Olli Rehn sublinha que é necessário trabalho em duas frentes
EPA/Alessandro di Meo
O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, admitiu hoje em Bruxelas que a Europa tem pela frente um "período crítico de 10 dias", até à realização da cimeira da próxima semana, na qual deverá dar novas respostas para a crise na zona euro.
Olli Rehn, que falava à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da União Europeia, reconheceu que o atual momento é particularmente sensível e advertiu que é necessário trabalho em duas frentes, designadamente um reforço da governação económica e um aumento das "defesas" da zona euro face às turbulências dos mercados.
Hoje à tarde, Rehn deverá desenvolver estas ideias num debate no Parlamento Europeu sobre a cimeira de chefes de Estado e de Governo que terá lugar a 08 e 09 de dezembro, na qual os líderes europeus tentarão, uma vez mais, encontrar respostas que ponham um travão na espiral da crise da dívida soberana.
Na terça-feira à noite, na reunião de ministros das Finanças da zona euro, os 17 chegaram a acordo sobre a chamada alavancagem do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), com vista ao aumento do seu "poder de fogo" nos mercados, mas o presidente do Eurogrupo reconheceu que o reforço do fundo de resgate não deverá atingir o objetivo de um bilião [milhão de milhões] de euros, inicialmente previsto, devido à deterioração da situação no mercado.