Christine Lagarde defendeu que o mundo pode contribuir para alterações positivas nos países árabes
EPA/Sebastiao Moreira
O Fundo Monetário Internacional (FMI) identificou 35 mil milhões de dólares que poderão ser usados para apoiar a "delicada transição" que vive o mundo árabe, afirmou a diretora-geral da organização, Christine Lagarde, na terça-feira.
No entanto, a responsável não especificou de onde viriam esses fundos nem quais os eventuais recetores, acrescentando que cada país deve "encontrar o seu próprio caminho", através de "políticas estáveis e de um crescimento inclusivo".
Christine Lagarde defendeu ainda que o mundo pode contribuir para alterações positivas nos países árabes, abrindo-se às exportações oriundas do Médio Oriente e do Norte de África.
Fomentar crescimento e emprego
A comunidade internacional deve "acordar com os países desta região um melhor acesso ao mercado", defendeu Lagarde: "Se estes países devem modernizar-se e tornar-se mais concorrenciais, é preciso que lhe demos oportunidade de comercializar com o resto do mundo", disse, em conferência de imprensa.
"Simplesmente não há outra solução para que sejam criados empregos e para o crescimento" necessários a uma repartição mais justa dos resultados da economia destes países, defendeu ainda a diretora-geral do Fundo, que falava num colóquio sobre a Primavera Árabe, organizado pelo Wilson Center, um centro de reflexão ['think tank'] norte-americano.
Christine Lagarde apelou aos países de todo o mundo para que facilitem o comércio com os países árabes, suprimindo barreiras aduaneiras e não aduaneiras que, defende, "não custam muito no curto prazo e que podem ser de uma grande ajuda".