O administrador da PT Rui Pedro Soares anunciou hoje que vai processar o Correio da Manhã por o envolver numa alegada operação de financiamento da campanha do PS nas últimas eleições legislativas.
"Já dei instruções aos meus advogados para processarem o Correio da Manhã pelas notícias difamatórias que envolvem o meu nome e foram hoje publicadas", refere o administrador da PT, numa nota enviada à agência Lusa.
Segundo o jornal Correio da Manhã, "o ex-futebolista Luís Figo recebeu 750 mil euros da PT pouco tempo depois de acertar a sua participação na campanha eleitoral de José Sócrates".
O mesmo jornal adianta que o "pivô" da operação foi o administrador da PT Rui Pedro Soares.
"Falsidade das notícias"
Na nota enviada à agência Lusa, Rui Pedro Soares afirma que "nunca, não apenas na PT, mas também em outras sociedades, associações ou organizações" a que pertence sugeriu sequer a alguém que apoiasse qualquer candidato a primeiro ministro.
"Estou convicto que todos os outros difamados confirmarão a falsidade destas notícias", aponta Rui Pedro Soares, numa alusão ao facto de a notícia do Correio da Manhã visar também Luís Figo e a deputada socialista Inês Medeiros.
Rui Pedro Soares critica também "quem se põe a monte para fugir à justiça e se tenta esconder atrás da liberdade de imprensa para desrespeitar os tribunais", sem se referir em nenhuma entidade em concreto, vendo neste tipo de atos "um ataque aos fundamentos do Estado de Direito".
Rui Pedro Soares deixa recado
As suas motivações práticas e métodos são evidentes a todos os que conseguem abstrair-se do ruído mediático. Estive, estou e estarei do lado de quem respeita a justiça e o Estado de Direito. Do outro lado está quem se encontra fora da lei", contrapôs o administrador da PT.
Rui Pedro Soares deixa ainda um recado: "a todos os justos, lembro que podem ser os próximos. Reitero que os tribunais já falaram e que continuarão a falar no futuro".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
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