarkozy anda a correr atrás de mim, mas eu tenho convicções mais fortes, um coração mais puro e pernas mais longas... Portanto, vai ter muitas dificuldades para me apanhar".


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Apesar das sondagens...!
Cheira-me que o Mordomo vai continuar no Eliseu!
É lamentável que isso aconteça,
pois muda a mosca e continua o mesmo odor fedorento, sendo que as classes menos privilegiadas ainda com maiores desvantagens. É preciso repensar a forma de lutar contra o estrangulamento que nos chega do topo. Rio Grande
E eu que pensava que o catolicismo não tinha ...
E eu que pensava que o catolicismo não tinha nada a ver com extremas-direitas e tendências nazis.

Julgava eu que os católicos detestavam muito o nazismo e as coisas da extrema-direita, mas afinal...

Ah, bem, já me esquecia que foi neste país que uma comunidade católica conservadora escondeu, durante mais de 4 décadas, o criminoso de guerra nazi/fascista Paul Touvier, sabendo as ditas cujas almas que o dito cujo era responsável pela morte de inúmeras pessoas e que tinha sido condenado por isso.

No entanto, a "piedade" católica foi superior a outros valores ou noções de justiça, razão pela qual Paul Touvier andou fugido da justiça, passando de convento para convento e de mosteiro para mosteiro, sempre com a graça e a benção dos católicos conservadores e, já agora, com a de um certo crápula que, segundo dizem, habita o céu e é muito omnisciente, muito omnipotente e muito ensurdecedoramente indiferente.

Também dizem que é bondoso e justo. As famílias das vítimas do nazi Paul Touvier é que devem desconfiar de tanta bondade.
CALMA,PAULINHO!!!
Re: CALMA,PAULINHO!!!
Re: CALMA,PAULINHO!!!
Re: CALMA,PAULINHO!!!
Ó rapaz!
Continua aos beijinhos com a Angela e não há Joana que te salve!
Europa, Europa...
Para onde caminhas Europa?
Levantem-se os democratas e ajudai a preservar a liberté em França.
Nada de novo!
Quando há crise aguda, a ultra direita avança. Foi sempre assim e não é agora que vai ser diferente. Também foi assim que Hitler chegou ao poder. O povinho agarra-se às tábuas que lhe oferecem. Quando há falta de emprego questionam-se os emigrantes, etc.
Re: França: Marine le Pen ganha na classe operária
A Europa e a sua suposta democracia está podre, quanto á hipótese de Marie le Pen ganhar qual é o problema ? Se ela ganhar é porque as pessoas assim o quiseram , a Europa caminha para o abismo tanto económico como social fruto das politicas que foram e continuam a ser feitas,onde só o lucro interessa estando nas mãos duns quantos corruptos, bom quanto á famosa "liberté" é tudo muito bonito ,muitas pessoas começam a ficar fartas do excesso de imigração ,e dos problemas que vêm com ela ,se há quem seja honesta e trabalhadora outros e na sua larga maioria não o são,procurando isso sim dinheiro fácil nem que seja através de subsidios e até da criminalidade,provocando com isto enormes encargos finançeiros ,acho que já está na altura de pôr ordem na Europa ,ora se acolhessemos todos os que querem entrar como era? Penso que tem que haver limites á entrada,ou acabamos por nos afundarmos por termos a mania que somos solidários e tal vamos acabar por pagar um preço elevado e com consequências nefastas ,isto é racismo.xenofobia não! Isto é ser realista,Pior que ser cego é aquele que não quer ver ,ora este se as pessoas estão fartas as pessoas é evidente que vão procurar um partido que vá de encontro ás suas idéias já que os foram os outros que com as suas politicas liberais a provocarem esta situação em que a Europa chegou.
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