25/05/2012 atualizado às 15:20
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Fidel aprova demissão de governantes cubanos

O mítico líder cubano diz que dois dos responsáveis do Governo afastados pelo seu irmão Raul pecaram por "ambição" e "conduta indigna".

Maria Luiza Rolim, com agências
21:12 Quarta feira, 4 de março de 2009
Populares lêem a notícia da reestruturação do Governo de Raul Castro
Populares lêem a notícia da reestruturação do Governo de Raul Castro
Enrique De La Osa/Reuters

Depois de demitir esta semana alguns governantes, Raul Castro deu a conhecer a sua equipa, formada por figuras emergentes e muito vinculadas ao Exército, seja como oficiais no activo ou por estarem muito próximas ao Presidente cubano.

O antigo líder de Cuba, Fidel Castro, por sua vez, tenta pôr fim aos rumores de que os "homens de Fidel" foram substituídos pelos "homens de Raul".

Nas suas habituais "Reflexões" publicadas ontem no site do jornal "CubaDebate", o líder cubano enfatiza que os que foram afastados do Conselho de Ministros não tinham sido escolhidos por ele, tendo chegado aos cargos "por proposta de outros companheiros do Partido ou do Estado". "Não me dediquei nunca a esse ofício", acrescenta.

Fidel vai mais longe e critica os destituídos Felipe Perez Roquem, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, e José Luiz Rodrigues, que tinha a pasta da Economia, por seu "papel indigno" provocado pela "ambição".

Diz, também, que o seu irmão Raul Castro consultou-o antes de nomear os novos ministros, "embora não exista nenhuma norma que o obrigasse a isso". l

Raul Castro demitiu mais de uma dezena de responsáveis cubanos, medida que surpreendeu meio mundo, deixando estupefactos sobretudo os próprios cubanos.

Segundo o jornal "El Mundo", a substituição de Pérez Roque por Bruno Rodríguez, com experiência na ONU, está a ser intepretada por alguns como um movimento com vista a um possível diálogo com Washington. Uma interpretação que não reúne, porém, consenso pelo facto de Pérez ter alegadamente excelentes relações com alguns países europeus.

Entretanto, o Presidente dos EUA, Barack Obama, está a preparar o restabelecimento das relações com Cuba, após 50 anos de conflito, confiando no Brasil como mediador para facilitar esse diálogo.

No próximo dia 17, o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva visitará Washington com o objectivo de preparar a cimeira de Trinidad e discutir a possibilidade de incluir o assunto Cuba/EUA na agenda dessa reunião.

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NADA SIGNIFICA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 14:34 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Conheço um pouco do «processo revolucionário» cubano. Qd Fidel e Raul tomaram o poder, lembro-me de que a grande diferença referida para os dois era textualmente esta: «Fidel, quando manda fuzilar, chora; Raul não chora, é frio».
Qts ministros tombaram já? Qts foram acusados de «traição à pátria socialista». Qts foram fuzilados? As remodelações em Cuba nada significam, a não ser maior ou menor fidelidade aos líderes supremos e ao bureau político do PC. Não fiquem a ver aproximações aos EUA. Quem se vai aproximar são os EUA. Pq Cuba foi alvo de um bloqueio severo e conserva um grande orgulho anti-ianque, sobreviveu até agora, em condições muito adversas.
O que caracteriza Cuba: controlo político e físico total pelo PC em cada rua, em cada casa, ausência de liberdade política, pessoal, social e partidária; repressão extrema contra as «diferenças»; contar com as próprias forças; implantação de um sistema de ensino universal privilegiando os cursos técnico-profissionais; um dos melhores sistemas de saúde do mundo, que eu conheço muito bem de Angola.
Os dois irmãos estão a entrar na quarta-idade. O que será Cuba depois deles? Anarquia? Que forças libertará a morte dos irmãos? Quem já está preparado para lhes suceder? Quem vai «agarrar» o poder, construído à imagem dos Castros? Quem é o homem-secreto dos States? Quem vai conseguir deitar fora o socialismo? O que vai implantar a «nova ordem»? O que se vai salvar?
Rui Ramos
 
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    Re: PARA NUNCA ESQUECER    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Quinta feira, 5 de março de 2009
    Re: PARA NUNCA ESQUECER    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 20:41 | Quinta feira, 5 de março de 2009
    Re: Eu    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 20:52 | Quinta feira, 5 de março de 2009
NUNCA MAIS ESQUECI AQUELA ENFERMEIRA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 20:42 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Eu tive oportunidade, em Angola, de lidar de perto com cubanos, desde 1975 até 1984. Os «cooperantes» cubanos ocupavam prédios inteiros, autênticos quartéis da segurança de Estado, onde ninguém podia entrar. Eles tinham ordens de não ter qualquer contacto com portugueses (brancos). Em 1976 fui desterrado para Cabinda e tive colegas professores cubanos. Fui desalojado de minha casa (c as rendas pagas) e todo o prédio foi ocupado por cubanos, os cabindenses e eu tivemos de dormir na rua. Fui o últimno a abandonar o prédio, sob a ameaça de AK-47. Três anos depois eu era de novo preso político e estava em péssimas condições, pelo que tive de ser internado - preso - no hospital psiquiátrico. De repente surge-me uma enfermeira cubana, nova, c olhar triste, q m diz: o meu irmão tb é preso político em Cuba. Nunca mais a esqueci.
Fidel manipulou a imagem de Guevara, cabelos soltos, asma, charutos. Eu recordo-me: em 60 eu estudava em Portugal e ia à embaixada cubana beber daikiri e fumar um charuto. Nem Salazar conseguiu cortar com Fidel.
O que lamento é que Cuba tenha o melhor sistema de saúde do mundo e que até os portugueses tenham de enviar doentes para lá. Não há vergonha? Não há pudor? Pior do que irem lá os «democratas» lamber as botas de Fidel, é demonstrar a Fidel a «impotência» e a «inoperância» da saúde no «capitalismo». Sim, Cuba até cura os doentes dos países «capitalistas»...
Rui Ramos
 
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A tenebrosa comédia da irmandade
Liberto Dias (seguir utilizador), 1 ponto , 22:07 | Quarta feira, 4 de março de 2009
No poder desde 1959, o octogenário, paternalista e egocentrico Fidel considera "indigno " e "ambicioso" o camarada da Economia. Curioso...
A fraternal monarquia vermelha que há pouco fuzilava os adversários, sem julgamento ou com a habitual farsa político-judicial, dedica-se na velhice a fazer depurações nos seus já muito pouco crentes "compañeros".
Os comediantes Castros são hoje, com os seus tiques autoritários, slogans de "patria ou muerte" e camuflados da Sierra Maestra, personagens de museu que qualquer cidadão com formação cívica e respeito pelos concidadãos não poderá levar a sério.
O sequestro de um povo em nome de uma pseudo revolução cujo resultado foi o atraso e a miséria é a parte triste desta tenebrosa comédia das Caraíbas.
         
 
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    É pena o meu caro não se referir a outras comédias    Ver comentário
aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , 22:47 | Quarta feira, 4 de março de 2009
    Comédia ou tragédia...    Ver comentário
Liberto Dias (seguir utilizador), 1 ponto , 23:31 | Quarta feira, 4 de março de 2009
    Re: É pena o meu caro não se referir a outras comé    Ver comentário
Comedo (seguir utilizador), 1 ponto , 23:32 | Quarta feira, 4 de março de 2009
A história é aquilo que cada historiador quer.
cristobal (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Gostemos ou não de Fidel,penso que têm o valor de dar a vida por uma causa,mesmo que essa causa não reuna consensos.Mas quem somos nós para censurar um povo?
O probelema do comunismo é um pouco relativo.Tenho a certeza que não era esse o caminho que Fidel e o "Che"queriam seguir...mas enfim,foi o que deu.Temos que agradecer em grande parte ao amigo Americano.Quando nos estamos a afogar jogamos a mão a qualquer tronco e depois é difícil larga-lo.
  De qualquer modo,mesmo não sendo cubano,tenho muito orgulho desse povo,pois podem não ter seguido o melhor caminho mas foram eles que escolheram,contra tudo e contra todos.Podem até estar na miséria (segundo os nossos padrões) mas andam de cabeça erguida.
Para ser muito sincero,olhando para o meu país,dito desenvolvido e culto,sinto alguma vergonha e bastante dificuldade em manter a cabeça erguida...è um desabafo!
 
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Um ministro afastado é um ministro fuzilado?
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:04 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Também eu conheço um pouco do “processo revolucionário cubano” até porque lidei com eles em Angola... embora isso não faça de mim, um “expert”.
É evidente que em Cuba existe uma ditadura – muitos falam dela como se tivessem descoberto a pólvora! – mas não conheço muitos casos de ministros encostados ao “paredon”, como se fosse uma sequela de episódios estalinistas...
Sei que a maioria dos cubanos respeita Fidel por tudo o que ele fez. É natural que a nova geração não compreenda essa admiração por não ter vivido os “velhos tempos”.
“O que caracteriza Cuba:” ter lutado contra uma ditadura controlada pelos EUA, vencido essa luta e ter conseguido fazer de Cuba o que o Haiti nunca conseguiu. Parecer ser a pior e a mais feroz ditadura do mundo, aonde eles controlam os seus cidadãos – não tanto como os activistas dos EUA se queixam em relação às restrições no seu país mas... – e a sua liberdade pessoal – só quem nunca teve em Cuba pode afirmar tal coisa. A realidade que conheço é de finais da década de 70 e já então havia liberdade pessoal no sentido de que se gostavam de arte africana eram livres de se expessar através dela, se preferiam o neo-realismo sul-americano, via México, idem idem aspas aspas, etc.
É o paraíso? Não! É o inferno? Também não! O purgatório? Talvez, se tivermos em atenção que ainda hoje os EUA precisam de “conversações” para acabarem com o bloqueio imposto por eles e seguido pela maioria dos países “ocidentais”.
 
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PARA NUNCA ESQUECER
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 17:11 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Fidel é um dos maiores assassinos da história!
O branqueamento efectuado pelos partidos comunistas europeus, entenda-se os PC da Europa Ocidental, e uma certa classe de intelectuais acomodados é que permitiu a circulação de uma serie de mentiras lisonjeiras para este ditador cuja sombra de poder continua a pairar sobre uma cuba cada vez mais miserável.

Depois de uma ditadura de 49 anos Fidel Casto deixou formalmente a presidência de Cuba ao seu alcoólico irmão deixando um legado no mínimo discutível.

Fidel não é nem herói nem o símbolo ideológico que as esquerdas nos querem impingir. Em Cuba tudo o que parece não é.

Muitos que por aqui andam defendem implicitamente a ideia de que Fidel liderou uma ditadura, mas melhorou os índices sociais. A convicção democrática destes e a qualidade dos seus princípios fica bem patente nesta postura que no fundo legitima um dos regimes mais assassinos da historia recente.

A ditadura comunista é apresentada sob o mito da reparação social: "Não se tem liberdade, mas, ao menos, há saúde e educação para todos". O que não se percebe é porque então estes mesmos kamaradas não conseguem justificar com os mesmos argumentos uma ditadura de direita, tipo Pinochet.

O milagre social da revolução cubana foi criado em cima de mentiras objectivas.
Em 1952, Cuba tinha o terceiro PIB per capita da América Latina. Em 1982, estava em 15º lugar, à frente apenas de Nicarágua, El Salvador, Bolívia e Haiti. A fonte? La Lune et le Caudillo, de Jeannine Verdes-Leroux. O livro, de 1989, tem o sugestivo subtítulo de “O sonho dos intelectuais e o regime cubano”. Estuda como se implantou e consolidou o regime comunista no país entre 1957 (a revolução é de 1959) e 1971. Não foi só essa mentira; ao chegar ao poder, Fidel afirmou que 50% da população da ilha era analfabeta. Mentira! Em 1958, a taxa era de 22%, contra 44% da população mundial.

Um ano depois da revolução, já não havia mais no governo nenhum dos liberais e democratas que também haviam combatido a ditadura de Fulgêncio Batista. Tinham renunciado ao poder, estavam exilados ou mortos. Logo nos primeiros dias da revolução, antes mesmo que se efectuasse a opção pelo comunismo, Fidel mandou executar nada menos do que 600 pessoas.
Em 1960, pelo menos 50 mil pessoas oriundas da classe média, que haviam apoiado a revolução, já haviam deixado Cuba. Três anos depois, 250 mil.

A Confederação dos Trabalhadores Cubanos, peça chave na deposição do regime anterior, foi tomada pelos comunistas. Em 1962, imaginem, a CTC acusa o regime do déspota Fidel de ter suprimido o direito de greve. O principal líder operário anti-Batista, que ajudou a fazer a revolução, David Salvador, foi encarcerado nesse mesmo ano.

Só nos anos 60, o regime de Fidel fuzilou entre 7 mil e 10 mil pessoas.

Caracterizá-lo como um assassino não é uma questão de gosto, mas trata-se sim de um facto. Fidel é um facínora.

Ele e seu amiguinho, Che Guevara, criaram campos de concentração na ilha, os da UMAP (Unidade Militar de Apoio à Produção), formados por prisioneiros políticos, que chegaram ao singelo número de 30 mil. Ali se encontravam religiosos, prostitutas, homossexuais, opositores do regime, criminosos comuns, etc.

Os movimentos gays, tão protegidos pelo politicamente correcto, deviam saber que a Universidade Havana passaram e têm passado ciclicamente por uma “caça ao maricas”. Em sessões públicas, os gays eram e são obrigados a reconhecer seus “vícios” e a renunciar a eles.
As alternativas eram e são demissão, humilhação, porrada e prisão (em sentido literal e metafórico).

Segundo O Livro Negro do Comunismo, desde 1959, estima-se em 100 mil o número de pessoas que passaram pela cadeia ou pelos “campos” de reeducação cubanos. Os fuzilamentos são estimados entre 15 mil e 17 mil pessoas. Ainda hoje, as prisões cubanas são um exemplo acabado da degradação humana. Quase de certeza que a totalidade dos presos de Fidel preferiria, sem sombra de dúvidas, dividir celas com os terroristas de Guantánamo. Mas o mundo da Esquerda Moderna e dos Nobres Valores de Esquerda continua a propagar ao mundo que Fidel é um herói, que o povo cubano sofre por causa do bloqueio dos EUA e que Cuba é um exemplo. Enfim...
 
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Para nunca esquecer odisseia na terra
cristobal (seguir utilizador), 1 ponto , 18:46 | Quinta feira, 5 de março de 2009
Penso que muitas vezes "enfunilamos" em demasia por tudo quanto lemos.Deveriamos averiguar por outras fontes se aquilo que lemos de certo autor,vai ao encontro do que disem outros.Principalmente quando se trata de indivíduos tão tendênciosos como o é o Sr Reinaldo Azevedo,que é a fonte inspiradora do nosso comentador "odisseia na terra".Se não vejamos o que diz a Wikipedia sobre este Sr. --"Qual seria a relevância para a Wikipedia em manter um verbete promocional de um sujeito pago para produzir opinião que desrespeita o direito à diversidade de pensamento e não hesita em ofender pessoas com carreiras sérias? Infelizmente, o sujeito é uma espécie de troll, e também preocupa a quantidade de semelhanças temáticas (sem menção de fonte) entre suas publicações e outros blogs por aí, facilmente encontráveis por mecanismos de busca (veja bem, a gente encontra num ou noutro blog uma idéia, e um ou dois dias depois a gente vê no blog pago do Reinaldo)."
  Nem tudo o que se lê é certo.
 
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    Re: colgate...lava bem os dentes e dá bom halito    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 21:10 | Quinta feira, 5 de março de 2009
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