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Expresso

No emocional é que está o ganho

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O escritor não era incauto. Tinha mantido relações, quase que íntimas, com um advogado com bom nome na praça e, talvez, fosse verdadeiramente inteligente fazer o gesto de lhe ligar. Podia resolver o problema das cartas, as ditas cartas que escrevera a Jaime e que ele ameaçava publicar. Não utilizara esta história, nem transfigurada, no novo romance, tinha-se mantido numa tónica emocional, forte, achava ele, bom, podia não ser tão forte, mas intencional, e remetia-se à vida de sete criaturas. Tudo começara com o Jaime de olhos cor de caramelo e depois a história tinha-lhe dito: agora vais para ali.