24 de abril de 2014 às 4:13
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Faria de Oliveira desvaloriza proposta para BPN

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) desvalorizou hoje a proposta de transformar o BPN numa instituição especializada no financiamento à internacionalização, já que a "banca responde às necessidades da economia".Clique para visitar o dossiê Caso BPN
Lusa
Faria de Oliveira disse que «a banca portuguesa corresponde inteiramente às necessidades da economia» António Pedro Ferreira Faria de Oliveira disse que «a banca portuguesa corresponde inteiramente às necessidades da economia»

O presidente da CGD , Faria de Oliveira, afirmou hoje à Lusa que "a banca portuguesa corresponde inteiramente às necessidades de apoio às exportações", desvalorizando a proposta de transformar o BPN numa instituição especializada no financiamento à internacionalização.

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Confrontado com a proposta do presidente da AICEP, Basílio Horta, de transformar o BPN numa "instituição especializada no financiamento e seguro de crédito à internacionalização", Faria de Oliveira afirmou que "a banca portuguesa corresponde inteiramente às necessidades da economia".   

Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), "haver um banco especializado nesta matéria seria uma matéria que requer tempo. Não se consegue criar um banco especializado num curto espaço de tempo".  
 
Em declarações à Lusa, à margem do Congresso das Exportações, em Santa Maria da Feira, Fernando Faria de Oliveira realçou que "compete ao Governo tomar uma decisão sobre o futuro do BPN", recordando que "o ministro das Finanças já disse que estava para breve".   
 
Ainda assim, sublinhou, "os bancos em geral têm serviços especializados de apoio ao comércio externo e estão devidamente apetrechados. Muitos deles internacionalizaram-se como a CGD que está presente em 24 países onde existem comunidades portuguesas e interesses mais significativos". 

Apoio aos clientes exportadores


"O banco deve estar onde estão os seus clientes e têm uma panóplia de apoios aos clientes exportadores, cobrindo praticamente tudo que é produto especializado no comércio externo", acrescentou.   
 
O presidente da AICEP defende a transformação o BPN numa "instituição especializada no financiamento e seguro de crédito à internacionalização", que prestasse apoio financeiro às exportações.  
 
"Quando se diz que queremos novos mercados, ninguém vai para novos mercados sem seguros de crédito. Daí a necessidade de criar mais uma instituição para coordenar e que seja mais eficaz no apoio financeiro às exportações", disse à Lusa Basílio Horta.  
 
O presidente da agência reconhece que Portugal tem já bastantes instituições responsáveis pela concessão de crédito às empresas, mas que carecem de especialização.

Financiamento à internacionalização


"Devíamos ter uma especialização no financiamento e no seguro de crédito à internacionalização. O Brasil tem, já tivemos o Banco de Fomento. Agora, precisamos de uma instituição financeira especializada no financiamento", sublinhou.  
 
Esclarecendo que "esta especialização não implica aumento de custos", o presidente da AICEP deixou uma sugestão para contrariar a "falta de coordenação" entre as várias agências de concessão de crédito: "bastava limpar o BPN, mudar-lhe o nome, e colocá-lo a funcionar em conjunto com a Caixa Geral de Depósitos e com os outros bancos".  
 
Basílio Horta diz que esta é uma sugestão "individual", sem qualquer relação com outras apresentadas pelo Governo, esperando no entanto que esta sugestão possa ser discutida do Congresso. 

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DESVALORIZAÇÃO É A ESTRATÉGIA
Faria de Oliveira desvaloriza proposta de especialização, proposta por Basilio Orta, bem como a solução está para breve, segundo o Ministro das Finanças. Decorridos dois anos de intervenção, são os mesmos traduzidos em quarentena. Um Plano de Negócios apresentado para a viabilização do Banco carece de profundidade, e redimensionamento face a rentabilidade e quadro de pessoal.
Justificará equacionar estes dois anos e a respectiva estratégia.

Cidadania de Escaravelho
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