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Filha advogada defende o pai arguido no Face Oculta

Uma jovem advogada participa ativamente na defesa do pai, um dos principais arguidos do processo Face Oculta. Clique para visitar o Dossiê Face Oculta
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O arguido Mário Pinho (à esq.) e a filha advogada Ana Sousa Pinho (de casaco branco), à chegada ao Tribunal de Aveiro

Mário Pinho, ex-chefe da Repartição de Finanças de São João da Madeira e um dos principais arguidos do processo Face Oculta, é defendido pela filha, a jovem advogada Ana Sousa Pinho.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Face Oculta

O caso, que é pouco comum nos tribunais portugueses, repete-se em todas as audiências do julgamento. A filha, que tem procuração no processo Face Oculta, assegura a defesa do pai diariamente na sala de audiências.

O facto da própria Ana Sousa Pinho ser referida pelas testemunhas em algumas passagens do caso não a inibe nunca de continuar a defender o pai, pois entende ser a sua obrigação enquanto filha, conforme afirma aos seus colegas da bancada de defesa.

Mas em algumas das sessões tem intervindo o advogado Edilberto Cardoso, a par de Andreia Pinto de Meneses, com os quais Ana Sousa Pinho estagiou em Espinho.

A jovem advogada desde a primeira hora que participa na defesa do pai e tem desempenhado um papel importante, até muito antes do julgamento. Depois da acusação, a jovem advogada passou os dias nas salas do sótão do DIAP de Aveiro a consultar as dezenas de volumes do caso e também a ouvir as escutas.

Já na fase da instrução, que decorreu em Lisboa, Ana Sousa Pinho assegurou a defesa do pai, quer durante as primeiras diligências no Campus de Justiça como mais tarde no debate instrutório no Tribunal de Monsanto, sob a direção do juiz Carlos Alexandre.

Pai é um dos principais arguidos


O pai (arguido) e a filha (advogada) têm de entrar por portas diferentes, no Palácio da Justiça de Aveiro
Acusado por alegada associação criminosa e de corrupção passiva para ato ilícito, Mário Pinho chefiava as Finanças de São João da Madeira, quando foi buscado pela PJ na operação Face Oculta, a 28 de outubro de 2009.

Suspenso então de funções pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, Mário Pinho aposentou-se antes do início do julgamento, onde mantém uma postura discreta.

Mário Pinho faz parte do grupo de arguidos que até agora preferiu não prestar declarações. Senta-se sempre junto da filha (separados somente pela grade de madeira da teia), o que facilita a troca de impressões entre ambos.

Mas ao chegarem ao Palácio da Justiça de Aveiro, pai e filha têm de entrar por portas diferentes. Mário Pinho acede pela porta dos arguidos e é sujeito à revista obrigatória no detetor de metais, enquanto Ana Sousa Pinho entra pela porta dos advogados, isenta dessa revista enquanto profissional do foro.

Ana Sousa Pinho, advogada desde 31 de agosto de 2010 ao concluir o seu estágio na Ordem dos Advogados, tem escritório em Santa Maria da Feira. Estagiou na comarca de Espinho, com Edilberto Cardoso, com quem agora reparte a defesa do pai.

Ana Sousa Pinto e o pai não quiseram falar ao Expresso, porque desde o início do processo sempre fizeram questão de não comentar qualquer aspeto do caso Face Oculta, conforme salientou a jovem advogada.


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Um Tribunal não é feira de vaidades
Mas a casa onde a Justiça se deve afirmar como o pilar essencial de um Estado de Direito.
Nem tudo é lama
Muito chocante o comentário de bento garra 12h 38, sobre uma filha que defende seu pai. Nem tudo é lama, sr. bento garra.
Re: Nem tudo é lama
Filha defende o pai
Força e muita coragem minha senhora, pois os tribunais não comem ninguém, e não são superiores ao cidadão comum, devemos lutar até ao fim com rigor e competência.
Rigor e competência
Re: Rigor e competência
Referia-me a códigos deontológicos e etc.
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