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Passos diz que PS não tem sequer a garantia de aprovar Orçamento

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Cavaco Silva iniciou, com a delegação do PSD, as audições aos diferentes partidos

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

À saída da sua audiência com o Presidente da República, o líder do PSD acusou António Costa de irresponsabilidade por ter derrubado o Governo sem ter condições de garantir as condições de governabilidade, essenciais para transmitir confiança aos investidores

Pedro Passos Coelho lamenta que a Constituição não permita que o Presidente da República convoque neste momento eleições antecipadas, o que conduz à eventual situação do líder do PS ir formar Governo sem ter assegurado que conseguirá criar um novo executivo “credível, consistente, estável e duradouro”, que o próprio António Costa considerara indispensável.

“Uma vez que essa possibilidade está vedada pela Constituição, cabe ao PS constituir uma solução de Governo que corresponda ao que o próprio PS disse nas eleições”, disse Passos aos jornalistas, na comunicação que fez após a sua audiência desta manhã com Cavaco Silva.

O primeiro-ministro em funções acusa António Costa de “irresponsabilidade” por ter derrubado o Governo sem ter obtido a maioria nas eleições e numa situação em que o PS não tem sequer “a garantia de que o seu próximo Orçamento de Estado será apoiado por esses partidos”, com os quais estabeleceu uma aliança de Governo.

Passos Coelho considera ainda que as posições do PCP e Bloco de Esquerda contra a NATO e contra as regras da União Europeia colocam em causa o posicionamento do país dentro destas instituições.

“O PS não pode, para esse fim, virar-se para esses partidos para lhes pedir apoio no futuro”, afirmou, acrescentando que esse quadro surge numa fase de “recuperação económica” e de “criação de emprego”, em que seria vital o país obter a confiança dos investidores.

Apesar disso, dadas as circunstâncias, Passos disse que o PS tem agora a “obrigação política e moral” de “apresentar uma solução de Governo”.

A audição à delegação do PSD, o Presidente ouviu a do PS, seguindo-se, ainda durante a manhã, a do Bloco de Esquerda e do CDS, à tarde. Da parte da tarde serão ouvidos o PCP (15h30), os Verdes (16h30) e o PAN (17h30).

Com a audição dos partidos, o Presidente da República cumprirá as formalidades constitucionais obrigatórias tendo em vista a sua reflexão para a nomeação de um novo Governo.