18 de abril de 2014 às 22:01
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Exame nacional, suspeitas de trafulhice, grande escândalo e... aconteceu em França

Não foi com licenciados mas com liceais, e ninguém tentou preservar a reputação deles. O culpado é outro.
Luís M. Faria (www.expresso.pt)
Alunos realizando o Bac em 2010
Alunos realizando o Bac em 2010
O diploma cobiçado O diploma cobiçado

Onde já ouvimos isto? Num exame escolar ministrado a gente com idade para ter juízo, descobre-se que poderá ter havido trafulhice. Os examinandos eram adultos (ou quase), a prova tinha certa importância, o exame era nacional. Na impossibilidade de identificar rapidamente os eventuais infratores, anula-se a prova. Muita gente protesta.

Uma diferença da situação agora em causa relativamente à que aconteceu em Portugal: no tal exercício problemático, ninguém levou nota. Pura e simplesmente, anulou-se o exercício. Para compensar, subiu-se a cotação de outros que contribuem para o apuramento do resultado do exame.

O caso teve lugar em França, esta semana. O exame era o Bac - diminutivo de bacharelato - realizado no fim do liceu e vital para entrar na faculdade. Instituído por Napoleão há mais de 200 anos, o Bac é uma instituição nacional tão importante como contestada.

Philippe Wojazer/Reuters Luc Chatel, ministro francês da Educação

Um internauta que assina Chaldeen e diz considerar inútil o exame, embora o tenha feito na devida altura, abriu um fórum num site de jogos e publicou lá uma das quatro exercícios que constituem o enunciado da variante S (ciências). Tema do exercício: probabilidades. A foto do enunciado era deficiente, mas legível. Chaldeen disse tê-la obtido na tipografia.

165 mil alunos afetados


Despoletado o escândalo, o ministro francês da Educação Luc Chatel anulou a prova e anunciou ter apresentado queixa-crime. Entretanto, dois dos outros três exercícios do exame tiveram a cotação aumentada. Tudo isto afeta cerca de 165 mil alunos, cerca de um quarto do total que passam pelo Bac este ano.

Se o internauta foi apanhado, incorre numa pena de 9000 euros e até três anos de cadeia. Quem não gostou nada foram os alunos cumpridores, que veem posta em risco a sua entrada na faculdade. Tal como na aldrabice ocorrida há pouco entre nós, as consequências vão ser pagas por quem não teve culpa.

Chaldeen sugeriu questões de princípio. Mas, como uma vez mais se provou, não é bonito recorrer a truques para ser juiz em causa alheia.

 

Comentários 31 Comentar
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E cá, como é?
Este é o método altamente errado que estamos a ensinar aos jovens: vence, ganha, fica em primeiro de qualquer forma, os outros é que são trouxas.

É o desmoronar de uma sociedade sadia.
Esta comunidade
de comentadores no Expresso é ímpar:

- Descobriu que o "copianço" e as "cábulas" são coisas novas. Nunca copiaram nem nunca viram copiar. Gente séria é outra coisa... os maus são sempre os outros.

Pois srs. comentadores - gente séria, honesta e trabalhadora - no meu tempo já era assim e a criatividade nessa matéria era levada ao expoente máximo. Obviamente, tal como agora... por alguns!
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Vá lá, vá lá...
... desta vez a culpa não é do Sócrates nem da ministra da educação.

No entanto, indo o homem para Paris... já não sei...
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LA VIE EN ROSE...
Em Portugal, a trafulhice e o copianço de um Primeiro Ministro, que obteve uma licenciatura por métodos fraudulentos... NÃO FOI ESCÂNDALO!!!
Acabem com os EXAMES NACIONAIS JÁ!
Os alunos devem fazer um exame especifico de admissão que cada faculdade impuser feito na mesma, o modelo de exame será o AMERICANO, e terá de ser seguido com uma entrevista de aptidão na Faculdade.
Acabar com as médias porque as médias muitas vezes são enganadoras. Eu poderei dar um exemplo, um aluno que frequente uma escola "pouco exigente" têm médias altíssimas de Secundário, mais a aptidão para uma profissão não se mede pela média mas sim a meu ver e muito melhor numa entrevista de aptidão pessoal na própria faculdade que se pretende frequentar.
Aprendam alguma coisa com os Anglosaxónicos...e deixem se de tretas
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.
Irradiar já esses gajos todos!

                                                                    Marinho Pinto
Re: . Ver comentário
É só para dizer
que nesta frase: "que veem posta em risco a sua entrada na faculdade.", o "veem" deve ser "vêem".
Re: É só para dizer Ver comentário
Re: É só para dizer Ver comentário
Isto já não é Língua Portuguesa nem Brasileira Ver comentário
Desculpa?
Será que nos estamos a querer desculpar do copianço de candidatos a magistrados em que foram apanhados na sala e se não fosse notícia tenho a impressão que ficava em "águas de bacalhau!" ou pior passava tudo (com 10!!). Comparar um exame nacional com um de acesso à magistratura em que ainda foi noticiado que passava tudo com dez (graças a "deus" que acordaram a tempo) é muito mau.
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