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Fazer como a Irlanda, não era?

A OCDE quer que Portugal congele os salários dos funcionários públicos para garantir a moderação salarial. Muitos preferiam cortar. A experiência foi tentada na Irlanda. Está num buraco.
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Para além do aumento do IVA, a OCDE propõe o congelamento dos salários da função pública até 2013 com vista a um incentivo para a "moderação salarial" no sector privado. Propõe que o país que tem dos mais baixos salários da Europa e com a segunda maior desigualdade salarial, logo depois da Letónia, seja moderado. Não nos salários mais altos, mas em todos. Quando o salário médio português pouco passa os 800 euros e 40% dos trabalhadores levam para casa menos de 600 euros líquidos gostava de saber como se identificam os excessos salariais como o principal problema nacional.

E dizer que os aumentos salariais não devem estar acima do crescimento da produtividade, só por piada. Nos últimos 30 anos ele esteve, de forma consistente, em linha com crescimento da produtividade. Mas como a desigualdade salarial se tem agravado, os aumentos nos salários mais baixos têm, na realidade, estado abaixo desse crescimento.

Seja como for, sem exportações para fazer, a medida afectará o mercado interno. E isto é a coisa mais perturbante no discurso dominante na Europa sobre esta crise: todas as propostas fazem por ignorar os efeitos de políticas recessivas na economia real. Aquela onde pessoas compram e vendem coisas. A consolidação orçamental e o endividamento é o alfa e ómega de tudo. A economia é tratada como se não existisse. E como se políticas de austeridade não tivessem qualquer efeito nestes dois indicadores.

Uma proposta: como pediam os profetas da terra queimada, olhem para a Irlanda. Aplicou, no último ano e antes de todos os outros, os cortes salariais que se propunham (cinco a quinze por cento nos funcionários públicos) enquanto se entretinha a salvar a banca nacional. Mereceu aplauso geral por tamanha coragem e astúcia. "Tomando estas medidas difíceis mas necessárias, vamos reconstruir a auto-confiança do nosso país internamente e a nossa reputação no exterior", disse em Dezembro o primeiro-ministro irlandês, usando expressões que nos são familiares. Passados oito meses, a Irlanda está, talvez ainda mais do que nós, num buraco sem fundo.

Tudo o que está a acontecer na Europa mostra que este caminho não resulta. Mas como nos repetem, contra todas as evidências, que é por aqui que temos de ir, lá vamos nós sem fazer muitas perguntas rumo ao abismo.


Opinião


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Fazer como a Irlanda? SIM!
O Sr. Daniel Oliveira faz estes sábios comentários argumentado que mesmo após a tomada de medidas muito duras a Irlanda está no Buraco, é verdade sim senhor mas a situação é completamente diferente, tenha alguma honestidade intelectual Sr. Oliveira o problema principal da Irlanda está no sistema Financeiro.

Após a falência do Lehman Brothers juntamente com a Crise do Sub-prime o sistema Financeiro da Irlanda simplesmente colapsou já que estava muito exposto a estes produtos financeiros.

O Estado Irlandês teve que intervir e nacionalizar grande parte da Banca, consequentemente fez uma gigantesca injecção de liquidez tendo que assumir perdas colossais na ordem de largas dezenas de mil milhões Euros.

Como todos os Estados, a Irlanda para além deste rombo financeiro também sentiu o impacto da crise Económica mas a sua capacidade de resistir e dar a volta a situação é admirável. Não será surpresa no próximo ano volte a crescer acima da média Europeia.

A Irlanda continua a ser uma referência, o seu comportamento em duas décadas foi brilhante ao nível de crescimento Económico.

Aconselho o Sr. Oliveira a rever bem a matéria antes de tecer comentários tendenciosos e profundamente demagógicos.

Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
DO, sofre do mal nacional: desonestidade
Re: concordo 100% com o que escreveu!
Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
Re: Fazer como a Irlanda? SIM!
Não, Senhor Daniel...
... não se deve fazer como a Irlanda, nem como nenhum outro Estado do Mundo, devemos continuar com as políticas salariais e outras associadas, que em Portugal, há três anos para cá, têm sido implementadas, como o aumento, em 2009, de 2,9% ao funcionalismo publico...
Aqui, na Venezuela e na Coreia do Norte é que se planifica a economia a longo prazo com excelentes resultados na felicidade da pessoas, presente e futura.
Já agora, o que interessa os 6,64% de taxa de juro que os "especuladores internacionais", vulgo "mercado de capitais", cobram a Portugal? Não interessa nada, não vão ser os actuais governantes a pagar... e não é para pagar agora, é só daqui a 3 anos, ou 10 anos...
Quem vier atrás que feche a porta!
Re: Não, Senhor Daniel...
A Irlanda está mal por outro motivo.
Se não tivessem cortado nos salários da função pública os irlandeses estariam muito pior.

Eles não fizeram infraestruturas que se vejam e acabaram a regar areia.

O problema da Irlanda deriva da sua falta de exportação e como o mercado interno está muito contraído, não têm escapatória.

Nós temos exportação que devemos aumentar ao máximo possível e não nos devemos desviar com ideias mirabolantes como as do mar ou outras semelhantes.

Exportar é a nossa única saída.
Re: A Irlanda está mal por outro motivo.
Re: A Irlanda está mal por outro motivo.
Re: A Irlanda está mal por outro motivo.
A OCDE vende relatórios a bom preço
Já se percebeu que os relatórios da OCDE,sobre Portugal, tem o dedo de Sócrates e do seu Governo, e vem nas horas de aflição ,numa coincidência que dá nas vistas: em véspera de discussão do Orçamento.
Portugal tem salários baixos, o o mínimo é vergonhoso e espelho das politicas que tem governado o País.
Portugal precisa de acabar com as mordomias dos milionários da administração, cortar nas empresas públcas que nada fazem, moralizar a utilização dos dinheiros públicos.
Portugal tem politicos a mais: e todos a ganhar bem: diminuir a estrutura do Governo, encerrar governos civis, limpar o que nada produz.
Menos politicos e melhor politica: em todos os Orgãos de Soberania, na Administração Central e Local.
Essa era a Revolução que o 25 de Abril não fez.
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Responsabilizar os politicos na praça pública
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Re: A OCDE vende relatórios a bom preço
Ah pois vamos..a continuar-se assim..vamos..
Claro que medidas que condicionem significativamente o poder de compra teem sempre reflexos negativos na mola real que alavanca a economia e com repercussões desastrosas ao nivel do trabalho..

A teoria..comprovada pela prática..até é bastante simples :

-Sem dinheiro não se compra o que está fabricado ou produzido
-Não se comprando o que está fabricado ou produzido não faz falta fabricar ou produzir
-Não se fabricando ou produzindo deixam de fazer falta os que fabricam ou produzem
-Deixando de fazer falta os que fabricam ou produzem encerram-se as actividades e despedem-se os que nelas trabalham..

Consequências directas :
-Menos receita fiscal e contribuições porque muitas empresas encerraram
-Mais despesa porque há que pagar subsidios de desemprego a muito mais pessoas

Havendo menos receita pela via contributiva logo se descobre a panaceia para resolver isso :
-Corta-se na despesa
-Para cortar na despesa opta-se pelo mais á mão..reduzam-se os salários aos FP´s
-Para aumentar a receita aumentam-se impostos

Tudo medidas de trampa..porque se vão remediando os problemas imediatos atacando a qualidade de vida das pessoas sem que se resolva o problema-raiz..o verdadeiro problema..

Como

ignorantes a fazemrem-se passar for doutores...
Os ignorantes que querem parecer sábios papagueiam a receita milagrosa.. e quando a poção mágica não funciona dizem que foi o feiticeiro que gaguejou quando disse as palavras mágicas.

Lá vamos nós ter de atirar mais uma virgem para o vulcão para apaziguar os deuses da finança e mudar a sorte dos mortais.
Fazer como a Irlanda,não era?
Ou morremos da doença ou do tratamento. A economia e as finanças é uma balança muito difícil de equilibrar. É como o sal na comida uma areia a mais fica salgada e uma areia a menos fica ensonsa. Como diz o povo no meio é que está a virtude. O difícil é conseguir essse equlibrio. Com esta crise Mundial a galinha de ovos de ouro que é a exportação transforma-se numa tarefa muito difícil, pois todos procuram fazer o mesmo e como diz o povo quando os pobres são muitos algum hade ficar sem esmola. Reduzir salários e aumentar impostos tem o mesmo efeito imediato que dar um comprimido a um doente para lhe tirar as dores, mas o problema só será resolvido se for feita a intervenção cirurgica. Todos sabemos que a intervençao cirurgica é dolorosa no início, mas se correr bem é a única maneira de resolver o problema e trazer no futuro mais qualidade de vida. Por vezes é preferivel sacrificar uma perna para manter a vida.
FP
Sim há uma grande diferença entre a função pública e o governo central.
Exemplo, uma técnica de contabilidade na FP aufere 920 euros, no governo central na ordem do 1700 euros, porquê é esta diferença se tem o mesmo trabalho?
Sim cortar a sério no governo central.
Mas temos de elogiar Sócrates por tal desempenho cívico?
Re: FP
Re: FP
Amanhã chove ou faz frio?

Esta é aquela a que podemos chamar uma constatação fotográfica. Neste momento exacto, pode ser assim. Mas se tirarmos a fotografia daqui a uns dias, já a conclusão deverá ser outra.

A economia e o clima são muito parecidos. É por isso que os maiores mentirosos a que damos ouvidos diariamente são os meteorologistas e os economistas. Uns como outros apenas acertam se não for além de 5 dias.

DOliveira foi buscar estes truques para passar a sua “magia”. Mas não pega.

Nada nos garante que amanhã a Irlanda esteja pior ou melhor do que hoje, isso depende de muitos factores, mas podemos afirmar com segurança que, senão tivesse tomado as medidas que tomou, estaria muito pior, igual ou pior que a Islândia, falida. E para sair da falência, entre outras coisas, o desemprego aumenta descontroladamente, os ordenados caiem para metade ou menos, etc.

Por isso, estes fazedores de opinião pública deviam ser mais responsáveis quando abordam questões económicas com tanta segurança e com tanta sobranceria. Mesmo que estejam ao serviço de um partido ou de uma ideologia.
Fazer como o bugalho? Não!
Porque o bugalho tem tudo a ver com o alho.
Fidelidade...a quanto obrigas!
Palmas (finalmente)!

Alguém conhece Receita mais fiel, segura e previsivel que a obtida com o rendimento dos FP(s)? E ainda pagam IVA...
Mais, tomando em conta as devoluções, financiam o estado ao longo do ano, e, contrariamente ao mercado, sem cobrança de juros.
Reduzir/congelar os salários da FP? Despedir na FP?
Lindo!...
E que tal o resultado?! Mais desempregados, mais custos sociais e menos receita; Salário reduzido, menos receita via IRS a par de menor consumo e, logo, menos receita via IVA.
Ah! Salvam-nos as exportações não é?...
(só se for a da divida, que essa dava mesmo um jeitão exportar)
Re: Fidelidade...a quanto obrigas!
Re: Fidelidade...a quanto obrigas!
Re: Fidelidade...a quanto obrigas!
Os Velhos do Restelo
Não será altura de se começar a apresentar propostas alternativas sempre que não se concorde com as medidas propostas. Infelizmente, começo a acreditar que é por causa deste tipo de portugueses que estamos como estamos. A comparação com a Irlanda não é válida já que as reformas só terão um impacto positivo a médio e longo prazo. A não ser que tenha descoberto uma" floresta de patacas"!
Re: Os Velhos do Restelo
Re: Os Velhos do Restelo
DO e a demagogia barata
A Irlanda é um mau exemplo, o problema deles é o sistema bancário que necessita de gigantestas injecções de capital. O endividamente externo da Irlanda excede os 1000% do PIB. Porque o DO não olha para Espanha? Ao que parece estão já a começar a sair do buraco. Doi mas doi menos do que a vinda do FMI.
Re: DO e a demagogia barata
Re: DO e a demagogia barata
Re: DO e a demagogia barata
Re: DO e a demagogia barata
Você acha?
Vou perguntar ao Sr./Digníssimo/Expert/Economista/Historiador/Henrique Raposo…Era o que desconfiava, o Sr. Henrique Raposo acha o seu texto uma perfeita loucura e completamente irrealista, não acredita? Telefone-lhe.
Eu acho que o Governo, apoiado por todo o sector privado não só deve congelar os vencimentos e carreiras dos FP no mínimo até 2013 (como aliás, tem acontecido nos últimos 8 anos, mas de forma velada), assim como deve retirar o subsídio de férias, 13º mês e um corte nos salários no minimo de 20%, por sua vez entendo que estas medidas sugeridas devem ser aplicadas a todos os FP com um vencimento ilíquido menor ou igual a 1.000,00Eur/mês. O encaixe orçamental destas medidas deverá ser utilizado para aumentar os vencimentos dos gestores públicos e afilhados, dos políticos e afilhados, aumentar substancialmente “ninhos” de organismos com a famosa designação de utilidade pública, aumentar os apoios sociais a todos aqueles que não podem trabalhar porque o tempo que passam no café a fumar uns cigarros e a falar de bola é uma actividade muito desgastante, aumentar os subsídios/apoios e linhas de créditos ás empresas do sector privado que nos últimos anos tem mostrado prejuízos porque o problema está na crise, na crise para comprar mais um Mercedes, na formação profissional de “jovens” na área de “é tão bom receber nota para não fazer nada”, nas reformas acumuladas e douradas e last but not least, um par de óculos novos para o Sr. Henrique Raposo e um tacho na FP
Re: Você acha?
Re: Você acha?
Re: Você acha?
Diferente
O que é curioso é que ninguém dizia que o problema era completamente diferente quando a Irlanda fez os cortes salariais da FP. Aí, grande parte dos nossos economistas davam a Irlanda como excelente exemplo a seguir. Não era diferente então?

Já agora: a Espanha, que teve uma bolha imobiliária, é um país com aparelho produtivo sem qualquer comparação com o português e tem problemas financeiros bem diferentes, também é completamente diferente de nós. Mas neste caso, já se vê, é um diferente que já se pode comparar. Até ver, claro.
Re: Diferente
Re: Diferente
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