21 de maio de 2013 às 19:48
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"Financial Times": regresso de Portugal aos mercados em 2013 é "inconcebível"

"A verdade brutal é que os mercados financeiros já estão a colocar um preço sobre um incumprimento português nalgum ponto nos próximos cinco anos", diz o "Financial Times"

O regresso de Portugal aos mercados no próximo ano, conforme está previsto no acordo de assistência económica e financeira, é "inconcebível", e os mercados já antecipam um incumprimento financeiro "nos próximos cinco anos",  escreve hoje o "Financial Times" (FT).

Num editorial assinado pelo editor para os assuntos europeus, Tony Barber, o jornal afirma que Portugal pode pôr em perigo a tese defendida pelos responsáveis europeus segundo a qual a Grécia é um caso isolado e 'resolvido': "A Grécia, na sua desesperada luta para evitar o incumprimento financeiro, é única.

Os responsáveis europeus defendem este argumento à exaustão, mas a recessão económica em Portugal e a dura batalha para pagar a dívida ameaça provar que estão errados - e lançar uma nova tempestade  sobre o euro", afirma o jornal.

No editorial, Barber escreve que "a verdade brutal é que os mercados financeiros já estão a colocar um preço sobre um incumprimento português nalgum ponto nos próximos cinco anos" e lembra as taxas de juro exigidas pelos investidores, acima de 17% no prazo a dez anos, recordando que os mesmos investidores tiveram o mesmo comportamento com a Grécia, há um ano.

Passos garante que Portugal vai cumprir acordo


O artigo, que surge no dia seguinte ao primeiro-ministro ter afirmado que Portugal vai cumprir o acordo "custe o que custar", escreve que os investidores na Grécia podem ter de suportar um perdão de dívida ('haircut') de 70% e argumenta que "se  os detentores de dívida pública portuguesa tiverem de suportar um 'haircut', isso iria destruir o argumento dos líderes europeus de que tinham, com sucesso, colocado o problema grego em quarentena face ao resto da zona euro".

Concedendo que a Europa olha para Portugal e para os seus líderes políticos como "mais confiáveis" que os gregos, o artigo no jornal económico de referência na Europa considera que o país enfrenta "desafios nunca visto desde a revolução dos cravos, em  1974", exemplificando com a taxa de desemprego de 13,6% e com a recessão prevista de 3% este ano, para além da previsão da dívida pública nos 118% do PIB em 2013 e das "dezenas de milhares de licenciados" que estão a emigrar  todos os anos.

A conclusão, pode ler-se, é que "o governo de centro-direita, 'empurrado' pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, está a introduzir reformas estruturais que devem, em tempo, melhorar a competitividade de Portugal, mas tempo é que o país  não tem muito", porque "se não conseguir regressar ao mercado da dívida no próximo ano, vai precisar de uma segunda injeção de ajuda da UE e do FMI".

Lembrando as declarações do líder da CIP, António Saraiva, que estimou em 30 mil milhões de euros as necessidades adicionais de Portugal, para além dos 78 mil milhões contratados com a 'troika', o FT termina o artigo afirmando que "a grande questão é se  mesmo esta ajuda extra será suficiente para impedir um incumprimento" e sentencia: "O futuro do euro pode depender da resposta".

Comentários 17 Comentar
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grande passos coelho
grande passos coelho...
vai de victória em victória até à derrota final!!
Eu não votei neste senhor!!!
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"O futuro do euro pode depender da resposta"
O articulista do "Financial Times" ao levantar a dúvida se Portugal com uma "ajuda" extra de 30 mil milhões conseguirá impedir um incumprimento, concluindo que dessa resposta dependerá o futuro do euro parece estar desejoso de ver o fim desta moeda e os americanos do dólar a cantar vitória. Porém estou em crer que se enganará porque Portugal tudo fará para não cair em incumprimento e os nossos parceiros europeus, que também não desejam ver o fim do euro, não deixarão de nos apoiar nessa difícil tarefa.
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E QUANDO QUISERAM ENTREGAR O JORNAL ...
A Passos Coelho ... na sua residência em Massamá ...

Ele abriu a porta e disse ...

  -" Financial Times ??!!!! Deve haver engano ... eu tinha pedido era a Caras ... eu agora só leio a Caras ..."
Financial Times regresso mercados inconcebível
Portugal até pode cumprir acordo o que é desejável, mas também o que todos os portugueses esperam. No entanto o problema é que já Durão Barroso dizia que estávamos de tanga e Ferreira que não havia dinheiro para nada. A tanga já se foi, porque já estamos nus, o dinheiro nunca o vi e nem sei quem ficou com ele, ou melhor andam para aí a dizer que temos que pagar, mas não sei porquê uma pipa de massa do BPN, mesmo depois de o terem vendadado.

http://www.jornaldenegoci...

http://www.youtube.com/wa...

Nós estamos safos ...

O FIM DO MUNDO:
Previsto para Dezembro de 2012, foi cancelado em Portugal.

RAZÃO INVOCADA:
O nosso país não tem capacidade financeira para receber um evento
dessa dimensão.


'Financial Times: regresso de Portugal aos mercado
As coisas não estão fáceis, mas a prazo, mais tarde ou mais cedo havemos de sair dessa... sendo essencial calma e que no pânico não vendamos os dedos. Para isso, é também preciso alguma auto-confiança, a ver se a mantemos.

Estou escrevendo estas palavras porque corremos o risco de perder totalmente o ânimo, olhando para a Grécia. No passado recente, insisti nesta, insisti que era imprudente vermos-nos como diferentes deles, ou vermos eles como irreparavelmente incompetentes para estarem na situação que estavam. O bom senso deveria dizer-nos que nem tanto ao mar, nem tanto à terra, e que os argumentos usados contra a Grécia não são assim tão diferentes do que os que podiam ser aplicados contra nós. O que é certo é que parece que estamos a seguir exatamente o mesmo caminho, o que não é muito comendador para a imagem que fazemos daqueles que sempre o ansiaram.

Mas também pode acontecer que não se chegue lá. A Irlanda por exemplo, também já teve altíssimas taxas de juros, tem sido aconselhada a procurar um segundo pacote de ajuda (já se falava dele quando começámos as negociações com a Troica), e a sua dívida é astronomicamente mais alta que a Portuguesa... e no entanto, já tem juros mais baixos que o nosso e parece ter parado ou mesmo recuado a sua progressão no "top". O seu caminho não é "bom" (bom, era podermos voltar aos mercados no momento acordado), mas sempre é melhor que o da Grécia e pode ser que o sigamos.
Mentira
cliquem no best of.
http://www.youtube.com/wa...
resiliente
O FT diz o que parece óbvio. O que não se percebe é porque não se interessam assim pelos USA e UK. Será porque teêm o controlo das rotativas ?
Eu confio no Alforreca Fascista, no Pastel Álvaro,
no Gasparzinho, no Relvas, no Deneuve, no FMI, na Godman Sachs!!!

Isto é tudo gente nada mafiosa, criminosa, mentirosa, gatuna e manipuladora!! É que não são nada disto! Muito pelo o contrário!!!

EU CONFIO NESTA GENTE QUE TÊM UM REGISTO TÃO POSITIVO!!!! como toda a gente sabe.......
é este efeito bola de neve...
É este efeito bola de neve que está a arrazar o País... quando um diz que esta mal e outro diz que esta pior... as agencias de rating revisam negativamente o que leva os juros da divida a aumentar ... o que leva estas a pessoas a dizer com mais firmeza que não vai funcionar... o que leva as egencias a rever o rating outravez e os juros a aumentar...

é tudo efeito de um ciclo vicioso que tem origem nos pessimistas e naqueles que emitem a sua opinião sem qualquer fundamento em jornais e revistas de referencia...

Se virmos o que as agencias de rating dizem... 70% é baseado em suposições, ou seja, financeiramente nada mudou, mas não tenho a certeza que o passos coelho e o lider certo, ou que a conjuntura internacional não e favoravel, ou que um politico de outro país diz que Portugal se calhar não vai conseguir, ou que etc... e assim justificam aquilo que financeiramente não conseguem justificar e assim ajudar as instituições financeiras que estão a tirar proveitos de toda esta crise...
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