18 de maio de 2013 às 17:29
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Famílias recorrem a prestações para pagar água

Algumas famílias estão com dificuldades em pagar as contas da água, mas os fornecedores evitam cortar os serviços, preferindo negociar.
Lusa

Planos de pagamento faseado, recurso a programas de apoio à aquisição de bens essenciais e, em alguns casos, violações de contadores são, além dos tarifários sociais, formas encontradas por famílias portuguesas em dificuldades para liquidar contas da água.

Ainda assim, apesar da crise, vários fornecedores municipais contactados pela agência Lusa disseram que o número de cortes do serviço por falta de pagamento não aumentou.

"O que tem aumentado é o pedido de pagamento das contas em prestações", afirmou o diretor-delegado do Serviço Municipalizado de Água e Saneamento de Viseu, Carlos Tomás, explicando que as pessoas, alegando "uma situação financeira preocupante ou difícil", pedem para fracionar o pagamento, na maior parte dos casos, em três ou quatro meses.

A Câmara tem um regulamento para ajudar pessoas carenciadas e com dificuldades que abrange também estas contas, mas há "conhecimento de casos de pessoas que deixem de ter água devido a problemas financeiros".

Evitar cortes


Em Portalegre, onde há 14 mil clientes, a dívida dos consumidores domésticos aos serviços municipalizados é de 25 mil euros e são efetuados cerca de 140 cortes por mês.

Contudo, de acordo com a Câmara, também não tem havido um aumento no número de cortes junto dos consumidores domésticos -- quando há dívidas, há vários mecanismos, como o segundo, a prorrogação do prazo ou o plano de pagamento faseado.

Para empresas, os prazos de pagamentos foram prorrogados em 45 e 60 dias.

A Águas do Ribatejo, empresa intermunicipal que abrange Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas, não notou um aumento significativo dos atrasos nos pagamentos e registou, no primeiro semestre deste ano, 10 mil cartas (13% do total de clientes) enviadas por esse motivo, tendo havido na maioria dos casos regularização imediata ou acordo para pagamento em prestações, sem juros de mora.

"Nos casos sociais graves temos tido a colaboração da Segurança Social, dos técnicos de Ação Social dos municípios e da DECO [Associação de Defesa do Consumidor] para tentar promover acordos que sejam possíveis de cumprir", explicou a empresa, lembrando que com o tarifário social um agregado com rendimentos inferiores a um salário mínimo per capita pode conseguir uma redução até 50%.

"Número significativo de situações irregulares"


Os cortes, indicou, só acontecem quando esgotadas todas as alternativas e o cliente assume que não vai pagar ou recusa responder às notificações.

Há ainda um "número significativo de situações irregulares" em que as pessoas "tinham violado os contadores ou mesmo retirado os mesmos e colocado uma ligação direta para não pagar os consumos". Nestas situações, há corte de água e exigência de regularização.

Na Guarda, os residentes com dificuldade no pagamento de faturas de água e luz ou medicamentos podem recorrer ao Plano de Emergência Social, no valor de 50 mil euros. Porém, segundo a vereadora da Ação Social, Elsa Fernandes, ainda não entrou qualquer pedido relacionado com contas da água.

Em Viana do Castelo há também negociação antes do corte e, se necessário, a intervenção dos serviços sociais. O município observou nos últimos meses a redução dos consumos e o aumento de 300% de pedidos de adesão à tarifa social.

Também nos Açores se tem notado uma quebra de consumo nos últimos anos. Em Ponta Delgada, onde os serviços municipalizados também negoceiam o pagamento faseado se necessário, não se notou um aumento substancial de cortes.

O mesmo acontece em Coimbra, concelho onde, segundo o presidente da empresa municipal Águas de Coimbra, a falha de liquidação dentro dos prazos é de 300 por mês. Marcelo Pereira disse não se prever um plano de apoio específico e sublinhou que, além de existir a taxa social, não houve subida brusca de tarifas.

Comentários 13 Comentar
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familias-recorrem-a-prestacoes-para-pagar-agua
Esta é a verdadeira fotografia do País real. No entanto de à uns tempos para cá, anda tudo a imitar o optimismo de Sócrates, que tanto criticaram e parece que por obra e graça do Espírito Santo, ou antes por uma varinha de condão tudo vai bem e de vento em popa. A realidade infelizmente para a maioria dos portugueses não é essa. Enquanto uns já se encontram a passar fome e outros estão a emigrar, tanto a fada como o alquimista parece ter-se enganado na solução. Alguns portugueses começam a gritar que o Rei vai nu, mas o governo continua a negar tal facto. Alguma Comunicação Social parece estar a acordar de um sono que tardava. Afinal quem foi que disse que os sacrifícios têm limite e os portugueses já não podiam suportar mais.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/d-januario-este-governo-e-corrupto.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/passos-portugal-no-bom-caminho.html

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viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/miguel-relvas-o-novo-papa.html

Re: familias-recorrem-a-prestacoes-para-pagar-agua Ver comentário
Os portugueses...
Estão a compreender muito bem as medidas do governo...

Sem água, por este andar, vão ficar tão sujos como quem os governa!
infelizmente
há por aí muita gente que corta na saúde, na comida, etc., mas nos Tablets, nos telemóveis topo de gama, nos computadores, roupas de marca e por aí fora, quanto mais e mais caro, melhor.
Re: infelizmente Ver comentário
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Re: infelizmente Ver comentário
Empreendedorismo dos port. custe o que custar
Empreendedorismo dos portugueses custe o que custar :

- Candeeiro a petróleo.

- Folha de alumínio.

- Violação de contadores.

Etc ...

Não deve faltar muito para vermos um salto na capacidade empreendedora dos portugueses da vez de se limitarem à área do consumo partirem directamente para a fonte , como aliás já se viu noutros países , como furos em depósitos de combustível na Nigéria , acesso a armazens de alimentos , etc ...

A necessidade aguça o desenrascanço e o empreendedorismo.
Quando até a água pode faltar,
por não termos como pagar o serviço, é de se pensar seriamente acerca da validade de um Estado, como espaço protetor do cidadão, como única razão de existir como ente jurídico. É algo impensável aceitar, numa democracia liberal, acontecimentos como o relatado na notícia. Se o Estado oprime o cidadão, com certeza estará castrando sua própria existência, sua própria razão de ser. Implodindo por dentro. Rio Grande
ESTES ANTES DOS INDIGENTES SÃO OS MAIS POBRES!
Não sou de esquerda e muito menos adepto de Subsidio-dependência, agora estes são se tirarmos os Indigentes os MAIS POBRES, muito abaixo dos que recebem RSI e afins, ninguém fica sem ÁGUA nesta altura do ano e a seguir vai p/ o café comer caracois, estes devem ser daqueles que têm uma vela acesa e uma bucha p/ comer, e provávelmente uma dezena de remédios por aviar na Farmácia há espera de melhores dias!!! É esta POBREZA DE SÉCULO 18 que devia estar a ser debatida no PARLAMENTO e nos GABINETES DO GOVERNO, ESTA POBREZA TERCEIRO MUNDISTA É A QUE MAIS ENVERGONHA PORTUGAL!!! A outra pobreza uns degraus acima é triste mas consequência de termos andado a viver à "Tripa Forra" durante anos, e termos agora que endireitar o Galinheiro!!! JÁ PENSARAM O QUE É VIVER C/ 40 GRAUS SEM ÁGUA???
Façam gatos.
Adeus Ó Terra, Adeus Linda Serra da neve a BRILHAR
Mas qualquer dia vão pedir empréstimos para pagar estas Prestações ! - E tudo : Graças ao querido PASSOS !
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