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Empresas britânicas adiam investimentos para depois do referendo

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Dan Kitwood / Getty Images

Grandes empresas "congelam" contratações e projetos para depois de 23 junho, data do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. Mais de três quartos dos grandes grupos querem manter-se no bloco de 28 países

As grandes empresas britânicas está a adiar acordos, investimentos e contratações até que sejam conhecidos os resultados do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, segundo um estudo da consultora Deloitte, divulgada esta segunda-feira.

Os responsáveis pelas maiores empresas britânicas são a favor de um resultado permanência na consulta popular que terá lugar a 23 junho. Esse número aumentou aliás dos 62%, registados no último trimestre de 2015, para 75% no primeiro trimestre deste ano. O aumento do apoio à permanência na União Europeia anda contudo a par do crescimento da incerteza com que encaram o futuro dos seus negócios. Um indicador que subiu dos 64% do fim de 2015 – que já era o mais alto registado nos últimos três anos, para os 83% agora apresentados.

“O referendo parece já estar a contribuir para o desaceleramento”, afirmou David Sproul, diretor da Deloitte, citado pela agência Reuters, notando que tem ocorrido uma diminuição da atividade económica, com os planos de investimentos e contratações a serem adiados.

A economia britânica desacelerou no final do ano passado, mas permanece mais forte do que a da maioria dos países mais ricos. Os economistas indicam que a aproximação do referendo deverá causar um desaceleramento temporário, mas que o impacto só deverá ser verdadeira significativo caso a decisão for a favor da saída da União Europeia, refere a Reuters.

Apesar da grande apreensão que a hipótese saída suscita entre os decisores económicos, a sondagem indica que apenas 26% das empresas britânicas possuem planos de contingência para essa eventualidade, 53% indicaram que não os vão elaborar, enquanto os restantes recusaram-se a responder à questão.