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Rio+20 debate o futuro do desenvolvimento sustentável
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Conferência Rio+20

Fernando Henrique Cardoso otimista quanto às negociações da Rio+20

Ex-Presidente do Brasil insiste que "o mais importante é a atitude dos países da ONU que sair da conferência Rio+20 e não o documento final a ser aprovado, que não terá força de lei, em especial para os mais jovens". Clique para visitar o dossiê Conferência Rio+20  
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“Fizemos alguns progressos em 20 anos, mas não os suficientes”, considera Fernando Henrique Cardoso, recordando que “no Brasil houve progressos no combate à pobreza, na literacia, no ambiente e na intervenção da sociedade civil”
“Fizemos alguns progressos em 20 anos, mas não os suficientes”, considera Fernando Henrique Cardoso, recordando que “no Brasil houve progressos no combate à pobreza, na literacia, no ambiente e na intervenção da sociedade civil” /  Marcelo Sayao/EPA

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O ex-Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, afirmou estar "otimista quanto aos resultados das negociações entre os países da ONU" na Conferência Rio+20 sobre Desenvolvimento Sustentável, que decorre no Rio de Janeiro até 22 de junho.

Em declarações feitas ontem num debate organizado pela iniciativa "Mais Velhos + Mais Novos", que promove o diálogo sobre o desenvolvimento sustentável entre personalidades de relevo mundial mais velhas e mais jovens, o antigo Presidente brasileiro insistiu que "o mais importante é a atitude dos países da ONU que sair desta conferência, e não o documento final a ser aprovado, que não terá força de lei, em especial para os mais jovens".  

No mesmo debate, Gro Harlem Brundtland, a mãe do conceito de desenvolvimento sustentável, surgido em 1997 no relatório "O nosso futuro comum" de uma comissão da ONU liderada pela ex-primeira-ministra da Noruega, considerou que, "apesar do ceticismo reinante, acreditamos fortemente que há ainda tempo para que a Rio+20 conte para as gerações futuras".

Brundtland acrescentou que "não podemos admitir uma espera de outros 20 anos para colocar o nosso planeta num caminho mais sustentável" e admitiu que em 1992 (na Conferência Rio-92) "havia mais otimismo e hoje há mais sentido da crise, mas desde então os padrões de sustentabilidade do planeta continuaram a crescer e a situação é hoje pior em muitos aspetos".

"Fizemos alguns progressos em 20 anos, mas não os suficientes", considerou Fernando Henrique Cardoso, recordando que "no Brasil houve progressos no combate à pobreza, na literacia, no ambiente e na intervenção da sociedade civil". 
Reunião plenária de hoje é decisiva

Documento ainda em discussão


Entretanto, o documento para discussão na cimeira de chefes de Estado e de Governo que começa amanhã, ainda não está aprovado pelas delegações técnicas dos países da ONU. As negociações prolongaram-se até às duas da madrugada de hoje mas subsistem divergências, nomeadamente dos países da União Europeia. Hoje está marcada nova ronda de discussões para as 14h30 (hora de Lisboa).

"Estamos no meio de uma crise financeira, com diferentes tipos de países a lutarem contra ela, muitas vezes sem uma ideia concreta do que fazer, mas o desenvolvimento sustentável é a alternativa correta para estes países voltarem a crescer", argumentou a ex-primeira ministra da Noruega.

A mãe do desenvolvimento sustentável disse ainda que "precisamos de um acordo claro quanto ao processo para criar novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, seguindo o exemplo dos Objetivos do Milénio para 2015 da ONU, que ajudem a galvanizar os esforços para fazer crescer as economias de modo a reduzir a pobreza e a desigualdade e a proteger o ambiente".


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O optimismo brasileiro,sempre!
Mesmo que pouco se tenha avançado nas conclusões da cimeira do Rio,de há vinte anos, é de saudar este eterno optimismo brasileiro!
Petróleo
Quem tem dinheiro é quem manda. Há 20 anos ninguém ouvia o Brasil e outros BRIC. Havia mesmo quem desprezasse os brasucas. Hoje são vozes obedecidas prontamente.
Ter petróleo ou ouro no subsolo é muito importante.
Bem...
Na verdade o mundo está a caminhar para um ponto em que a virada será difícil.
Quanto mais tarde o fizer, pior.
Preservar a Amazónia é Vital!
Brasil um país projectado no Mundo. Brasil Tudo para ser uma das primeiras potências económicas... mas falta-lhe a arte e Engenho, ficando apenas pelo 5º. lugar e tanta miséria. Tantas riquezas naturais e as terras tão mal exploradas e distribuídas.
A Corrupção imperou sempre, estando a lembrar-me de Collor de Melo e até com o Presidente Lula...Se o analfabetismo impera é meio caminho andado para a corrupção ter mais cobertura na acção.
Este Rio+20 ...encontrar o bom senso..a natureza está à mercê... a ambição e a hegemonia dos países que não querem perder de todo o poder económico... deverá sim repor uma transição na consciência mundial para repensarem novas formas de energia, fósseis, energias renováveis e tomadas de posição a sério por parte dos políticos mundiais. Neste século XXI será uma preocupação frequente e assente dos países desenvolvidos, a eficiência energética, face à escassez de recursos existentes... Como o ecossistema está ligado ... todos directa ou indirectamente sofremos ... Não haja dúvida que Brasil é um país lindo uma Aguarela Viva de cor em muitos aspectos, exemplo a Amazónia o pulmão do Nosso Mundo, no entanto o Metal impera e está a ser desbravada da sua riqueza natural de uma maneira tão estúpida e a uma velocidade alucinante que o planeta já está a pagar pelos crimes cometidos...Tanta destruição que até dói o coração e a alma ... Golpes desferidos e que Lula não soube evitar...
Re: Fernando Henrique Cardoso otimista quanto às n
A longo prazo tudo o que de lá sair é irrelevante.
Os homens na sua arrogância e presunção gostam de pensar que "controlaqm" o Planeta.

Pergunta: fiseram-no?

Nem podem salvá-lo nem destrui-lo, apenas presumem que sim para se dar ares de importantes e poderosos.

Mas não são uma coisa nem outra. Custa? Talvez, paciência...
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Edição Diária 17.Abr.2014

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