A despesa da Segurança Social com subsídios de desemprego e medidas de apoio ao emprego aumentou 23,9% nos primeiros seis meses do ano. De acordo com os números da execução orçamental da Segurança Social divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento, estas medidas custaram €906 milhões ao Estado na primeira metade do ano. Em média, foram gastos 80 milhões por mês para apoiar os desempregados.
São mais €185 milhões que no mesmo período de 2008 que representam a factura a pagar pelo agravamento do desemprego. O número de inscritos nos centros de emprego tem crescido sistematicamente nos últimos meses e atingiu em Maio, segundo os últimos dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, 489115 pessoas. Isto é, mais 27,6% que em Junho do ano passado.
É a consequência da crise económica que já lançou a economia portuguesa em recessão no final do ano passado e que este ano vai roubar mais de 3% ao produto interno bruto (PIB). O ano de 2009 vai ser o pior desde a década de 70 e a taxa de desemprego, avisam algumas instituições internacionais, pode chegar aos dois dígitos no próximo ano.
O último valor do Instituto Nacional de Estatística, para o primeiro trimestre deste ano, aponta para 8,9%. Já o Eurostat, o gabinete de estatísticas europeus, estima que a taxa tenha ficado nos 9,3% em Maio.
Mas os efeitos da crise não se sentem apenas na factura do subsídio de desemprego. As despesas com o rendimento social de inserção cresceram 17,9%, a verba gasta com o complemento solidário para idosos que o Governo tem vindo a alargar aumentaram 181,5% e os custos com acções de formação, outra aposta para combater a crise, subiram 46,7%.