25/05/2012 atualizado às 15:54
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FMI: "Adiamento agrava custos da crise"

Opinião é de Simon Johnson, ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional, que diz que o "fator embaraço" impede Portugal de pedir ajuda.

11:35 Segunda feira, 7 de março de 2011

Simon Johnson, professor de Economia da escola de gestão do Massachussetts Institute of Technology, defende que Portugal deve recorrer já ao FMI, porque aumentos de impostos e cortes de despesa só elevaram os custos da crise para a Grécia e Irlanda.

"Portugal precisa de olhar para todas as opções e uma que não é tão difícil como as pessoas supõem é ter assistência da comunidade internacional. E se quiser financiamento da União Europeia, vão pedir para envolver FMI", disse Simon Johnson em entrevista à Lusa em Washington.

"É muito difícil satisfazer os mercados, como os gregos e irlandeses descobriram, com uns cortes de despesa aqui, aumentos de impostos ali e mais uns cortes de despesa. É assim que se torna esta crise mais custosa, em vez de a atacar de frente", adiantou o norte-americano de origem britânica, ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional.

Recurso ao FMI visto como inevitável


Outra interveniente numa conferência do Comité de Bretton Woods sobre os riscos de contágio da crise europeia, na quinta feira em Washington, a economista norte-americana Carmen Reinhart considerou inevitável que Portugal venha a recorrer ao FMI.

A economista do Instituto de Economia Internacional Peterson e colaboradora frequente de Ken Rogoff, disse mesmo que abril será um mês particularmente difícil para a gestão da dívida portuguesa, dada a grande quantidade de dívidas a vencer.

Para Simon Johnson, o pedido de ajuda de Lisboa não é "inevitável, mas crescentemente provável" e pode ser uma ajuda positiva "se lidado apropriadamente".

Quando se está sob pressão dos mercados financeiros "e se precisa de ajuda é melhor ter essa ajuda mais cedo e em melhores termos do que esperar até as coisas ficarem demasiado difíceis", afirma Simon Johnson, membro do painel de conselheiros económicos do gabinete orçamental do Congresso norte-americano.

O economista vem defendendo há meses o recurso de Portugal ao FMI, tal como já tinha feito em relação à Grécia e Irlanda.

"E continuo a creditar que se tivessem ido antes teriam tido melhores condições e toda a crise teria sido menos custosa para os gregos e irlandeses", adiantou.

"Fator embaraço"


Para Johnson, o "fator embaraço" é o que previne atualmente as autoridades portuguesas de pedirem ajuda, até porque pode estar em causa a queda do Governo, como aconteceu na Irlanda.

"Não sei quem seria culpado pelos eleitores [no caso português], mas há uma relutância compreensível em muitos países", adiantou.

O economista defende que a parceria entre FMI e União Europeia tem sido "muito mais construtiva na Europa" do que noutros cenários no passado, e considera mesmo inviável que um pacote de ajuda seja oferecido sem o envolvimento da instituição financeira.

"Percebo a lógica [de ajuda sem o FMI] e é exatamente isso que gregos tentaram conseguir, o que os europeus tentaram organizar a dada altura para os gregos, mas os europeus não têm esse enquadramento e experiência para lidar com estas situações", diz o economista.

"No cenário grego e também no irlandês fez mais sentido o FMI, que vem como complemento à UE, que ajuda em muitas maneiras. Não é o mesmo que as situações muito difíceis que muitos mercados emergentes enfrentam sozinhos com FMI", adianta.

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Lusa
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FMI
ERA 2009 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:55 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Mas para que a sua opinião fôsse válida era preciso que José Sícrates não se levantasse e deitasse com o "Fantasma" do FMI !
Para ele podem vir todos os males do mundo.
Só o FMI é que Não !
Morria com uma taque cardíaco se tal acontecess com ele como PM !
 
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    Re: FMI    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:47 | Segunda feira, 7 de março de 2011
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nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 14:19 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
ERA 2009 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:27 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 1 ponto , 16:29 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
novo velho do restel (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Segunda feira, 7 de março de 2011
    Re: FMI    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 19:20 | Segunda feira, 7 de março de 2011
alguém com lucidez
Man on the Moon (seguir utilizador), 2 pontos , 12:01 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Por cá, e apesar das leituras dos ensaios sobre a lucidez do Saramago, Sócrates continua na 5ª dimensão e ainda não compreendeu o óbvio.
E não adianta dizer-lhe nada. Sócrates cegou.
 
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Cda vez estamos mais enterrados no lodo do pântano
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:34 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Sócrates dirá tal como na cidade da Guarda, perante os manifestantes anti portagens, que a culpa de recorrer ao FMI ou ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que a culpa foi do PSD, porque por vontade própria nunca o teria feito.
O BE dirá por sua vez, que a culpa é dos dois, PSD E PS, porque por eles as dívidas que as paguem os ricos!
O PCP dirá que poderíamos nacionalizar tudo e com os salários à moda da URSS, sobraria muita massa para pagar as dívidas, a longo prazo.
O CDS dirá que o melhor remédio é privatizar tudo, e com as receitas pagar as dívidas, ficando apenas a Igreja para o público, sopa dos pobres, orfanatos, hospícios, asilos, ao bom estilo Teresa de Calcutá, e transformariamos Portugal numa economia emergente tipo "Made in Índia"!
 
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Sejam Homens.
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Pôrra! Venha o raio do FMI duma vez por todas e acabe-se com estas tretas.
 
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Re: FMI: "Adiamento agrava custos da crise"
Joaquim Marques Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:53 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Se Portugal é o conjunto dos comentadores + os apoiantes + os simpatizantes + os votantes + os filiados + os dirigentes + os ex-dirigentes + os governantes + os ex-governantes + os deputados + os ex-deputados + os ex-presidentes do Partido Socialista;
Então,
Portugal não precisa de ajuda!

Afinal, quem é que precisa de ajuda?
Precisam de ajuda os 70% dos portugueses que não se revêm nas ideias dos senhores, acima descritos, do Partido Socialista.
 
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O FMI?!!! Deus nos livre!!!!
mimp (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Segunda feira, 7 de março de 2011
O nosso PM impinge ao país que ele é a Alice, e que vivemos no País das Maravilhas, onde o défice baixa, existe crecimento económico, e são criados novos postos de trabalho todos os dias!!! Aceitar a entrada do FMI significa admitir que é um incompetente, que tem andando a iludir o país com mentiras e que, afinal, a situação a que o Governo dele deixou chegar o país é realmente grave. Significa também, muito provavelmente o fim da "mama" e o fim da prepotência da construção de TGVs e afins... Chamar o FMI?! É qu'é já a seguir!!!!
 
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    Re: O FMI?!!! Deus nos livre!!!!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:55 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Ontem já era tarde!
Palorca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:17 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Espero que um dia seja feita justiça!
Espero que um dia a JUSTIOÇA neste País funcione !
Que TODOS os que têm roubado este País sejam apanhados e castigados!
Que esta fauna PULITICA seja corrida a pontapé!
Se tem que vir o FMI que venha!
Que exija e consiga cortar com este forrobodó da sangria do pouco que se produz por PULITICUS e seus mandantes!
Espero enfim que o orgulho de ser Português seja devolvido a todo o POVO,com uma Justiça que justifique o seu nome!
E onde todos se sintam parte de um todo, e hajam como tal!
Que Portugal deixe de ser um País de ORDENS, a raiar o medieval!
  Em que o lucro selvagem não seja permitido,e as empresas tenham consciencia do meio onde estão inseridas.
Porque no fim de tudo,são as pessoas que deverão contar!
 
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    Re: Ontem já era tarde!    Ver comentário
Desiludido... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Nem FMI, nem novo Governo, nem novas medidas...
exrei (seguir utilizador), 1 ponto , 15:09 | Segunda feira, 7 de março de 2011
de austeridade, nem melhoria da competitividade da economia, nem o seu crescimento ...! Nada vai parar a escalada dos juros enquanto os mercados não sentirem concorrência! Isso significa o BCE e/ou o Fundo de Estabilização, ou outra entidade qualquer começarem a fazer compra de divida pública de forma sistemática e em concorrência com os mercados! Ou em alternativa emissão de Euro Bonds para financiamento dos estados da EU. Já decorreu tempo suficiente desde o início da crise das dívidas soberanas (Maio 2010), para se perceber que não há outra saída. Ou melhor há: falência dos países em apuros com "hair cut" dos investidores.
 
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FMI é RESULTADO DO MALES DE PORTUGAL
Ricmadeira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:48 | Segunda feira, 7 de março de 2011
FMI é o RESULTADO dos males de Portugal e não a CAUSA dos males de Portugal.

SÓCRATES DOBROU o défice em 6 ANOS e em 2010, no MÁXIMO DA CRISE, ARRASOU AS FINANÇAS (vejam os números do défice). Isso foi UM CRIME!!!

Aumentar o défice assim era IRRESPONSABILIDADE em tempos normais, mas em época de crise foi SUICÍDIO. E o pior, Sócrates disse que aumentou o défice PORQUE QUIS e não por descontrolo... Meus Deus! Já era para Sócrates estar com 10% NEGATIVOS nas sondagens (ou seja, ter menos do que 0% de votos), mas aqui ainda há 30% do povo a apoiá-lo.

Mas agora Sócrates vem mais uma vez a dizer que as Finanças estão bem, que o Páis cresce, que os empregos estão a aumentar, que o FMI não vem de jeito nenhum... E O POVO ACREDITA!!!
 
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A Divida Pública
amos (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Os nossos dirigentes políticos não se entendem, quanto ao modelo de resolver os problemas económicos do país. E enquanto um acordo de fundo não for realizado, os portugueses continuaram a sofrer, os aumentos directos e indirectos causados pelas indecisões dos políticos.
 
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????
Desiludido... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Ainda não há muitas semanas que o Expresso noticiava em grandes parangonas que o FMI já não vinha. Afinal em que ficamos?? Esta semana vai ser muito decisiva. Há acontecimentos que podem mudar muita coisa. Depois lá virá o engenheiro relativo dizer que não queria chamar o FMI, mas que o PSD o obrigou. Como é costume dele...
Não retirem o poder a esse incompetente e inconsciente e vão ver onde o País vai parar...!!!
 
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É óbvio que"o adiamento agrava os custos da crise"
AfPer (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Quando um Erário Público não tem receita suficiente para suprir as responsabilidades da sua altíssima dívida pública e muito menos de promover investimento capaz de dinamizar a actividade económica do país que interessaria objectivamente a todos os quadrantes da sociedade,a situacão económica,financeira e social é asfixiante.
E mais asfixiante se torna quando vão sendo pagas responsabilidades financeiras pontuais e em vez da dívida pública diminuir naturalmente ela aumenta estrondosamente devido aos juros cada vez maiores a pagar pela alta dívida. Juros esses que sobem significativa e constantemente cada vez mais sem que se veja qualquer possibilidade de eles virem a diminuir se for mantida a actual perspectiva.`
É evidente que Portugal não está só na Europa,dado que integra a União Europeia,pelo que têm surgido ajudas do BCE para que encargos financeiros pontuais da dívida pública vão sendo respeitados com muita pedinchice e aumento de impostos.
Esta situação não é dignificante para um país secular,não resolve ou melhora a situação do país e da sua população geral,pelo que é naturalmente insustentável,apesar de possivelmente o BCE ter"um cofre sem fundo" para tudo alimentar.
São necessárias reestruturações e reformas económicas e sociais minimamente consequentes e não andar a aumentar sistemática e imoralmente os impostos(além da pedinchice europeia)sempre para os mesmos,que já não conseguem suportá-los,para ser mantida até à exaustão uma situação completamente inviável
 
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Ultima oportunidade, compre já, assine já!
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Com tantos especialistas aqui sobre o FMI, teria sido gratificante ver algum a explicar porque razão é que a Irlanda e a Grécia estão a se dar mal com a "ajuda" do FMI depois de aderirem à mesma. Estes dois países já estão a ser "ajudados" à meses (um ano?) pelo FMI e o que têm para apresentar? A Grécia perdeu agora 3 níveis nos ratings da Moodys e os seus juros estão no céu (onde é que estão os juros baixos que eles supostamente deviam pagar?). E o novo governo da Irlanda já está a tentar mudar o acordo que fez. E no entretanto, os auditores do FMI ma Grécia divertem-se a dar entrevistas onde delineiam um programa de privatização de 50Bi que inclui a venda de praias e aeroportos (parece que os Alemães sempre vão conseguir comprar as ilhas que queriam, mas a minha aposta vai para os Turcos)... o que deixou o governo Grego à beira do ataque de nervos total porque só a eles compete definir e anunciar esse tipo de políticas.

E com isto, vejo Simon Johnson, a dizer quanto mais tarde pior, como se fosse apenas uma questão de embaraço. Porque será que ele me parece daqueles vendedores a anunciar "ultima oportunidade, compre já, assine já"?

O que parece não entrar na cabeça de ninguém é que o FMI não tem experiência nenhuma em lidar com este tipo de situações: ajudar países Europeus integrados na moeda única a resolver o problema dos seus juros. Nunca aconteceu. Há estados Americanos perto da bancarrota, porque é que nunca se ofereceram para "ajudar-los"?
 
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jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Segunda feira, 7 de março de 2011
Esmola de rico é de desconfiar...
jose carlos silva (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Segunda feira, 7 de março de 2011
O FMI até parece uma empresa com fins lucrativos.
 
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