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Santana diz que os vídeos de António Costa são um “prelúdio do que vai ter de acontecer”

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Luís Barra

Pedro Santana Lopes e António Vitorino saudaram os vídeos em que o primeiro-ministro explicou o Orçamento do Estado

Na era dos “tablets, YouTubes e Netflixes, a política tem de modernizar-se” considerou Pedro Santana Lopes, comentando na SIC Notícias os vídeos colocados na Internet com o primeiro-ministro, António Costa, a explicar o Orçamento do Estado para 2016.

O social democrata disse que os vídeos são “um prelúdio do que vai ter de acontecer”, pois “ainda vivemos com os parlamentos que vêm do século XVIII”, mas a política precisa de modernizar-se, sob pena de não acompanhar as novas formas de comunicação.

O socialista António Vitorino frisou que ao contrário de si, os seus filhos já não se limitam a ler jornais, mas “compôem cada vez mais os seus próprios jornais” e que, tendo em conta essas mudanças mediáticas, “tudo o que seja hoje diversificar as formas da política é muito importante”.

A questão dos apelos de António Costa a consensos foi outro assunto a merecer os comentários dos dois intervenientes.

Santana Lopes estranhou que os apelos tenham surgido nesta altura, pois a questão só deverá surgir daqui a alguns meses quando chegarem as negociações para o Orçamento do Estado de 2017: “Neste momento não precisava de fazer este desafio, de atirar esta flor. Embora com António Costa nunca se sabe se é uma flor, se é uma provocaçãozinha”.

António Vitorino disse por seu turno que dado o atual contexto, com Pedro Passos Coelho candidato a eleições internas no seu partido, não se poderia esperar uma resposta positiva por parte do líder do PSD. Ao mesmo tempo considerou que para o principal partido da oposição ainda não é claro se vão ou não haver eleições a curto prazo, o que será fundamental para a definição da sua política.