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FMI quer receita contrária à alemã para a zona euro

O Fundo Monetário Internacional pede ações concretas com vista à união bancária da zona euro.
O FMI defende que a crise agora exige "um esforço mais forte e coletivo"
O FMI defende que a crise agora exige "um esforço mais forte e coletivo" / Reuters/Ints Kalnis

O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu no seu relatório anual que a zona euro precisa de um caminho diferente daquele proposto pela Alemanha e Bruxelas, que só assenta na austeridade, sem levar em conta as consequências.

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, apresentou na quinta-feira as propostas do organismo e teceu duras críticas ao resgate da banca espanhola, sublinhando que as instituições com dificuldade financeiras deviam ser ajudadas diretamente através do fundo de resgate europeu, sem passar pelos Governos.

Lagarde apelou à União Europeia para optar pelo caminho inverso, com vista a combater a crise da dívida soberana e da dívida bancária, onde o Banco Central Europeu (BCE) deve ter um papel central.

A autoridade monetária europeia, defende Christine Lagarde, deve continuar a apoiar de forma efetiva a zona euro, através de políticas monetárias expansionistas "criativas."

A diretora-geral do FMI considera ainda ser vital um esforço coletivo e ações concretas no sentido de uma união bancária, face à crise aguda na zona euro.

União bancária e orçamental


"São necessárias medidas determinadas e contundentes para uma união monetária mais completa, especialmente no que se refere à união bancária e à integração orçamental, para conter a queda da confiança que está a ameaçar a região", pode ler-se no relatório anual do FMI de revisão da economia na zona euro.

Além disso, o FMI pede que o processo de consolidação orçamental se realize de maneira "decisiva" e que se avance com um sistema de supervisão comum e um sistema de garantia de depósitos.


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