23 de outubro de 2014
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À espera de 2016

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Passos é o fanático orçamental que, em ano de eleições, tenta passar por outra coisa, mas não consegue.

 

 

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O diagnóstico de Cavaco

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O Presidente da República fez um diagnóstico certeiro das doenças do regime, alertando para os principais vícios que o descredibilizam, bem como para os perigos que o ameaçam, incluindo, disse, o de uma "implosão" do sistema partidário. Cavaco Silva não se excluiu a si próprio, visto que falou da insatisfação dos portugueses com a forma como as instituições democráticas têm funcionado e o Presidente é uma delas, por sinal, no topo do sistema. Mas poupou-se a qualquer palavra de vaga autocrítica, ou de striptease político, para usarmos o termo inglês em voga. 

 

 

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Há um "porém"

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Quem não deve não teme e, podendo demonstrar a sua seriedade, não pede a outros que o façam.

 

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Desculpas esfarrapadas

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Por muito menos do que o "caos", há ministros que se demitem nos países que tomamos por modelos.

 

 

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Difícil é cumprir

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António José Seguro preparou-se bem para os debates televisivos que tanto pediu. Andou durante dois meses a chamar traidor e desleal ao adversário, tornando inevitável o desafio para o fazer "olhos nos olhos", como gosta de dizer. Conseguiu. E viu-se-lhe a satisfação no rosto. O líder que soube anular-se para manter o PS unido, mostrou o "animal feroz" que havia em si e de que ninguém suspeitava antes de ter sido desafiado. Soltou-o no primeiro frente a frente, deixando o adversário zonzo e a engolir em seco.   

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Sarar as feridas

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Quem ganhar no dia 28 ganha apenas meio PS.

 

 

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Maria Luís

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Passos atravessou-se por ela e não tem motivos para se arrepender.

 

 


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A sul nada de novo

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Os nostálgicos do Pontal ficaram desapontados com o discurso de Passos Coelho porque não foi mobilizador nem apresentou propostas inovadoras. Houve até quem visse na intervenção do líder do PSD sinais de desistência e de desinteresse pessoal nas eleições do ano político que agora começa. Como se Passos, tão satisfeito consigo próprio por ter salvado Portugal da bancarrota, não se importasse de perder. 

 

 

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Sobre a (des)confiança

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Na interminável novela em que se tornou o caso BES, com os seus danos colaterais, há uma palavra que se repete em todas as discussões: confiança. Ou a falta dela. A confiança que merece ou não o sistema bancário, a confiança que deve ou não merecer o Banco de Portugal enquanto supervisor, a confiança dos mercados no Novo Banco - "lixo" e da pior espécie, disse uma das famosas agências de rating -, a confiança que falta numa solução, não apenas condicionada, mas, afinal, imposta sem apelo nem agravo pelo Banco Central Europeu, a confiança nos agentes políticos do Governo e da maioria quando juram a pés juntos que a delicadíssima operação não comporta risco nenhum para os contribuintes. Ou a confiança em que a Justiça se digne, por uma vez, cumprir o seu papel em tempo útil.

 

 

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PS, BdP, PQP e BES

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Sem o contributo de Pedro Queiroz Pereira talvez o desastre do BES tivesse sido uma catástrofe.

 

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Edição Diária 17.Abr.2014

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