Quem tentou ontem aceder ao Megaupload deparou-se com a impossibilidade de entrar na página online. Tudo porque o FBI encerrou o site de file-sharing sob a acusação de muitos dos conteúdos disponíveis constituírem infrações de direitos de autor.
Disponibilizando vídeos e séries de TV na sua forma completa, o Megaupload, com sede legal em Hong Kong, é um site que desde a sua fundação se tornou muito popular e conhecido junto dos internautas.
Das sete pessoas acusadas, a polícia federal norte-americana prendeu quatro, entre as quais Kim Dotcom, fundador do Megaupload, sob suspeita de terem igualmente intenção de proceder à lavagem de dinheiro.
O FBI desconhece, por enquanto, o paradeiro de três dos acusados.
Coincidência, ou não
Numa declaração reproduzida pela AFP, o FBI deu conta das graves acusações que recaem sobre os responsáveis pela gestão do site, constatando mesmo, em conjunto com o Departamento de Justiça norte-americano, que se trata de "um dos maiores casos criminais de sempre" no que toca a direitos de autor.
"Através do Megaupload, são responsáveis por uma gigantesca operação de pirataria global, de inúmeros tipos de trabalhos protegidos por direitos de autor, que gerou mais de $175 milhões (€135 milhões) em dinheiro ilícito e, mais de $500 milhões (€385 milhões) em prejuízos para os donos dos conteúdos", ao fornecer versões ilegais de filmes e séries de TV, entre outros.
O FBI anunciou ainda ter apreendido $50 milhões (€38 milhões) no decurso da operação de encerramento da página.
O fecho do Megaupload surge um dia depois do protesto organizado por sites como o Wikipedia e o Google contra as novas medidas antipirataria propostas nos EUA (popularmente conhecidas como SOPA e PIPA) que implicam medidas muito mais duras e uma vigilância muito mais atenta da Internet.
Como tal, o timing da operação que encerrou o Megaupload tem vindo a ser questionado por alguns críticos.