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Ministro garante que não haverá portagens na A3 e na A4

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ANTÓNIO COTRIM / Lusa

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, confirmou em audição parlamentar que não pretende reverter o processo de fusão da Refer com a EP - Estradas de Portugal: “Estratégia do Governo não passa por esgotar muita força e energia em processos de reversão”

“No Orçamento de 2016 não estará incuída nenhuma receita relativa à inclusão de portagens na A3 e na A4”. A garantia foi dada e repetida por diversas vezes, esta manhã, pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que responde às questões dos deputados sobre a introdução de portagens nas antigas SCUT e a fusão da Refer com a EP - Estradas de Portugal na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Na próxima semana será a vez de o presidente da Infraestruturas de Portugal - resultado da fusão entre a Refer e a IP -, António Ramalho, explicar no Parlamento a intenção de introduzir portagens nessas autoestradas, uma decisão que representaria uma receita anual de 15 milhões de euros, adianta o “Jornal de Notícias”. No entanto, o ministro vem agora confirmar que o Governo não incluiu a medida no Orçamento do Estado deste ano, tendo no passado declarado que “propostas nesse sentido só podem ter sido apresentadas ao Governo anterior”.

Frisando que o novo Executivo está focado em favorecer a mobilidade e os acessos no interior do país, o ministro confirmou que embora esteja em cima da mesa a redução de preços das portagens nas autoestradas dessas regiões, não está a ser considerada a abolição simples das mesmas.

Sobre a fusão da Refer e da EP, um processo que em junho do ano passado deu início à IP, o governante foi claro: “Não dedicaremos o nosso tempo a reverter a fusão, não é uma questão prioritária”, explicou. Distinguindo o caso da IP do da TAP, Pedro Marques acrescentou que a forma de trabalhar do Governo, que pretende testar esta fusão, “não passa por esgotar muita força e energia em processos de reversão”.