Já é considerada uma das principais indústrias digitais, quer pelo volume de receitas que tem gerado, quer pelo crescente interesse de milhares de milhões de consumidores em todo o mundo. As Apps, abreviatura da palavra inglesa applications, surgiram com os telefones inteligentes para facilitar a vida ao utilizador dando acesso direto a informação e serviços.
A generalização destes programas foi facilitada por serem produtos baratos e em muitos casos gratuitos, e hoje há milhões de aplicações móveis que tornam tudo possível, desde que acorda até que se deita.
Apps que facilitam a vida
São muitas as aplicações que lhe podem facilitar a vida fora de casa como descobrir um qualquer ponto de interesse, ou até enviar um documento importante, em qualquer hora e em qualquer lugar, digitalizando-o com o seu telefone e enviando-o por e-mail. Mas também dentro da sua habitação há aplicações que o podem ajudar na cozinha ou até a decorar o seu lar.
No entretenimento a escolha é infindável. Além das inúmeras aplicações de jogos, a música tem um lugar especial. É que com um smartphone é possível tocar qualquer instrumento, mas a flauta parece ser o mais incrível, pois o telefone transforma-se num autêntico instrumento de sopro.
Smartphones possibilitam fazer quase tudo
São os sensores dos novos aparelhos que tornam possível um sem fim deaplicações nesta área, incluindo a afinação dos instrumentos como a viola.Detetam o toque, movimentos e gestos ou sons e tornam o mais real possível qualquer tipo de experiência.
Há Apps para todos os gostos, carteiras e sistemas operativos, e as empresas já perceberam que esta é uma ferramenta poderosa de marketing para chegar ao consumidor, que pode estar sempre ligado e informado: pode por exemplo saber qual o centro comercial com as promoções mais apetecíveis ou interagir diretamente com os produtos que consome. Com o leitor de QRCodes, códigos de barras inteligentes, podemos apontar e ajustar o telefone para que o código ganhe vida e nos dê acesso a informação adicional.
Apps úteis
Na área dos utilitários também a escolha é enorme, sendo possível por exemplo ter nos dispositivos móveis todos os tipos de cartões de cliente que normalmente enchem a carteira, ou até cartões de embarque, cupões de desconto e bilhetes de cinema.
As Apps não têm limite e vão desde as coisas mais simples como fazer chamadas ou enviar mensagens escritas gratuitas, às coisas mais complicadas como ajudar o utilizador a deixar de fumar, um daltónico a distinguir as cores, a ajudar pessoas em fase inicial de demência a localizarem-se ou a detetar sinais de cancro de pele, ou ainda até servir como sistema de alerta de ataques aéreos em zonas de conflitos de guerra. Nem o céu parece ser o limite...
Assistir a um concerto onde a atração principal é um computador já faz parte do universo musical contemporâneo e os investigadores tem apostado cada vez mais na relação entre o músico e a máquina. Desta forma os especialistas na área da música tentam incorporar nos computadores capacidades sensoriais semelhantes às dos humanos.
Obras musicais produzidas por computador
Apesar dos avanços tecnológicos ainda estamos longe da possibilidade das máquinas criarem obras-primas musicais. "Neste momento é praticamente impossível pôr um computador a ouvir como nós, ou a compor música como nós", afirma Carlos Guedes. Para comporem obras de arte musicais terá de ser possível programar as máquinas com um cérebro brilhante, e com a sensibilidade e o caráter impressionável dos compositores.
Aplicações tecnológicas
Na vertente humana o que tem avançado muito é o desenvolvimento de soluções que permitem a pessoas sem conhecimentos musicais produzirem melodias através de aplicações que reproduzem os sons de um instrumento.
O GIMMEDABLUES é um exemplo de uma solução desenvolvida pelo INESC Tecnologia e Ciência do Porto, pensada para iPad, iPhone e iPod, que reconhece o estilo blues e que permite a um utilizador, sem experiência, tocar trompete e piano produzindo sons e melodias deste estilo musical.
Por outro lado o RAMA, também desenvolvido pelos investigadores do INESC TEC, funciona através de uma exposição gráfica das preferências do utilizador, onde o computador recomenda géneros musicais ou artistas com base nas músicas que habitualmente ouvimos.
Mais de duas mil cidades em todo o mundo estão a tornar-se mais inteligentes através de tecnologia da IBM.
Com a interligação de muitas das tecnologias já existentes, as cidades do futuro vão poder resolver situações de gestão de tráfego, sustentabilidade, emergência ou até de prevenção de crimes.
Crime antecipado com o recurso à tecnologia
A polícia Norte-americana está a conseguir prever e atuar antes que as situações aconteçam com o recurso a bases que albergam os dados históricos e estatísticos de todos os crimes passados e também de criminosos. Esta informação permite criar um mapa de zonas mais sensíveis e problemáticas. Os dados são cruzados e ficam acessíveis a todos os agentes da polícia, interligando tecnologicamente e em tempo real as equipas necessárias para resolver um crime.
O que este sistema faz é uma interligação entre todos os dados captados ao longo dos anos para prever comportamentos, tendências e padrões de crimes, através de software de análise preditiva da IBM. Esta informação tecnológica já ajudou as forças de segurança a reduzir em 28% o crime nos últimos 5 anos.
Tecnologia torna cidades mais inteligentes
Além da maior eficácia na saúde, na segurança e na gestão de situações de emergência, muitos outros são os desafios que as cidades enfrentam como a gestão da sustentabilidade, da energia ou da mobilidade. Desafios que num futuro próximo terão problemas acrescidos. "É possível prever que daqui a poucos anos, cerca de 70% da população mundial viverá nas zonas urbanas, hoje já mais de 60% da água potável que é consumida no mundo é feita nas cidades, mais de 75% da energia elétrica é consumida nessas mesmas cidades e mais de 80% da emissão de gases com efeito de estufa são emitidos nessas mesmas cidades, portanto há aqui um tema de sustentabilidade evidente, as infraestruturas que foram desenvolvidas ao longo dos últimos anos já não são capazes de acomodar esta pressão adicional". Garante António Raposo de Lima, presidente da IBM Portugal.
Mais pessoas, mais tráfego, mais infraestruturas exigem interligação de setores que fazem funcionar uma cidade. Com a integração de toda a tecnologia já existente é possível ter um único sistema integrado de comunicação e informação que agrega uniformemente os milhões de dados, colocando várias tecnologias a falarem a mesma língua. Este parece ser por agora o segredo para que as cidades do futuro, que serão mais populosas, sejam também mais inteligentes.
Seis investigadores receberam o Prémio de visão António Champalimaud 2012, que este ano distinguiu avanços excecionais na compreensão dos mecanismos da visão.
As tecnologias desenvolvidas pelos cientistas permitem o estudo aprofundado da estrutura e das doenças da retina. O prémio ,no valor de um milhão de euros, é o maior galardão ao nível mundial nesta área.
Combater a cegueira
Estima-se que o número de cegos vá duplicar nos próximos 20 anos e que 4 em cada 5 dessas pessoas perca a visão desnecessariamente. Por falta de cuidados de saúde adequados, 80% dos casos de cegueira, à escala global, encontram-se em países em vias de desenvolvimento. O Prémio de visão António Champalimaud tem galardoado desde 2007 o combate à cegueira nestes países e organizações que se destacam pelos contributos para compreender melhor o funcionamento da visão.
"Temos de novo um prémio que cobre dois grupos e temos aqui duasgrandes inovações tecnológicas que mudaram a oftalmologia nosúltimos 10 anos e continuam a mudar e que nos vão levar ainda a mais emaiores descobertas", explica André Valente, responsável pelos prémios da Fundação.
Ver os olhos por dentro em alta resolução
Uma das tecnologias galardoadas é a tomografia de coerência ótica que permite ver com grande resolução zonas internas do olho, como a retina, sem ser preciso tocar no paciente ou recorrer a injeções como no passado. Ao gerar imagens transversais a três dimensões, esta tecnologia dá ao médico informação única sobre as doenças dos olhos, detetando-as mais cedo do que qualquer outro método.
"A tomografia de coerência ótica revolucionou o tratamento das doençasdos olhos, à escala global, e é hoje rotineiramente usada para tomardecisões clínicas sobre o tratamento de pessoas com doenças que levamà cegueira, como a degeneração da mácula, a retinopatia diabética e o glaucoma" afirma Carmen Puliafito, da Universidade da Califórnia do Sul, um dos galardoados.
Da Astronomia para a Oftalmologia
A segunda tecnologia distinguida foi inicialmente desenvolvida por astrónomos para melhorar a performance dos telescópios e adaptada para oftalmologia. A ótica adaptativa permite ver com grande nitidez as células da retina e tem vindo a ajudar médicos e investigadores a perceber as alterações causadas pelo envelhecimento ou por doença.
Estas tecnologias, agora premiadas pela Fundação Champalimaud,revolucionaram a oftalmologia nos últimos dez anos e podem vir a potenciar novas descobertas.
Um bloqueio da Internet, de eletricidade, da água, de alimentos ou até mesmo a possibilidade de sermos subjugados à vontade de robôs inteligentes são alguns exemplos de "Acontecimentos Extremos - 11 Cenários para Uma Catástrofe", descritos no mais recente livro do cientista e matemático
John Casti.
Cenários para uma catástrofe
O limite do acesso à Internet representa uma dor de cabeça para muitos mas para outros pode representar perdas de milhões. Numa sociedade a falha global da Internet pode levar aos caos. De acordo com John Casti, "se a Internet simplesmente deixasse de funcionar, a sua vida e a minha seria horrível: eu não poderia voltar para Viena, os sistemas de transportes não funcionariam e não poderia levantar dinheiro porque as caixas multibanco deixariam de funcionar".
Num outro cenário, uma qualquer parte do mundo poderia ser atingida por uma onda eletromagnética que destruiria tudo à sua passagem. Esta onda de choque resulta de uma explosão de alta energia, produzida por exemplo por uma bomba atómica, que geraria uma sobretensão nos circuitos dos telemóveis, computadores, televisões e meios de transporte. O seu impacto afetaria igualmente infraestruturas de fornecimento de energia, alimentos, água e comunicações.
Plano Doomsday
Recentemente foi revelado um plano ultra secreto de sobrevivência dos EUA que está pronto para ser aplicado em caso de um acontecimento extremo. O plano Doomsday foi preparado para o estado da Virgínia, a poucos quilómetros de Washington, onde foi planeada uma fortaleza a 300 metros de profundidade.
Está equipado com um reservatório com água suficiente para abastecer 2000 pessoas diariamente, um hospital com farmácia e exames de diagnóstico como RX. Tem um estúdio de TV para o presidente fazer comunicados ao país durante um período de crise e até tem um crematório.
Este complexo que permite a sobrevivência de 200 pessoas durante dois anos é a prova de que os Estados Unidos valorizam a possibilidade de ocorrência de acontecimentos extremos, seja qual for a sua origem.
Usar a cloud é o futuro e estão a ser pensadas soluções para empresas que vão revolucionar a relação dos colaboradores com os seus ambientes de trabalho.
"A empresa não precisa de fornecer aos seus empregados uma ferramenta informática" basta fazer um "pop-up de um ambiente virtual de trabalho que lhe permite aceder a todos os serviços e aplicações da empresa", exemplifica o Diretor de Marketing da Alcatel-Lucent Portugal, Guive Chafai.
Virtual desktop
Ao utilizarmos desktops virtuais deixamos de correr o risco de perder a informação em caso de avaria ou de perda do computador porque os dados não estão guardados fisicamente na memória do equipamento mas sim na rede, na chamada cloud, ou nuvem. Para além disso os custos de manutenção e actualização de aplicações e software, como por exemplo antivírus, também diminuem na medida que são garantidos pelos responsáveis destes "servidores virtuais".
Vídeos na "nuvem"
Com a cloud a gravação de vídeo deixa se estar condicionada pela capacidade de armazenamento das tv box e permite o acesso aos conteúdos adaptados a diferentes equipamentos. "O filme que gravou fica disponível na altura que lhe for mais conveniente e no seu i-Phone, Android ou i-Pad", acrescenta Marwan Matta, responsável por Soluções Cloud da Alcatel-Lucente.
O desafio está em garantir o mesmo serviço com custos mais reduzidos e com níveis de segurança elevados para que o utilizador, ao usar a cloud, não questione a forma como o serviço está a ser fornecido, e pense apenas que a sua informação está na "nuvem" e que ela pode ser transportada para qualquer lugar, sem ter de pensar onde ela se encontra fisicamente.
As medidas de austeridade têm provocado um descontentamento colossal entre os portugueses, que encontram nas manifestações a única forma de mostrar a sua indignação. Milhares têm vindo para as ruas, mas é sempre polémica a forma como são contabilizados os manifestantes.
A força social das manifestações
Semana após semana, as ruas e praças de norte a sul do país enchem-se de pessoas descontentes com a atual situação económica. Quanto mais pessoas mais força social tem o protesto tornando-se fundamental determinar o número de participantes nas manifestações. A verdade é que raramente existe consenso em relação aos números.
Como se contam pessoas
Nos métodos convencionais são utilizadas ferramentas como o Google para calcular a área onde estão concentradas as pessoas e depois determina-se que por m2 poderá estar entre duas a seis pessoas, dependendo da concentração da massa humana. Depois é feita a extrapolação desse valor de acordo com a área ocupada.
E fácil haver discrepâncias nos balanços dos protestos por isso o recurso a técnicas alternativas apoiadas em tecnologia avançada podem diminuir substancialmente as margens de erro.
Foi a isso que se dedicou uma empresa fundada por investigadores da Universidade do Porto que utiliza os sinais de telemóvel para definir o número de pessoas que estão num determinado lugar. "O telemóvel emite ondas rádio, bluetooth, Wi-Fi, GSM e são essas ondas que nós captamos, anonimamente, nós não sabemos quem é a pessoa, o número de telemóvel" e depois esse sinal "é processado pelo nosso software que nos dá os números, as frequências, toda essa informação que é utilizada", explica Roberto Ugo da Around Knowledge
Métodos tecnológicos versus tradicionais
Na manifestação organizada pela CGTP contra o desemprego, a Around Knowledge contou pela primeira vez pessoas numa manifestação a pedido do Falar Global. Foi definido um perímetro com um raio de alcance de 30 metros e todos os dispositivos captados pelo sistema foram contabilizados. Com esta técnica foram contadas mais de oito mil pessoas na Praça da Figueira. Neste caso um número bastante próximo do avançado pelo método de observação tradicional que foi de cerca de sete mil e quinhentas pessoas.
Do outro lado do Atlântico, Nuno Vasconcelos, um investigador português da Universidade da Califórnia, em San Diego, pretende dar capacidade de visão aos computadores para reconhecerem pessoas e objetos através de imagens vídeo. O projeto, ainda numa fase inicial, está a ser testado no campus da universidade e consiste num modelo estatístico que relaciona o movimento em imagens captadas por vídeo com o número de pessoas e poderia ser igualmente utilizado para contagem de multidões em manifestações onde seria esperada uma redução da margem de erro para um por cento.
Como vão ser os edifícios do futuro e a forma como os edifícios inteligentes vão alterar o nosso dia a dia? O Falar Global mostra o que está a ser repensado para a cidade de Toronto, no Canadá
Edifícios sustentáveis
O Canadá é o epicentro de uma revolução na construção civil.Engenheiros e arquitetos trabalham em conjunto com investigadores da CISCO para desenvolverem soluções que permitam criar edifícios inteligentes, com sistemas que comunicam entre si, que transformam radicalmente a forma como as pessoas interagem com os espaços.
Conforto aumenta a produtividade
Uma torre de 26 andares no centro de Toronto foi construída de modo a garantir maior produtividade com soluções sustentáveis e tecnológicas.
Neste edifício uma consultora financeira equipou os seus escritórios com as soluções de comunicação em rede da CISCO e nenhum detalhe foi deixado ao acaso: um telefone de secretária ligado a um sistema central permite controlar, comodamente, as luzes, os estores e a climatização sem ter de sair da secretária.Ecologia e sustentabilidade
O centro de Evergreen Brick Work é um complexo industrial desativado na década de 80. É composto por 16 edifícios que foram transformados num espaço comunitário virado para a ecologia e para a sustentabilidade. "Temos muitos edifícios velhos no mundo e encontrar novas formas de usá-los e transformá-los em edifícios progressivos, focados na eficiência energética é muito importante", afirma o diretor executivo do centro, Geoff Cape.
A tecnologia da CISCO aplicada a este novo conceito de construção de edifícios inteligentes é suportada pelas redes de nova geração e pela fibra óptica que possibilita um sem fim de novas oportunidades. Se já é possível que os sistemas de um edifício comuniquem entre si, no futuro poderá ser possível estabelecerem-se ligações entre edifícios e quem sabe até entre cidades.
Nas últimas semanas, o semanário Expresso tem vindo a publicar os resultados do maior estudo sobre o sexo dos portugueses, alguma vez feito na imprensa nacional, incluindo o sexo virtual. Os resultados foram surpreendentes: 19% dos homens portugueses já tiveram sexo com alguém que conheceram na net e 9% dos quem têm internet já tiveram "sexo virtual".
Namorar à distância
É à distância que Carla Ameida fala com o namorado Mark, natural e residente nos Estados Unidos. A internet permite abrir uma janela entre continentes que está sempre aberta ao longo do dia. Habituada a usar a web por questões profissionais há duas décadas, para esta publicitária de 40 anos é normal falar com amigos e colegas virtualmente e agora, embora com maior dificuldade, também manter uma relação amorosa. "Emocionalmente consegue-se uma ligação forte até porque não tendo a parte física, somos obrigados a falar mais, é um estímulo muito intelectual, muito emocional e a componente física, quando há passa pelo estímulo psicológico" explica Carla acrescentando que "mesmo o desenrolar de uma situação física online tem algumas nuances que não se colocam quando estamos na presença da pessoa: ninguém pensa como vai ficar despido perante uma câmara porque é essa a forma que nós temos de chegar ao outro lado, isso quando estamos fisicamente com a pessoa ninguém pensa como está a imagem para o outro".
Sexting
Enviar fotografias e mensagens eróticas, o sexting, poderá ser uma das formas de se manter uma relação amorosa à distância, podendo mesmo ser encarada como uma nova dimensão da sexualidade praticada por cada vez mais portugueses. O problema é que o sexting pode ter efeitos colaterais perigosos. Um dos casos mais extremos foi o de uma adolescente americana que enviou fotografias ousadas para um rapaz com quem mantinha uma relação. O suposto namorado reenviou as imagens para toda a escola, e a vergonha e a humilhação social levaram a jovem a suicidar-se.
Sexo dos portugueses
Em Portugal o fenómeno do sexting foi quantificado: um quinto dos portugueses que usam a web já enviou fotos suas com alguma nudez. Estes resultados fazem parte do maior estudo alguma vez publicado na imprensa nacional que espelha a vida sexual dos portugueses.
"Tivemos uma enorme preparação prévia, falámos com vários especialistas: sociólogos, psicólogos, sexólogos que nos ajudaram a construir um inquérito "perfeito" que depois foi feito a 1220 inquiridos representativos da população portuguesa, portanto com uma grande abrangência, e a ideia é de facto perceber o que se passa debaixo dos lençóis nas casas dos portugueses" explica Mafalda Anjos, diretora darevista Única do Expresso.
O Sexo e a Internet
No que toca ao uso das novas tecnologias para fins sexuais, 19% dos homens portugueses já tiveram sexo com alguém que conheceram no ciberespaço e 9% dos quem têm internet já tiveram "sexo virtual".
Para Ana Carvalheira, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica são várias as motivações: "desde obter satisfação sexual de uma forma rápida e fácil, até encontrar pessoas para encontros offline, o cibersexo pode ser uma plataforma de seleção e de escolha de um parceiro com os mesmos interesses, com as mesmas preferências e daí sair para o real, ou melhor, sair para o contexto offline, para um encontro sexual sem consequências, até aliviar o stress, divertimento e também encontrar pessoas para uma relação mais séria".
Na verdade, à distância de um clique, encontram-se pessoas com os mesmos gostos e preferências que de outra forma levaria muito tempo a conhecer. E especialmente para alguns grupos sociais, como pessoas com mais de 65 anos, a web está a tornar-se numa ferramenta preciosa, sendo este grupo etário o que mais a usa para procurar parceiros sexuais ocasionais. Mas à parte da busca de novas relações, a internet é também um novo espaço de equívocos e traições, havendo portugueses a omitir dos seus parceiros alguns dados que publicam no Facebook.
As redes sociais são hoje na verdade ferramentas rápidas e económicas para fazer amigos, encontrar parceiros sexuais ou até para o resto da vida. O imediatismo poderá ser sinal dos tempos onde cada vez se dá menos importância ao espaço privado.
Os conflitos entre a Apple e a Samsung estão a colocar os direitos de propriedade industrial na ordem do dia. Mas os variados processos judiciais entre as duas empresas estão também a ser vistos, por alguns especialistas, como o uso dos tribunais para negociar preços de futuros acordos de licenças.
Dos muitos conflitos judiciais que as empresas têm em vários países, um tribunal dos Estados Unidos deu razão à Apple, num dos processos com o valor da indemnização mais elevada de todos os tempos. A tecnológica sul-coreana foi condenada a pagar mais de mil milhões de dólares, cerca de 800 milhões de euros, à Apple por ter copiado, segundo este tribunal, o design do iPhone e do iPad e algumas das funcionalidades como os ícones das aplicações.
A Samsung, que se prepara para recorrer da decisão e que pode ainda ver alguns dos seus smartphones e tablets banidos do mercado americano, também acusou a Apple de violar algumas das suas patentes, mas o tribunal rejeitou todas as acusações.
Samsung também acusa Apple de violação de patentes
"A Samsung por sua vez defendeu-se dizendo que não havia infração e que muitas destas invenções da Apple já eram conhecidas e já faziam parte do estado da técnica quando foram protegidas. Há até uma curiosidade, um dos elementos que a Samsung usou em sua defesa foi o filme de Stanley Kubrick, o "2001 Odisseia no Espaço", dizendo que aí era apresentado um dispositivo que reproduzia basicamente aquilo que são as características do design mais originais dos produtos da Apple", avança Telmo Vilela.
À parte dos conflitos, as duas empresas continuam a manter relações comerciais. A Samsung é a maior fornecedora de componentes da Apple. Talvez por isso esta guerra judicial seja apontada por alguns especialistas como uma negociação onde as gigantes tecnológicas estão a usar os tribunais para ajudar a fixar preços de futuros acordos de licenças.