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Fado é Património Imaterial da Humanidade (vídeo)

A UNESCO reconheceu o Fado como Património Imaterial da Humanidade, numa candidatura "exemplar" que teve Mariza e Carlos do Carmo como embaixadores. (Vídeo SIC no fim do texto)
"O Fado" (1910), do pintor José Malhoa

O fado é Património Imaterial da Humanidade segundo decisão hoje tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura - UNESCO).

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade e escolheu os fadistas Mariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.

A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 2 de maio de 2010 e apresentada publicamente na assembleia Municipal, no dia 1 de junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.

No dia 28 de junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da NESCO. Em agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.

A candidatura portuguesa foi considerada como exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como o Paraguai e Espanha.


Clique no vídeo SIC para ver o momento da decisão




Opinião


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Não se trata de uma questão de gosto
É correcto afirmar que faz parte do nosso ADN só reconhecermos o que temos de bom após o reconhecimento externo. Talvez, esse tal genoma não existisse antes do "orgulhosamente sós" que nos levou a suspirar por tudo o que fosse estrangeiro. Mas, desde Amália, passando pelos Madredeus, pela Brisa, etc. parece que estes homens, mulheres e empresas lusos só foram devidamente reconhecidos por cá depois de terem sido louvados por lá.

Quanto ao fado, não se trata de gostar ou não gostar. Trata-se apenas de reconhecer que é um estilo musical (como tantos outros, é certo) que identifica a nossa nação e que serve muito bem o papel de embaixador.

Ana Moura, elogiada pela sua actuação na passada sexta-feira pelo jornal italiano Corriere della Sera deste passado sábado, diz que o fado sempre foi património da humanidade: Ao longo dos últimos anos, tenho tido a sorte de viajar pelo mundo todo e perceber o carinho que diferentes raças, religiões e culturas nutrem pela nossa canção. Por isso, arrisco-me a dizer que o Fado sempre foi património da Humanidade".

Concordo em absoluto com ela.
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Re: Não se trata de uma questão de gosto
Fado é Património Imaterial da Humanidade
Parabéns ao Fado Parabéns a Portugal e a todos os portugueses que concorreram para esta vitória. Felizmente, ou finalmente aqui temos uma noticia que deve deixar feliz todos os portugueses, independente das suas ideologias políticas, mesmo aqueles que não apreciem o Fado.

http://www.youtube.com/wa...

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Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Re: Fado é Património Imaterial da Humanidade
Fado: Uma boa bandeira, embora que não nacional
Não sou um especial apreciador do fado.

O fado não me diz muito, a não ser quando a voz empresta todos os encantos. Mas isso acontece também com outros géneros musicais...

Mas considerar o fado a canção de Portugal (como alguns querem fazer querer), é algo que nunca concordarei.

Felizmente a UNESCO considerou o fado património imaterial da humanidade. Estamos de acordo e fico contente.

O fado é uma costela deste povo, não o seu corpo.

Aliás, o fado é regionalmente localizado, por isso nunca deve ser considerado uma expressão nacional, tal como não o é o fado de Coimbra.

Nesta alegria de termos mais uma bandeira, convém haver algum discernimento.
Re: Fado: Uma boa bandeira, embora que não naciona
Re: Fado: Uma boa bandeira, embora que não naciona
Re: Fado: Uma boa bandeira, embora que não naciona
Re: Fado: Uma boa bandeira, embora que não naciona
o nosso fado
O nosso fado é a maioria da população portuguesa só ter património imaterial... (just kidding).
Parabéns à organização.
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Re: o nosso fado
Folclore
Sempre gostámos muitos destas touradas, a armar ao zé malandro.

Um lamento de marginais, com histórias de infidelidades e prostituição, com malandrecos de navalha e aí está todo o povinho babado.

Pode ser algum troiko se comova e faça um descontozinho.....
Re: Folclore
Re: Folclore
Re: Folclore
Não podia ter sido escohida melhor altura para o
fado ter sido escolhido patrimonio imaterial da humanidade, dada a tristeza que nos invade a alma...
tamos safos
acabou-se a crise
Parabéns
Algo que nos enche de orgulho. Somos ou não somos bons? Importamos ou não neste mundo?
Agora, RETOMAR CANDIDATURA DE LISBOA

Afinal Santana Lopes , na CML, tinha VISÃO ESTRATÉGICA !!!

Impõe-se RETOMAR a candidatura de Lisboa a Património Mundial.

Não só da Baixa Pombalina mas de toda a ZONA HISTORICA DE LISBOA

Além de desenvolver o TURISMO CULTURAL, em época de crise que continuara, como de SALVAGUARDA dessa zona, alvo do apetite insaciável dos especuladores, arquitectos sem ética, construtores, etc.

Vale a pena pensar grande e acabar com os nossos COMPLEXOS DE INFERIORIDADE

E também, agora, a CML deve classificar as poucas tabernas , cafés, casas onde se cantava outrora o FADO, e as casas onde nasceram a Severa, Amália etc

VIVA O FADO e a MÚSICA TRADICIONAL PORTUGUESA !!!!!
Re: Agora, RETOMAR CANDIDATURA DE LISBOA
Fado, sina.....
Ora aqui está a chancela que nos faltava para pôr em cima do "bolo"!
Fado só rima com português porque a nossa vida é mesmo um fado, embora nas palavras do Camané, seja um sentimento da realidade lisboeta.
Ser reconhecido é melhor do que não ser (seria frustrante), mas é sempre chocante estar submetido a comissões de avaliação e a interesses inconfessáveis e ainda a uma poderosa máquina de marketing que vá- se lá saber por quanto ficou aos portugueses.
Agora as casas de fado já podem tirar partido desta honraria e cobrar mais uns cobres....
Como tudo na vida também este galardão será efémero e daqui a uns tempos já ninguém se lembra disso!
Seja como for, Parabéns a todos que estiveram a ele ligados.
Já era património de uma parte da humanidade..
... constituída pelas pessoas tristes, saudosistas, tradicionalistas e até por marialvas! Agora é património de toda a humanidade. Incluindo eu que não gosto de fado ... futebol e fátima :-)

Mas está muito bem. Até dá jeito, num altura em que o mundo ocidental está a sair de uma ressaca de euforia consumista! Talvez ajude um pouco "o pessoal" a aceitar com mais resignação os enormes sacrifícios que se avizinham!
El sonido silente.
El sonido
candoroso, el
tierno pasado
que canta en
el sol regalando
una rima.

Francesco Sinibaldi
Hum...
Sem dúvida que é. É o sentimento de um povo e quanto a isso nem discuto, porque sou músico e adoro o fado, mas nesta hora temos que guardar em casa as guitarras e as violas e tentarmos instrumentos mais fortes, tais como trombetas, trompetes e toda a parafernália que uma banda nos dá e, a compasso binário, acordarmos as pessoas para o embalo em que estamos metidos com o ladro-políticos.
http://www.youtube.com/wa...

Re: Hum...
Re: Hum...
O fado dos mentecatos
Fico perplexo com a mesquinhez de todo este alarido. O fado fez o seu caminho, foi música de regime, hibernou durante os primeiros anos da democracia e rejuvenesceu nas últimas décadas, tudo num processo natural de maturação. Ao ver esta arruada de mentecatos
mendigar o reconhecimento de um valor nacional, uma mais valia da nossa alma que é uma válvula de escape às nossas frustrações, aos nossos receios e uma manifestação sublime da nossa idiossincrasia, tenho arrepios de nojo, porque este povo não acredita nos seus próprios valores e recorre incessantemente ao reconhecimento alheio. Somos um povo de mendicantes, já o fizemos com o “euro 2004” onde quisemos o reconhecimento do mundo relativamente à nossa capacidade de organização, o que ganhámos com isso foi o escárnio universal quanto à nossa capacidade de endividamento. O fado tem uma matriz hermética, está intrinsecamente associado à saudade, à nostalgia de um povo confinado ao mar, sem escapatória que não seja a procura de soluções sempre novas para a sua sobrevivência. Entregar a chave deste desfecho ao reconhecimento alheio é no mínimo antipatriótico (se bem que esta palavra não conste no meu léxico). O fado deveria ser o nosso orgulho e não o nosso logótipo.
Faço minhas estas palavras
Parece que o fado ficou entre os sete candidatos finais à distinção de Património Oral e Imaterial da Humanidade, certificação distribuída pela importantíssima UNESCO. Não é excitante? Para as "personalidades" responsáveis pela candidatura, que passam férias pagas em Bali onde o comité da UNESCO se reúne por estes dias, claro que sim. Para a embaixadora da candidatura, a fadista Mariza, também.
(...)
Ninguém sabe o que é o jazz, perdido nas brumas da memória por não integrar o Património Oral e Imaterial da Humanidade. Mas toda a gente conhece a música das trombetas transversais da comunidade Tagbana, que consta do Património. Ninguém se lembra do tango, mas o Nha Nhac vietnamita consta do Património e é familiar a qualquer criatura. Ninguém faz ideia do que sejam o samba ou a bossa nova, mas a música ritual do Santuário de Jongmyo consta do Património e é freneticamente consumida pelas massas.
(...)
no fundo, a lista da UNESCO distingue a produção cultural dos povos e dos países culturalmente abonados (tipo Bolívia, Guatemala, Bangladesh, Quirguistão e a África em peso) das sociedades artisticamente estéreis (a americana, a britânica, a alemã e, grosso modo, as ocidentais). De um lado, a pujança criativa; do outro, o vazio. Se houver justiça na Terra e em Bali, não custa perceber em que grupo acabará Portugal. Nem que fado é o nosso. Agora todos juntos como na ONU: tudo isto existe, etc.


Alberto Gonçalves, hoje no DN
Opiniões
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
Re: Faço minhas estas palavras
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Re: Faço minhas estas palavras
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