1
Anterior
Kadhafi nunca nos tocou, diz enfermeira ucraniana
Seguinte
Primeiro não a deixam morrer, depois processam-na
Página Inicial   >  Blogues  >  Do outro mundo  >   Fiz mal em tentar salvá-lo. Devia tê-lo morto

Fiz mal em tentar salvá-lo. Devia tê-lo morto

|
Tommy Jenkins não gosta de ladrões

O homem, de uns trinta anos, jazia à beira da estrada ferido e a esvair-se em sangue. Quando um idoso que passava o viu naquele estado, parou e tentou ajudá-lo. Isto aconteceu há dias na zona ocidental de Sidney, Austrália.
    O idoso, Tommy Jenkins, ligou para a emergência e ficou ao pé do ferido enquanto a ambulância não chegava. Ia falando com ele, procurando dar-lhe coragem. A certa altura, viu-o revirar os olhos. Pegou então nele e esbofeteou-o, incitando-o a agarrar-se à vida. "És demasiado novo para morrer", gritou-lhe, acompanhando a frase por um epíteto.
    Mas para o jovem já não havia salvação.
    A seguir Jenkins teve uma surpresa. Informaram-no de que o homem tinha acabado de assaltar uma casa naquela zona e fora ferido pelo proprietário. Com raiva, exclamou que, se soubesse isso, não o teria ajudado. "Continuava a andar".
    Ou então, acrescentou, espetava-lhe outra faca.

Esfaqueado pelo dono da casa 



Jenkins tem 83 anos. A sua reação foi notícia nos jornais australianos, por ser tão explícita e direta, mas estará longe de exprimir um sentimento original seu. Outros habitantes da mesma área manifestaram-lhe logo apoio.
    Azzam Naboulsi, o assaltante morto, era bem conhecido da polícia, e devia aliás comparecer em tribunal na próxima semana. A sua carreira criminosa já ia longa.
    Desta vez teve o azar de assaltar uma casa onde havia alguém capaz e disposto a defender-se. Donald Brooke, o proprietário de 54 anos, estava na parte de trás da casa quando Naboulsi entrou com uma pistola taser. Na luta que se seguiu, atingiu-o com uma faca.
    Quando Naboulsi começou a fugir, Brooke ainda lhe terá gritado para voltar, pois estava muito ferido. Mas Naboulsi meteu-se no carro dirigido por um cúmplice que arrancou. Mais tarde saiu ou caiu do carro.

"Eu também sou pai"



A polícia ainda não decidiu se vai acusar Brooke, mas é provável que não. Quando ele deparou com Naboulsi, este já teria roubado dinheiro e três anéis,
    Quando ao sr. Jenkins, não se arrepende nada do comentário cruel que fez, mas apenas e só da sua compaixão inicial.
    E nem quando lhe falaram dos quatro filhos de Naboulsi que ficam órfãos ele se comoveu: "Eu também sou pai", disse. "Não é assim que uma pessoa se comporta".
    Explicou que, ao ver o homem ferido, julgara-o vítima de um assalto. A saber que afinal era o assaltante, "teria acabado com ele".
   


Opinião


Multimédia

E que tal uma canjinha de pato?

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

Os assassínios, as execuções, as decapitações são as imagens mais chocantes de uma propaganda cada vez mais sofisticada. É a Jihad, que recruta guerrilheiros no ocidente para matar e morrer na Síria. O Expresso seguiu as pisadas de cinco jiadistas portugueses, mostrando quem são e como foram convertidos e radicalizados. E como lutam, como foram morrer - e como já haverá arrependidos com medo de fugir. Reportagem em Londres, no café onde viam jogos de futebol, na universidade onde estudavam e na mesquita onde rezavam. Autoridades e especialistas em terrorismo estão alerta sobre este pequeno mas perigoso grupo, onde corre sangue português - e de onde escorre sangue por Alá.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

Piza de manga com estragão e canela

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.

Desaparecidos para sempre no Mar do Norte

O dia 15 de novembro já foi feriado, há 90 anos. A razão foi o desaparecimento de Sacadura Cabral algures no Mar do Norte. Depois de fazer mais de oito mil quilómetros de Lisboa ao Rio de Janeiro, o aviador pioneiro não conseguiu completar o voo entre a cidade holandesa de Amesterdão e a capital portuguesa. Ainda hoje, não se sabe o que aconteceu ao companheiro de Gago Coutinho e tio-avô de Paulo Portas, a quem o Expresso pediu um sms.

Os muros do mundo

Novembro relembrou-nos os muros que caem, mas também os que permanecem e os que se expandem. Berlim aproximou-se de si própria há 25 anos, mas há muros que continuam a desaproximar. Esta é a história de sete deles - diferentes, imprevisíveis, estranhos.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Terror religioso está a aumentar

Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?


Comentários 1 Comentar
ordenar por:
mais votados
Fiz mal em tentar salvá-lo
Diz o povo que quem diz a verdade não merece castigo. Por mais que nos custe é essa a opinião de muita gente. Todos estamos cansados dos assaltos e dos roubos e acima de tudo da conduta dos Tribunais perante este fenómeno e por arrastamento do comportamento na maior parte dos casos da policia, que por tal facto temos de entender tal comportamento.
Comentários 1 Comentar

Últimas

Receba a nova Newsletter
Ver Exemplo

Pub