As buscas efectuadas na segunda-feira às instalações da PT, conforme avança a própria operadora em comunicado, terão sido feitas com "o conhecimento das autoridades judiciárias".
"A empresa, que não está ser investigada, prestou toda a colaboração que lhe foi solicitada", acrescenta .
O comunicado de apenas dois parágrafos não justifica a razão de tais buscas. Tudo indica, no entanto, que terão sido realizadas pela equipa da Polícia Judiciária de Aveiro, no âmbito do processo "Face Oculta". Nesta operação terão sido inspeccionados os gabinetes de Rui Pedro Soares e de Paulo Penedos, assessor da PT e arguido no processo que envolve o negócio com sucatas.
A diligência resultou de um pedido de investigação aberto na sequência das escutas que detectaram o envolvimento do (até hoje) administrador da PT, Rui Pedro Soares.
Em comunicado, Paulo Penedos desmente que mantenha um gabinete na PT e, portanto, que possa ter sido alvo de buscas.
No mesmo dia em que se registou a intervenção na sede da PT, a polícia fez também buscas no Taguspark, no gabinete do presidente, Américo Thomati, e de João Carlos Silva, administrador. Este último igualmente visado nas escutas divulgadas pelo "Sol".
Ligações a Figo
Apesar de Luís Figo ter assegurado que participou na campanha do PS por iniciativa própria, as autoridades suspeitam que o fez após ter recebido 750 mil euros do Taguspark para a Fundação Luís Figo, segundo noticiou, no passado sábado, o "Correio da Manhã". O negócio, segundo o diário da Cofina, terá sido conduzido por Rui Pedro Soares, que hoje se demitiu da administração da PT e foi o promotor da providência cautelar da passada semana cautelar contra o semanário "Sol". Rui Pedro Soares é também administrador não executivo do Taguspark, em representação da PT, que controla 5% dos centro de negócios de Oeiras. A escola de futebol de Luís Figo, Football - Dream Factory, é sedeada no Taguspark.