Educação: "Este sector preocupa as pessoas e revela o desaire do Governo. Que tentou passar por reformista, mas limitou-se a dividir para reinar. O Governo optou pelo ataque aos professores, alimentando a guerrilha constante. Conseguiu desprestigiar a classe e fê-la perder autoridade perante os alunos e as famílias. Milhares de professores escolheram o caminho da reforma antecipada, privando-nos da sua experiência. A progressão na carreira está desajustada. Só reconhecendo e corrigindo as injustiças é possível devolver a tranquilidade às escolas".
Pequenas e médias empresas: "O Produto Interno Bruto tem registado taxas de crescimento modestas. Este facto, aliado ao desequilíbrio no comércio externo, cria um clima adverso à sua sobrevivência. Sendo elas o núcleo central da nossa economia, não admira o número tão elevado de falências. Temos de nos concentrar nas medidas para aumentar a sua capacidade de produtividade. Deve adaptar-se o regime fiscal à realidade das empresas".
Questões sociais: "Portugal tem cerca de dois milhões de pobres. A pobreza infantil é muito significativa. Estes factores, e o do abandono escolar, fazem de Portugal o País mais desquilibrado da zona Euro. Também a classe média está a empobrecer. As políticas do Governo não conseguiram corrigir as assimetrias. Pelo contrário, tem havido um aumento da exclusão social".
Segurança: "Nesta matéria, não se cumpriu nenhuma das promessas do Governo. A criminalidade aumentou e surgiram novos problemas. Junta-se a isto um sentimento de impunidade, dando a ideia de que o crime compensa. Falta confiança nas instituições, em grande parte por culpa do clima de tensão entre o Governo e o sistema judicial. Falta reforçar meios e renovar os modelos de gestão. Como se pode pedir aos profissionais que actuem com rapidez se o Governo mostra falta de eficácia?".





