20 de abril de 2014 às 22:48
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Feitiços e bruxarias valem decapitação a mulher saudita (vídeo)

Mulher que praticava feitiços foi executada. Número de pessoas mortas a mando do Governo saudita tem aumentado.
Margarida Jesus Pinto (www.expresso.pt)
A mulher era uma sexagenária e foi decapitada por fazer magia e feitiçaria Getty Images A mulher era uma sexagenária e foi decapitada por fazer magia e feitiçaria

Amina bint Abdulhalim Nassar, assim se chamava a mulher acusada de se envolver com magias e feitiços. Presa em 2009, foi agora decapitada por alegadamente enganar pessoas, fazendo-as acreditar que tratava doenças em troca de 800 dólares (cerca de 600 euros) por sessão. Esta, pelo menos, é a versão do Ministério do Interior da Arábia Saudita, que não avança mais pormenores sobre o crime.

A mulher passou assim a ocupar a 73ª posição na tabela dos executados na monarquia ultraconservadora do Golfo durante este ano. Desta soma, pelo menos três são mulheres e onze são de nacionalidade estrangeira.

O "crime" de feitiçaria já tinha sido a causa de outra execução em setembro. Um sudanês acusado de ser bruxo foi também decapitado no meio de um parque de estacionamento. As imagens do homem ajoelhado perante o seu executor tornaram-se conhecidas (vídeo mais abaixo).

Nas leis da Arábia Saudita a feitiçaria não é definida como crime. Contudo, aos olhos do Islão, as práticas de bruxaria são estritamente proibidas.

Ativistas e defensores dos Direitos Humanos dentro e fora do país já reagiram a estas mortes. Exigem o fim para o que consideram ser uma morte "arcaica" e "desumana".

Também a Amnistia Internacional já pediu ao Governo do país para estabelecer uma suspensão imediata destas execuções.

A Arábia Saudita está no topo da lista dos países que utilizam a pena de morte, a par da China, Irão e Estados Unidos.

Nota - o vídeo pode ser considerado chocante:

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