25/05/2012 atualizado às 15:20
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Filme feito com 27 euros ganha prémio nacional (vídeo)

É pouco mais do que o preço de um bilhete, mas foi o dinheiro preciso para produzir uma curta-metragem que ganhou o prémio de melhor filme nacional. Chama-se Comando.

Mário Lino, correspondente no Algarve (www.expresso.pt)
18:58 Quinta feira, 10 de novembro de 2011
Para produzir a curta-metragem, os jovens tiveram de escavar uma trincheira no quintal de um vizinho. Filme custou €27.
Para produzir a curta-metragem, os jovens tiveram de escavar uma trincheira no quintal de um vizinho. Filme custou €27.
NewLightPictures

Algumas pás e muitas mãos livres para escavar uma trincheira de 20 metros serviram de base a um dos filmes mais baratos da produção nacional e quem sabe um dos mais premiados em festivais.

Enquanto a indústria do cinema se afunda com orçamentos cada vez mais limitados, uma dúzia de jovens algarvios decidiu arregaçar as mangas e mostrar que dinheiro não é problema, ou pelo menos, não é o maior.

"Há muito tempo que faço filmes de baixo orçamento. O Comando foi espontâneo, procurámos ver os recursos que tínhamos em volta e depois a estória foi surgindo depois", explica Patrício Faísca, realizador, ao Expresso.

Todas as horas vagas longe do emprego, num supermercado gourmet, Patrício gasta-as a fazer cinema e consigo arrasta dezenas de voluntários.

"Toda a equipa técnica (da NewLightPictures), os atores e nós trabalhamos a custo zero, só por amor ao cinema. Nós queremos fazer trabalhos, tentamos não desistir e chegar àquilo que pretendemos", desvenda o realizador, que admite nutrir o sonho de uma longa-metragem.

Case study de baixo custo 


"Comando", a curta-metragem que ganhou recentemente o prémio de melhor filme nacional no Festival de Cinema de Arouca, retrata uma missão quase impossível: a obrigatoriedade de um soldado entregar uma carta ao oficial superior em pleno campo de batalha, no meio de fogo cerrado.  

O filme, com argumento de Sonat Duyar, exigiu quatro dias para escavar uma trincheira no terreno de um vizinho, várias armas de airsoft emprestadas e alguns uniformes, tudo quase a custo zero.

Apesar de tudo, a dada altura os produtores - que também são realizadores e atores - exigiram financiamento: 27 euros foram precisos para comprar sangue falso e arame farpado, necessários para dar realismo às cenas de guerra.

O filme já tinha ganho distinções anteriores, com a atribuição de Melhor Produção Nacional de 2010 na gala anual do Shortcutz Lisboa. A curta recebeu ainda nomeações nas categorias de Melhor Direção de Arte e de Melhor Curta do Mês no Shortcutz Porto.

Comando português viaja por todo o mundo


"Comando", com uma duração de 10 minutos, tem sido também solicitado para exibição em várias mostras de cinema internacionais, em países como o Brasil, China ou Reino Unido.

A equipa, que gostaria de um dia vir a profissionalizar-se, tem agora entremãos uma média metragem, K17.

É a estória de um agente secreto português enviado para uma missão pelo Governo, que de súbito percebe que o seu próprio Governo o abandona, por falta de verbas para financiar a missão. "É uma pequena rábula política, que faz uma alusão à situação atual por que passamos no nosso país", conclui Patrício Faísca.

Pode ver o filme na íntegra aqui.

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Filme barato e a qualidade? Fraca? Espero que não!
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 22:10 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
Espero que a qualidade não seja equivalente ao custo.

Se se consegue fazer coisas baratas, que se façam com qualidade.

Veremos...
 
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    Re: Filme barato e a qualidade? Fraca? Espero que    Ver comentário
Marshall2k (seguir utilizador), 1 ponto , 23:05 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
    Re: Filme barato e a qualidade? Fraca? Espero que    Ver comentário
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 23:22 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
Alguém que consiga fazer, com orçamento tão
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 1:16 | Terça feira, 15 de novembro de 2011
enxugado, algo de bom, em termos de mensagem, merece a maior distinção possível, pois enlatados que custam milhões de dólares, conseguem seguidamente enojar as plateias pela baixa qualidade do conteúdo, dos atores e da própria fotografia. Rio Grande
 
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Para uma curta-metragem
Marshall2k (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
Gostei principalmente dos ângulos de gravação.
 
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Hummmm
asrdias (seguir utilizador), 1 ponto , 23:05 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
Orcamento de 27 euros??? Estao a brincar comigo, só pode!
Estao neste filme milhares se nao milhoes de euros em talento...
 
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27 euros!!!
guimin (seguir utilizador), 1 ponto , 23:41 | Quinta feira, 10 de novembro de 2011
É anedótico dizer que isto só custou 27 euros?? Então vamos fazer as contas?

A câmara de filmar foi grátis??

Os computadores foram grátis??

As personagens até podem ter feito o jeito ao amigo... mas regra geral não são grátis.

Os terrenos... a construção da área... o trabalho para editar etc... etc... não estão contabilizados nessa contas de deram origem aos 27, mas deviam, estes factores todos deviam estar contabilizados para ter uma ideia do preço real.

No fundo o que dizem aqui e fazendo um paralelismo... é que uma ida ao hospital por um determinado utente apenas representa para o estado do custo do medicamento usado para o tratar...
 
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    Re: 27 euros!!!    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 2 pontos , 9:18 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
    Re: 27 euros!!!    Ver comentário
0cm (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
    Re: 27 euros!!!    Ver comentário
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
um pouco de seriedade
ricardodavid77 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:05 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
ok que o filme foi barato mas nao insultem a inteligencia de uma pessoa. ja ouviram falar em horas/homem? e os 27 euros sao do que? do jantar do general logo ao inicio nao? ; )
 
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Corrigir sff!
patriciamraimundo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:52 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
O nome do argumentista é Sonat Duyar e não Sunat Sayar... Erro lamentável, é favor corrigir.
 
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quente!!!
foxstreet (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
mostra bem o espirito da maior parte da ética arremacho militar e laboral da sociadade portuguesa ao longo dos tempos agora se foi vinte sete ou setenta que interessa ,estes tipos comentaram logo o facto de não terem sido convidados...!claro!!!para o almoço.
 
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estória ?
Pedritus (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
Vi o filme há dias, ouvi hoje a entrevista ao realizador do filme, por isso já sei o suficiente sobre o "Comando".

Vou-me por isso cingir àquilo que não entendo.

Porque é que o jornalista escreve "estória" em vez de "história" ?

Não entendo, definitivamente, o Expresso com estas atitudes. É para chatear os leitores ? É para causar controvérsia, polémica ? É por estupidez ?

A palavra é história. Estória é divergente de história, deve evitar-se, antes do acordo, e depois do acordo. Até os brasileiros concordam com isto.

Apre !
 
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    Re: estória ?    Ver comentário
mario lino (seguir utilizador), 1 ponto , 16:14 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
Tristeza
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 17:00 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
foi o que me ficou na alma depois de ler estes comentários.
Adiante : Parabéns ao Patricio Faísca e a todos os outros ! Vão continuando, vocês merecem, até por terem conseguido explicar quem é que, afinal, está no Comando...
 
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Quem se lixa é sempre o soldado...Mas que soldado!
3AA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Sexta feira, 11 de novembro de 2011
Quem está no comando é o realizador Patrício Faísca que num segmento de 10 minutos consegue encaixar um argumento dramático com princípio, meio e fim. Se custou 27 Euros ou 270 Euros não interessa para nada neste caso. Este realizador transpira talento por todos os poros. Está bem filmado, alguns planos estão muito bem conseguidos e eu, enquanto espetador, senti-me transportado para o meio da ação. Bom trabalho e espero um dia ir ver um filme dele ao cinema.
 
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Subsidios sempre aos mesmos.
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 0:00 | Domingo, 13 de novembro de 2011
Um filme bem conseguido e que os produtores mereciam ser apoiados para andarem para frente, são jovens e provaram que com tão poucos recursos, conseguiram um bom trabalho.

Mas o cinema português vai a reboque de outras actividades no nosso Pais, são sempre os mesmos a receber os apoios e não se dão oportunidades aos jovens. que me perdoem pelo que eu vou dizer , se fosse o Manuel de Oliveira, ai tudo bem, mas ele que me perdoe, mais por mais que não queira, o tempo dele já passou, tem que se dar novas oportunidades a que tem valor.

Tudo está mal em Portugal , mas no que respeita ao cinema, muito pior, os subsidios vão sempre para as mesmas caixas.
 
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Re: Filme feito com 27 euros ganha prémio nacional
Samm (seguir utilizador), 1 ponto , 13:56 | Terça feira, 15 de novembro de 2011
Dizer que este filme custou 27€ é um engano. Para além de ter várias pessoas que prescindiram do pagamento pelo seu trabalho - vulgo, trabalhar à borla - há uma série de custos que foram suportados por outras pessoas - as próprias, provavelmente - e que não se contabilizaram.

É esse tipo de contas à martelada que nos deixaram o país como ele está hoje.

O importante do filme não é o seu custo. Isso é apenas um fait divers, um golpe publicitário, o que se quiser. A questão fundamental que avaliar um filme pelo seu orçamento - ou falta dele - é errado.

Bons filmes já se fizeram com quase nada, maus filmes com milhões. O que importa é a mensagem em si, o enredo, a fotografia, o desempenho dos protagonistas, etc.

Dizer que "ah e tal, o filme para 27€ nem está mau" é a coisa mais redutora com que se pode classificar o filme.

Podemos dizer que o realizador é um tipo desenrascado e que se amanhou com o que pode, como pode.

No que toca ao filme, considero-o fraco.
Não estou a avaliar efeitos especiais nem as condicionantes com que foi feito, apenas na mensagem.

Lá porque o meu vizinho da frente, que não tem braços, decidir pintar um quadro com os pés, não quer dizer que o tenha que pendurar na parede, se não gostar dele, né verdade? Não tenho que gostar de um filme por ser português e ter 27€ de orçamento.
...
 
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E comentar o filme ...
nextpt (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Terça feira, 15 de novembro de 2011
Os meus parabéns pela iniciativa, criatividade, voluntariado e audácia, sinceramente soube a pouco.
Os 27 euros são somente acessório.
 
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Um exemplo de sucesso!
tautau69 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Terça feira, 22 de novembro de 2011
Depois de ler alguns comentários colocados consigo perceber porque é que Portugal está na bela mer** em que está.

Ao invés de se prenderem com a treta do orçamento (que se não for 27€, anda lá perto) deveriam era aplaudir o bom trabalho feito por uns miúdos com meia dúzia de trocos e muito boa vontade.

Este filme de tostões está a levar o cinema português além fronteiras e já é case study em algumas universidades de prestígio.

Tenham mas é vergonha e aplaudam o trabalho competente, ó minha cambada de imbecis.

E já agora, vão mas é trabalhar!
 
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