25/05/2012 atualizado às 15:42
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Finanças regionais: PCP diz que Governo está "a dramatizar"

"Eu creio que esta dramatização por parte do PS (...) é para esconder aos olhos dos portugueses as malfeitorias que pretendem aplicar com esta proposta de Orçamento do Estado", afirmou Jerónimo de Sousa.

19:01 Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010

O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de estar a "dramatizar" a aprovação da Lei das Finanças Regionais por querer "esconder aos olhos dos portugueses" as "malfeitorias que pretende aplicar com a proposta de Orçamento do Estado".

Jerónimo de Sousa afirmou no Parlamento que a limitação de endividamento de 50 milhões de euros para as regiões autónomas, aprovada hoje na Comissão de Orçamento e Finanças, é um "proposta razoável" e onde "prevaleceu o consenso e o interesse nacional".

"O endividamento fica muito aquém daquilo que era a lei inicial (...) fico muito impressionado quando oiço o ministro de Estado falar em mil milhões quando a proposta concreta é de 50 milhões", afirmou, referindo-se às declarações de Pedro Silva Pereira.

Contradição socialista


"Eu creio que esta dramatização por parte do PS, que se recusou a dar qualquer contribuição positiva e centrou tudo em torno das finanças regionais, é para esconder aos olhos dos portugueses as malfeitorias que pretendem aplicar com esta proposta de Orçamento do Estado, designadamente com as questões dos salários e das privatizações", advogou.

Em seguida, o líder comunista apontou uma "contradição" ao executivo socialista.

"O mesmo Governo que questiona os 50 milhões para repor alguma justiça, mesmo ficando aquém daquilo que são outros limites de endividamento, está disponível para atribuir 1090 milhões de euros de isenções e benefícios aos 'offshore' da Madeira", disse.

"Há aqui uma dramatização por parte do PS que é impensável, insustentável, na medida em que aquilo que foi consensualizado foi uma proposta bastante comedida, com sentido de responsabilidade e tendo em conta a situação do país", acrescentou.

Questionado se o Governo se demitirá depois da aprovação desta alteração, Jerónimo considerou que este "é livre de decidir", mas que deve encontrar "outro motivo". Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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