25/05/2012 atualizado às 11:16
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Exames: quase 60 mil alunos às voltas com a Matemática

Derradeira semana da primeira fase dos Exames Nacionais arranca com uma das mais temidas provas.

8:12 Segunda feira, 27 de junho de 2011

Quase 60 mil alunos estão inscritos para as provas de Matemática do Ensino Secundário que hoje se realizam. A prova de Matemática B (10.º e 11.º anos) conta com 9.056 inscritos e a de Matemática A (12.º ano), 49.552.

Hoje realizam-se também exames de Literatura Portuguesa (10.º e 11.º anos) e História A (12.º ano).

Os alunos do 9.º ano que não responderam à primeira chamada têm hoje de manhã a última oportunidade de fazer o exame de Língua Portuguesa, realizado já pela grande maioria dos colegas (99%).

Faltaram 909 alunos a esta prova na primeira chamada, de acordo com os dados do Júri Nacional de Exames.

Lusa
Palavras-chave  Exames nacionais, Matemática
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Exame de Matemática sem matemática
Bravo económico (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Segunda feira, 27 de junho de 2011
Sob a governação do então PM Cavaco Silva, levou-se a cabo uma profunda reforma curricular do ensino secundário no início da década de 90, que se ainda hoje se traduz no facilitismo.

A Matemática caracteriza-se por um programa pequeno e com conteúdos simplistas e pouco rigorosos. A exigência assemelha-se ao de vários países sul americanos e praticamente NÃO temos professores formados em matemática. Assim, em termos qualitativos e qualitativos, considero que a matéria definida no 12º ano está aquém da exigência verificada em Espanha e é equiparável ao 9º ou 10º ano do ensino francês, por exemplo.

A qualidade da nossa formação faz parte da velha política económica orientada para atrair investimento necessário à manutenção do nosso tecido industrial - baseado em produtos de baixa qualidade e baixo valor acrescentado - levando à prática prolongada de salários baixos. O nível de ensino registado nos países emergentes, nomeadamente asiáticos e leste europeu,incomparavelmente melhor que o português,tende a repercutir-se na quebra progressiva da produtividade nacional.

Creio que os nossos recursos humanos disponíveis não se encontram suficientemente preparados para concorrer com os trabalhadores daqueles países. Contudo, dada a situação de eminente falência do país e de baixa competitividade, é natural que haja um ressurgimento do forte empenho dos alunos e trabalhadores por forma a recuperar o atraso no começo da próxima da década.
 
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