18 de abril de 2014 às 9:03
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Fracasso do Grupo de Ação resultará em violência "irreversível" na Síria

"É hora de todos aqueles com influência sobre as partes e todos aqueles que assumem uma responsabilidade pela paz e segurança internacional agirem positivamente para a paz", disse Kofi Annan.
Lusa

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, afirmou hoje que um fracasso na reunião do Grupo de Ação sobre a Síria poderá tornar "irreversível" a espiral de violência no país, que mergulha cada vez mais na guerra civil.

"Se (...) todos os participantes da reunião estão preparados para agir em conformidade, podemos (...) parar esta onda de violência e tomar o caminho da paz", disse Kofi Annan ao jornal suíço Le Temps.

Segundo Kofi Annan, no caso das negociações de hoje fracassarem - encontro que reúne pela primeira vez os chefes diplomáticos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -, "esta espiral negativa vai continuar e em breve poderá tornar-se irreversível".

"É hora de todos aqueles com influência sobre as partes e todos aqueles que assumem uma responsabilidade pela paz e segurança internacional agirem positivamente para a paz", adiantou o enviado especial da ONU para a Síria.

Os objetivos do Grupo de Ação sobre a Síria são "para identificar os passos e medidas para assegurar a plena implementação do plano de seis pontos e as resoluções 2042 e 2043 do Conselho de Segurança, incluindo a cessação imediata de violência em todas as suas formas ", afirmou Kofi Annan.

O emissário da ONU sublinhou que "um conflito na síria, cabe aos sírios resolvê-lo. Mas seria ingénuo pensar que só os sírios podem parar agora a violência e envolverem-se em um verdadeiro processo político".

O nível de violência na Síria está cada vez mais sangrento com mortes diárias de centenas de pessoas. Desde quinta-feira, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) denunciou a morte de 183 pessoas.

Em mais de 15 meses de revolta os combates entre exército e rebeldes matou mais de 15.800 mortos, a maioria civis, segundo a OSDH.

 

 

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