2 de setembro de 2014
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Maria Luís

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Passos atravessou-se por ela e não tem motivos para se arrepender.

 

 


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A sul nada de novo

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Os nostálgicos do Pontal ficaram desapontados com o discurso de Passos Coelho porque não foi mobilizador nem apresentou propostas inovadoras. Houve até quem visse na intervenção do líder do PSD sinais de desistência e de desinteresse pessoal nas eleições do ano político que agora começa. Como se Passos, tão satisfeito consigo próprio por ter salvado Portugal da bancarrota, não se importasse de perder. 

 

 

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Sobre a (des)confiança

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Na interminável novela em que se tornou o caso BES, com os seus danos colaterais, há uma palavra que se repete em todas as discussões: confiança. Ou a falta dela. A confiança que merece ou não o sistema bancário, a confiança que deve ou não merecer o Banco de Portugal enquanto supervisor, a confiança dos mercados no Novo Banco - "lixo" e da pior espécie, disse uma das famosas agências de rating -, a confiança que falta numa solução, não apenas condicionada, mas, afinal, imposta sem apelo nem agravo pelo Banco Central Europeu, a confiança nos agentes políticos do Governo e da maioria quando juram a pés juntos que a delicadíssima operação não comporta risco nenhum para os contribuintes. Ou a confiança em que a Justiça se digne, por uma vez, cumprir o seu papel em tempo útil.

 

 

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PS, BdP, PQP e BES

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Sem o contributo de Pedro Queiroz Pereira talvez o desastre do BES tivesse sido uma catástrofe.

 

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Estava tudo tão bem...

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Uma das ideias mais marteladas desde que os Espíritos Santos caíram nas bocas do mundo foi a de que o GES estava mal, mas o BES estava bem.

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O vexame

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Há um ano e meio, Ricardo Salgado foi ouvido na qualidade de testemunha, tendo-se apresentado "voluntariamente", como mandou dizer, para esclarecer as suspeitas de envolvimento numa gigantesca rede de fuga ao fisco e branqueamento de capitais que leva o nome de 'Monte Branco'.

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Ninguém vai preso

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Todos os dias nos dizem que a queda do império Espírito Santo não tem nada que a compare ao caso BPN e, se tanta gente sabedora o declara, somos tentados a acreditar. 

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O banco verde

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Três anos a penar para o país se financiar nos mercados e estamos em risco de voltar ao ponto de partida

 

 

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O ano de Passos

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Faz agora um ano, a CGTP acabava de promover a sua quarta greve geral desde a chegada da troika, desta vez com a adesão da UGT, Vítor Gaspar despedia-se com estrondo epistolar e Paulo Portas apresentava a sua demissão "irrevogável", em protesto contra a nomeação de Maria Luís Albuquerque, a quem o Presidente da República deu posse como ministra das Finanças numa cerimónia soturna de fim de ciclo. A rutura da coligação parecia inevitável e eleições antecipadas a única saída possível. 

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A força do apelido

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O Banco de Portugal tem sido muito elogiado pela forma como impôs a saída de Ricardo Salgado da presidência do BES e como cuidou de evitar - veremos até que ponto - o contágio entre os negócios da família Espírito Santo e os negócios do banco.

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Edição Diária 17.Abr.2014

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