O líder parlamentar do PSD considerou hoje que o ministro das Finanças usou um "tom ameaçador" ao falar da Lei de Finanças Regionais que é injustificado e não contribui para serenar os mercados internacionais.
Num comentário à declaração ao país feita esta noite pelo ministro das Finanças, José Pedro Aguiar-Branco referiu que "hoje foi um dia mau nos mercados internacionais", considerando que a declaração do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos "contribui para que esse dia mau se reforce".
Segundo o líder parlamentar do PSD, com a revisão da Lei de Finanças Regionais "é 0,04 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) que está em causa e, portanto, há uma desproporção entre o tom ameaçador que hoje aconteceu e a verdadeira matéria que está em causa".
No seu entender, "não era necessário ter havido um clima de dramatização" e a declaração do ministro de Estado e das Finanças "deveria ter sido noutro tom".
"Não é um tom que reconheça à Assembleia da República a legitimidade normal em democracia de ter um entendimento diferente do Governo", criticou.
"É desproporcionado em relação ao que está em causa. Não é positivo, não é um contributo para que os mercados internacionais serenem, que é isso que é preciso que aconteça para que Portugal entre numa rota de podermos sair da crise, honrar os nossos compromissos e ter todos os instrumentos para começar a governar", acrescentou Aguiar-Branco.
O líder parlamentar do PSD defendeu que a revisão da Lei de Finanças Regionais que os partidos da oposição aprovaram em comissão parlamentar na quinta-feira "deveria merecer o consenso e a unanimidade de todos os partidos".
"Eu espero que o PS ainda venha a mudar de opinião", disse.
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