25 de maio de 2013 às 21:54
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Fiéis "esquecem" a crise e vivem espiritualidade

Os fiéis, engolidos da espiritualidade da cerimónia, esqueceram os anunciados problemas financeiros do país e direcionaram o discurso para um "momento de viragem". Clique para aceder ao índice do dossiê Bento XVI em Portugal
Lusa
Bento XVI durante a celebração da missa na avenida dos Aliados, Porto Miguel Vidal/Reuters Bento XVI durante a celebração da missa na avenida dos Aliados, Porto

As medidas de austeridade anunciadas quinta feira pelo Governo passaram hoje totalmente desapercebidas com a chegada do Papa Bento XVI aos Aliados, no Porto, última paragem em Portugal antes da sua partida para Roma.

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Os fiéis, engolidos da espiritualidade da cerimónia, esqueceram os anunciados problemas financeiros do país e direcionaram o discurso para um "momento de viragem".

"Era talvez isto que faltava ao país. A visita do Papa trouxe energia positiva para o futuro", disse à Lusa Margarida Pereira, 27 anos.

Mudar o mundo


Pedro Barata, que chegou ao local de madrugada para "marcar lugar", disse acreditar na "força da solidariedade" e pediu "mais união entre os povos".

"De mãos dadas seremos capazes de modificar Portugal e o mundo. É essa a minha fé", disse Pedro.

Pouco dada a problemas económicos, Isabel Trigo, de Guimarães, admitiu estar a viver "um momento mágico" e garantiu que Portugal saberá "unir-se" em torno dos "reais problemas".

"E esses [reais problemas] são os do espírito. Não são os da economia", sustentou Isabel.

André Kosters/EPA A missa da avenida dos Aliados envolveu meio milhar de celebrantes, 450 dos quais eram padres

Hino do Vaticano abriu a celebração


A missa celebrada na avenida dos Aliados por Bento XVI envolve meio milhar de celebrantes, dos quais 450 são padres e os restantes bispos, sendo a maioria destes portugueses.

A missa conta ainda com a presença de dois coros, o principal com 150 vozes, constituído por elementos da Orquestra Nacional do Porto e do Coro Polífónico da Lapa, sob a direção de Eugénio Amorim.

O organista do coro é Filipe Venâncio, mestre capela da Igreja da Lapa, que toca no órgão Allen já usado nas celebrações do Papa em Lisboa.

O coro secundário tem cerca de três mil vozes e é composto por elementos de 120 coros do norte, orientados pelo cónego Ferreira dos Santos.

O hino do Vaticano abriu a celebração nos Aliados, seguido de "Tu és Petrus".

O altar tem 39 metros por 12, sendo que a cátedra onde o Papa se encontra fica três degraus acima do restante, simbolizando a trilogia Pai, Filho e Espírito Santo.

Cavaco no Porto


A acompanhar esta celebração estão diversas personalidades, destacando o Presidente da República, Cavaco Silva, e a sua mulher, bem como o presidente do Supremo Tribunal Administrativo, Lúcio Alberto Barbosa, o ministro da Defesa, Santos Silva, em representação do Governo.

Estão também presentes o Chefe de Estado Maior do Exército, general José Luís Ramalho, o chefe da casa Real portuguesa, Duarte Pio, a governadora civil do Porto, Isabel Santos, vários autarcas da zona norte, cônsules e empresários da região.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Saiba todos os passos e horários do programa oficial da visita do Papa Bento XVI a Portugal, entre 11 e 14 de Maio clicando em Programa da visita de Bento XVI a Portugal
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crise sim mas de valores
a crise que assola Portugal neste momento é na verdade uma crise de valores:por parte de quem governa e gere empresas,que não tem escrúpulos nem ética;mas também por parte do povo que em pouco ou nada cumpre com os seus deveres,limitando-se a ficar em casa a ver televisão, não evoluindo do ponto de vista pessoal nem profissional. na verdade os portugueses no geral são maus funcionários,que pouco produzem e pouco se importam com os ganhos da empresa e são maus cidadãos,cuidando pouco dos bens públicos,não tendo qualquer noção de pertencerem a um todo do qual também têm que cuidar.Não cumprem leis nem fazem com que elas sejam cumpridas,não fiscalizam minimamente o trabalho do estado e pior assistem a noticias que todo o dia lhes dizem que estão a ser enganados e com tanta passividade nem conseguem mudar de canal,gostam muito de se poderem queixar como grandes mártires que são.A crise económica é relativa,a riqueza está mal distribuída e o empenho em gerar mais também é reduzido.faltam sim valores morais e ética a este povo que vive a tentar safar-se sozinho,não percebendo que cada acção sua tem consequências que retornam para cada individuo.Quanto menos produzes,menos ganha a tua empresa e menos paga de imposto,menor e a produção do país,menores serão os aumentos salariais.Também não acredito num capitalismo cuja definição seja usar capital para gerar mais capital,sem considerar as pessoas.Os portugueses não têm poder de compra=as empresas não têm grande lucro,aumentem salários
Re: crise sim mas de valores Ver comentário
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