24 de maio de 2013 às 15:32
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França: a atração relativa da dívida de um "periférico com sorte" (WSJ)

Numa altura em que os franceses se tornam cépticos em relação à esperança Hollande, a economia reforça o seu crescimento... zero, e o tribunal de contas identificou a necessidade de emagrecer 33 mil milhões de euros para chegar a um défice de 3%, o mercado de dívida continua a facilitar a vida ao governo francês. Mas a atracção da dívida de França, pode ser relativa.
WSJ:
"As obrigações de dívida de França registaram ganhos acentuados (queda de yields) nos meses após a eleição de Hollande, (...), mas muitos analistas dizem que esses ganhos não resultam tanto da aprovação da gestão da economia por parte de Hollande, como da sua atracção relativa, numa época em que os investidores se afastam claramente da dívida italiana e espanhola.

Nicholas Spiro, da Spiro Sovereign Strategy, designa França como o "periférico com sorte" e diz que o país tornou-se uma história de duas metades. "A primeira metade é um ganho notável no mercado de dívida, enquanto a segunda, é um país com indicadores económicos fracos e uma rápida perda de competitividade em relação à Alemanha".

Spiro e outros analistas argumentam que o ganho no mercado de dívida, deu a Hollande cobertura para não procurar maior flexibilidade no mercado de trabalho ou noutras partes da economia. Mas isso pode assumir maior urgência nos próximos meses, à medida que empresas francesas demitem mais trabalhadores e adoptam reestruturações dolorosas."
fonte: French Economy Tests Hollande | WSJ
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