25/05/2012 atualizado às 10:50
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"Europa está pronta para ajudar a Grécia"

O presidente da UE garantiu que a Europa está preparada para pôr em prática o plano de ajuda financeira à Grécia em conjunto com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

15:02 Sexta feira, 9 de abril de 2010

A Europa está pronta a intervir e a pôr em prática um plano de ajuda financeira à Grécia em associação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy.
 
"O Governo grego é corajoso e está a romper com o passado. Estamos prontos a intervir se os gregos pedirem", declarou Rompuy em entrevista a quatro jornais europeus - Le Monde, Frankfurter Allgemeine Zeitung, El País e De Standaard.  
 
"Temos de tornar este acordo operacional. O plano de ajuda só será credível se for operacional", afirmou o presidente permanente do Conselho Europeu, numa altura em que a existência do plano, adotado há duas semanas, ainda não conseguiu acalmar os mercados.  
 
A taxa de juro exigida à Grécia para empréstimos a 10 anos atingiu na quinta feira um nível recorde, mais de 7%. Isto significa que a Grécia tem atualmente de gastar mais do dobro da Alemanha, referência dos mercados, para financiar o elevado défice.  

Ajuda de última recurso


  Este mecanismo de ajuda, aprovado no final de março numa cimeira da UE, só deverá ser utilizado pela Grécia em último recurso, caso não consiga empréstimos a taxas razoáveis.  
 
Herman Van Rompuy mostrou-se ainda cético em relação à ideia de uma revisão dos tratados defendida pela chanceler alemã, Angela Merkel, para que se possa impor mais facilmente sanções a um país laxista em relação aos défices orçamentais, podendo mesmo expulsá-lo da zona euro.    

"Será muito difícil encontrar a unanimidade necessária", sublinhou o ex-primeiro ministro belga, lembrando "o calvário" que foi a adoção do Tratado de Lisboa.  

Tratado de Lisboa tem limites


  Cem dias depois de ter assumido um cargo que foi criado pelo Tratado de Lisboa, o presidente da UE afirmou-se um "facilitador que procura o consenso num clube de 27 membros com muitas diferenças".  
 
Rompuy referiu ainda que o Tratado de Lisboa "é bom, mas tem muitos limites" mesmo para o cargo que ocupa.  
 
"Obriga-me a vínculos formais que não prevê, por exemplo com a presidência rotativa" da UE, apontou, acrescentando no entanto que a colaboração com a presidência espanhola tem sido boa.  
 
Questionado sobre o maior perigo que a Europa enfrenta, Rompuy afirmou que é o "populismo reinante e, em consequência, a falta de compromisso europeu".
 
 
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

Lusa
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