23 de abril de 2014 às 23:57
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Europa prepara 130 mil milhões para "estímulos"

Mário Monti anunciou que a próxima cimeira da União Europeia aprovará um "pacote de estímulos" ao crescimento. O valor saltou para 1% do PIB da União.
Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

A próxima cimeira da União Europeia (UE) nos dias 28 e 29 de junho vai aprovar um "pacote de estímulos" ao crescimento - o famoso "pacto de crescimento" (growth compact) - no valor de 1% do PIB da UE, cerca de 130 mil milhões de euros.

A proposta saiu do consenso da reunião em Roma do quadrunvirato formado por Ângela Merkel, François Hollande, Mariano Rajoy e Mário Monti, como anfitrião. Monti anunciou o "pacote" de 130 mil milhões (30% mais do que o "programa sectorial" em vista para resgatar a banca espanhola) no final de uma minicimeira de quatro horas.

François Hollande declarou que os quatro líderes acordaram num "plano" para a "integração económica", Mariano Rajoy acentuou a "estabilização financeira" e Ângela Merkel disse "que concordava em absoluto com tudo o que já foi dito", referindo-se às palavras dos seus parceiros na conferência de imprensa conjunta em Roma, no final da minicimeira.

As fontes para o pacote


Os analistas apontam três fontes para este pacote, que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já havia referido.

A primeira linha poderá vir do orçamento da UE num montante de 230 milhões de euros que permitiriam ao Banco Europeu de Investimento (BEI) alavancar 4,5 mil milhões atraindo investidores privados nas três áreas prioritárias - transportes, energia e tecnologias de informação. Uma das ideias são obrigações para projectos (project bonds) naquelas áreas.

Uma segunda linha, a desbloquear antes do final deste ano, procederia dos fundos estruturais.

A terceira, viria do próprio BEI, que deveria ir aos mercados financeiros obter créditos com base num reforço do seu capital em 10 mil milhões de euros saídos dos bolsos dos seus membros.

Taxa sobre transações financeiras vai à cimeira


A taxa sobre as transações financeiras deverá, também, ser discutida na próxima reunião da UE, contando com o apoio de dez países que poderão colocá-la em prática no quadro de uma "cooperação reforçada". O consenso dos dez países aponta para um imposto de 0,1% sobre a compra e venda de ações e títulos e 0,01% nas transações de derivados. O que poderá render 55 mil milhões de euros por ano.

Os proponentes são a Alemanha (que secundou esta proposta depois do acordo que realizou ontem com o SPD, no âmbito da passagem no Parlamento alemão do "pacto orçamental"), Austria, Bélgica, Eslováquia, Eslovénia, Espanha (que defende a aplicação "gradual" da taxa), França, Grécia, Itália e Portugal.

O método da cooperação reforçada entre aderentes a uma iniciativa permite contornar a oposição à taxa sobre transações financeiras por parte do Reino Unido (uma das principais praças financeiras do mundo), Suécia e Polónia.

Comentários 19 Comentar
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Oxalá "caia" algum em Portugal!
Passos Coelho que se ponha à porta da Sra Merkel e aproveite até os favoráveis ventos da Seleção Portuguesa!
Isso mesmo!!!
É isso mesmo que estamos a precisar...de ser "estimulados", com muita "estimulação" vamos lá chegar!!!
Re: Isso mesmo!!! Ver comentário
Eu sei para quem é o crescimento
Caríssimos,
eu estou cansado de encher os bolsos aos abutres da alta finança mundial, que nos estão a sugar o suor e o trabalho, vamos mudar isto 180º vá a www.movimentopartidoiberico.com faça o REGISTO e venha fazer de Portugal e Espanha grandes y respeitados novamente. Venha dizer não à escravatura e à indignidade a que estes abutres nos querem submeter.
Ponto de viragem...
Esta reunião entre os 4 países, Alemanha, França, Itália e Espanha poderá tornar-se o ponto de viragem na Europa.

Finalmente começa a existir concessos e cedências, a Alemanha quer impôr a disciplina e responsabilidade tanto na dívida pública como nos respectivos défices, por outro lado a França e os outros querem um plano de crescimento para dar algum oxigénio as economias, estacando o desemprego galopante e a recessão económica.

Vamos ver, isto são boas notícias, espero que passem rapidamente das palavras aos actos...
Re: Ponto de viragem... Ver comentário
Re: Ponto de viragem... Ver comentário
Por mais que o PSD e sua clik Ver comentário
Re: Por mais que o PSD e sua clik Ver comentário
Re: Ponto de viragem... Ver comentário
Colapso do novo ministro das finanças grego
De acordo com a Reuters o novos ministro da finanças não resistiu ao cargo e colapsou.
Isto é um "Viagra" económico muito fraquinho!
Só 120 mil milhões ?! Só a Grécia vai precisar da "caixa toda" para arrebitar ... :)
Só!... É obviamente muito pouco.
130 mil milhões de euros para toda a zona euro com cerca de 27 países-membros é muito pouco para inverter a decadência da economia dos países do euro. Só serve para "tapar o Sol com a peneira".
Re: Só!... É obviamente muito pouco. Ver comentário
Re: Só!... É obviamente muito pouco. Ver comentário
Isto vai ser bonito...
Sempre quero ver como é que Portugal e os portugueses vão aproveitar este dinheiro... São 1000 cães a um osso, já estou a imaginar!!!!
....só agora começam a entender as regras em jogo!
...Parece que finalmente a europa começa a entendender que se os EUA, UK, entre outros países imprimem dinheiro aos milhões, quem não imprimir fica para trás!....Fica pobre! Isto não vai ser solução a médio ou longo prazo (até agravará a força e consequencias do estoiro da bolha monetária...), mas pelo menos no curto dá para aguentar mais um pouco!.....Venham lá esses milhões para animar a malta!.....
MENTIRAS!


Não tenham confiança em Monti. Ele é só capaz de dizer mentiras.

E de investimento que a Europa precisa!
A direita queria fazer querer que as dividas dos estados foram culpa dos investimentos, mas a verdade é outra!
Os bancos ao apostarem nos fundos toxicos criaram burracos de trilhiões e para evitar que falhissem em cataduta foi necessário os estados secorrelos, vejam a Irlanda, portugal com o BPN e agora a Espanha com o Banka!
O PSD e seus pseudo economistas que queriam ir para o poleiro é que puseram as culpas nos politicos de esquerda e sua aposta no investimento, mas essa aposta era a unica forma de tentar manter algum crescimento e evitar o desemprego nessa crise que viviamos DEVDO ao BANCOS e aos EDGES FUNDS
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