23 de maio de 2013 às 21:41
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FMI: política monetária pode facilitar a transição até que as reformas estruturais se revelem operacionais (Relatório FMI)

Relatório FMI | Políticas para a Zona Euro:
A crise da zona euro atingiu uma fase nova e crítica. Apesar de medidas políticas significativas, alguns mercados financeiros da região permanecem sob stress agudo, levantando questões sobre a viabilidade da união monetária. As ligações adversas entre soberanias, bancos, e a economia real são mais fortes do que nunca. (...) Um movimento determinado para uma união mais completa é agora necessário para demonstrar o compromisso político inequívoco para suportar a UEM. Isto significa medidas para romper os laços negativos entre soberanias e bancos.

Para isto, a primeira prioridade é uma união bancária para a zona euro, com um quadro macroprudencial e de supervisão comum, um esquema de garantia de depósitos, e uma autoridade de resolução de insolvências bancárias. (...) Para reduzir a tendência para choques económicos num país afectarem a zona euro como um todo, a união bancária precisa de ser complementada com maior integração fiscal - combinando ideias de uma união política e um modelo de governação mais forte e com mais partilha de risco. Uma declaração unificada de apoio a todas esses passos por parte dos governos da zona euro, com um calendário claro de decisões, podia travar o declínio de confiança que está a atingir a região.

Mudar a arquitetura não será suficiente sem medidas para suportar crescimento. Reformas estruturais são fundamentais para aumentar a tendência de crescimento em toda a região e para melhorar a competitividade nas economias deficitárias. Mas no curto prazo, suporte para o crescimento será necessário. As medidas de crise continuam a ser importantes e, no caso da firewall Europeia, devem ser utilizadas de forma flexível. A recapitalização de bancos frágeis, incluindo através de suporte directo a partir dos recursos do EFSF/ESM irá ajudar a quebrar o movimento fiscal/bancário de espiral negativa auto-alimentada. A política monetária pode desempenhar um papel em facilitar a transição até que as reformas estruturais se revelem operacionais. Dado que a inflação está baixa e em queda, o BCE tem espaço para reduzir taxas, e implantar medidas adicionais não convencionais, o que iria aliviar o stress severo nalguns mercados. A consolidação orçamental deve prosseguir com determinação e de forma credivel, onde a pressão do mercado é alta, mas de forma mais gradual noutras partes para ajudar a sustentar a procura na região. O ritmo do ajustamento deve ser guiado por objectivos estruturais.
fonte: Relatório FMI
leia também: FMI: Zona Euro é o ponto fraco | Expresso
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FMI
O FMI não é a solução mas sim o problema. Muitos países da Europa viraram a America Latina dos anos 60.... Têm que se libertar deste sistema liberal ultra ortodoxo capitalista predador de apropriação por uma minoria privada dos recursos do País, onde a chamada democracia passou a ser inimiga do povo e não um poder dele emanado, onde a iniquidade social cada vez mais se acentua.....

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