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Atentado em Bruxelas. Central sindical tinha alertado para falhas de segurança no aeroporto

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Eric Vidal / Reuters

Num relatório divulgado em janeiro, Central Geral de Serviços Públicos (CGSP) tinha dado conta de que, "na prática, uma bomba numa mala de viagem tem hipóteses de passar despercebida", após "testes cegos" aos procedimentos de segurança do aerporto de Zaventem, atingido por duas explosões na manhã desta terça-feora. Ataque poderá estar relacionado com a captura de Salah Abdelsam em Molenbeek na passada sexta-feira

Especialistas do setor de mobilidade e transportes da Central Geral Sindical de Serviços Públicos belga (CGSP) tinham alertdo, há menos de três meses, para falhas detetadas nos protocolos de segurança do aeroporto de Bruxelas. A informação está a ser avançada pelo jornal belga "L'Echo" esta terça-feira de manhã, no rescaldo das duas explosões que, pelas 8h locais, atingiram a zona de partidas do aeroporto de Zaventem, provocando um número indeterminado de mortos e dezenas de feridos.

Em relatório, a confederação sindicalista tinha alertado no início deste ano para "falhas na segurança do aeroporto nacional belga", sublinha esse jornal, que teve acesso ao documento. "Nos primeiros testes ativos (testes cegos aos protocolos) feitos pelos inspetores, os resultados foram desastrosos para a BAC (empresa que gere o aeroporto da capital belga), que pediu para que os testes fossem simplificados. Estes foram ajustados para facilitar o reconhecimento [das falhas detetadas]", é referido no relatório divulgado em janeiro. "Mas mesmo nessas condições, a proporção de itens proibidos detetados [a passar em bagagens] continua a ser elevada. Isto significa que, na prática, uma bomba numa mala de viagem tem hipóteses de passar despercebida."