Fecho de fábrica em França deixa portugueses sem emprego
Em Aulnay-sous-bois, a norte de Paris, os 80 mil habitantes, entre eles 10 mil portugueses, receiam o pior. O previsível fecho da fábrica PSA (Peugeot/Citroen) da localidade vai afectar toda a atividade na região, que é uma das mais industrializadas da região de Paris.
O próprio ministro do Trabalho, Michel Sapin, confessou hoje, em Paris, esperar "más notícias" da parte do grupo PSA.
"Alguns portugueses vivem em roulottes"
"Estou muito preocupado com o provável despedimento de centenas de portugueses desta fábrica e quero alertar para a situação difícil que se vive nesta região, onde não há trabalho para todos os portugueses que chegam todos os dias aqui à procura de emprego", diz ao Expresso Paulo Marques, presidente da Associação Cultura Portuguesa de Aulnay e Conselheiro das Comunidades portuguesas.
"Todos os dias temos de responder a situações muito difíceis de portugueses, alguns vivem em roulottes em condições muito dramáticas porque a França já não é o eldorado que os portugueses ainda pensam que é", acrescenta Paulo Marques.
O fecho da fábrica PSA de Aulnay-sous-bois está a levantar polémica no meio político. O ministro do Trabalho acusou a direção do grupo de ter adiado o plano de reestruturação por alguns meses para não prejudicar a campanha eleitoral do ex-presidente, Nicolas Sarkozy.
O fecho do complexo industrial da Peugeot/Citroen em Aulnay deverá ser anunciado amanhã.


