20 de maio de 2013 às 17:31
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Europa: a cegueira que mata

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

Wolfgang Münchau é um perigoso radical que escreve num jornal obscuro dirigido por anarquistas, socialistas e mais uns tantos irresponsáveis: o Financial Times. Para piorar a coisa, é alemão. Suspeito, portanto.

Ontem, Münchau juntou a sua voz à de mais uns tantos economistas sem mais credenciais do que umas medalhinhas suecas que têm lamentado a irresponsabilidade europeia na sua relação com a crise grega e portuguesa. Gente que não acompanha a profundidade teórica e a sofisticação política dos nossos Eduardo Catroga, Cantiga Esteves, Medina Carreira e tantos teleconomistas doutorados na arte de explicar a crise ao povo e às crianças com metáforas domésticas e aforismos em saldo.

Diz Wolfgang Münchau que a Grécia e Portugal deveriam entrar em default e continuar no euro. O louco contraria a nova tese em voga: correr os gregos do euro e, quem sabe, usar o dinheiro para salvar Portugal. Supõe-se que, para depois da graça, aplicar a mesma terapia que deixou a Grécia em coma. Percebe-se o raciocínio: como escrevi esta semana no "Expresso", nos últimos dois anos a banca francesa e alemã conseguiu livrar-se da dívida grega, a que estava muito exposta. E a Europa limitou os riscos de contágio grego para todo o sistema financeiro. Agora está disposta a abandonar a Grécia na beira da estrada. Ou a Grécia leva até às ultimas consequências mais um pacote de austeridade e morre no hospital ou sai do euro e morre em casa. Como disse o ministro da Economia alemão, Philipp Rösler, "o dia D mete cada vez menos medo". Não podia ser mais claro sobre a forma como a Alemanha olha para os problemas das suas "provícias".

Não faltará quem veja com bons olhos, em Portugal, esta saída: ficar com os despojos gregos. Triste ilusão. Ou se trava este caminho ou teremos, daqui a um ou dois anos, o mesmo tratamento. E como vamos com um bom avanço - somos o país em processo de "resgate" a afundar-se mais depressa - o colapso acontecerá num instante. Os fortes, quando julgam zelar pelos seus interesses, costumam ter igual compaixão pelos que lhes são subservientes e pelos que lhe fazem frente. Nenhuma.

A proposta de Wolfgang Münchau é outra: gregos e portugueses entram em default, pondo fim a estes resgates absurdos para impedir um incumprimento inevitável. Reforça-se o fundo de resgate do euro para reerguer as economias da Grécia e de Portugal e estanca-se, com coragem, a doença, impedindo que ela continue a alastrar. Será caro, diz ele. Mas muito mais barato do que continuar a enterrar país atrás de país.

Münchau, talvez tomado por um profundo chavinismo anti-germânico, acusa os líderes europeus de "arrogância e ignorância". De, sem qualquer experiência na gestão de crises financeiras, nunca se terem dado ao trabalho de consultar quem, em décadas anteriores e noutras partes do Mundo, tenha passado por crises destas. E explica o óbvio: não só o novo pacote de austeridade grego não vai resultar como é muito improvável que venha a ter condições políticas para ser aplicado.

Uma sondagem recente revelou que a maioria dos alemães quer a Grécia fora do euro. Não entendem que isso será o principio do fim do euro. Porque a Grécia é o sintoma, não é a doença. E que sem euro a economia alemã pode começar a despedir-se dos seus anos gloriosos (pouco sentidos pelos trabalhadores alemães, diga-se de passagem). A cegueira não é responsabilidade do alemão comum, que não tem obrigação de compreender as complexidades desta crise. É do populismo mediático, político e académico que está a estupidificar a Europa. E a matá-la.

Comentários 81 Comentar
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A Inter do PCP:quanto pior melhor
A estratégia do PCP e do seu braço "armado" a Inter é :"quanto pior melhor".A Central comunista transformou-se em organizadora de excursões de fim de semana a Lisboa, para os filiados e que pagam cotas ouvirem do palanque os dirigentes comunistas,agitarem as bandeiras e depois de umas febras na avenida regressarem á provincia.
Esta politica do PCP só leva a mais miséria.Parece que é disso que eles vivem.
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Cunhal recebia ordens de Moscovo Ver comentário
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Re: Há comunismo lá em Nárnia? Ver comentário
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Os chefes do PCP nas casas de luxo sovieticas Ver comentário
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Eu não me admirava se o galinhadois e o sonso Ver comentário
Re: Eu não me admirava se o galinhadois e o sonso Ver comentário
Re: A Inter do PCP:quanto pior melhor Ver comentário
moncarapacho = galinhadois ? Ver comentário
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Atrevimento
A sensação com que fico, depois de ler este texto, é que estamos perante alguém atrevido, pouco modesto, pretenso manipulador, que se dá ao luxo de chamar estúpidos a todos os dirigentes europeus, a todos os economistas portugueses, enfim, parece que só ele é clarividente e que resolvia o problema de uma penada.

É penoso ver tanta asneira, tanta manipulação e , de facto, tanto vazio, neste texto. Generalidades sacadas de um artigo de alguém que escolheu para guru, nada de concreto e definido.

Diz que nos últimos 2 anos , a banca alemã e francesa se livraram da dívida grega. Falta dizer como o fizeram. Venderam-na ? A quem? Material tão tóxico, e de difícil venda.

Que devemos deixar de pagar,entrar em falência, e continuar alegremente no Euro.
Reforça-se o fundo de resgate do Euro,diz ele, com que capitais, pergunto eu ?

Com este nível de manipulação e desonestidade intelectual a denúncia deixa de ser um passatempo, para ser um dever....
Mais uma, mais uma croniqueta demagógica! Ver comentário
Re: Mais uma, mais uma croniqueta demagógica! Ver comentário
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Re: Atrevimento Ver comentário
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Demagogia...
Ainda me lembro (e não foi há tanto tempo quanto isso), o DO advogar a saída do Euro e entrar em incumprimento.
Agora, vem precisamente dizer o contrário, acusando a França e a Alemanha de tentar pôr a Grécia (e por conseguinte, Portugal) fora do Euro.
Já faltará pouco para que concorde com as medidas de austeridade.
Essa dos bancos alemães e franceses se terem livrado da dívida grega é de rir! Claro que se tentaram livrar de uma boa parte, mas se lhe passar o meu lixo, vai querer um preço exorbitante para ficar com ele, ou pensa que os outros são otários? Provavelmente livraram-se de uma parte dessas dívidas, mas tiveram de certeza de assumir perdas por esse facto.
A Grécia é o sintoma, sim, mas de outra doença! É o sintoma de governantes despesistas e corruptos como nem os portugueses são! É o sintoma de como o Estado pode rebentar com a economia por gastar de mais.

depois sou eu o estúpido...ou talvez ignorante...
Vi em directo a votação no parlamento grego (traduzida), antecedida por variado argumentário, sem a presença dos ceguetas: Eduardo Catroga, Cantiga Esteves, Medina Carreira & afins

Tomei atenção a um perigoso ultra neoliberal anti-helénico que, por acaso, é ministro das finanças lá do sítio. Um tal Evangelos Venizelos

E entre muitas bacoradas ultra liberais, a dada altura, como resposta a uns deputados cheios de exaltação patriótica – algo que o nosso escriba (sem esperar a nossa opinião) se considera: patriota – disse: “a Europa pode ser egoísta, pode não ser solidária, mas se nos encontramos nesta situação a culpa é exclusivamente nossa”

Para o 1º ministro (outra tenebrosa personagem grega que tomou o poder de assalto) as decisões a tomar são “más”, mas servem para evitar a alternativa: “muito má”

  Claro que para o nosso escriba são tudo uma cambada de ceguetas, liderados pelo olho da Lehman Brothers

Claro que ele tem razão: os bancos alemães assumiram a dívida grega como prejuízo. Coisa que têm feito todos os bancos… incluindo os gregos. E porquê os prejuízos dos bancos portugueses?

Acabo, reconhecendo a grada figura da inteligência nacional que é o nosso escriba, recordando as sábias e despretensiosas palavras: “populismo mediático, político e académico que está a estupidificar a Europa”

PS. É apanágio do populismo a garantia de resolver (fácilmente) os problemas. Exactamente o contrário que o nosso escriba quis dizer.

Quem estará estupidificado?
Re: depois sou eu o estúpido...ou talvez ignorante Ver comentário
Re: depois sou eu o estúpido...ou talvez ignorante Ver comentário
Re: depois sou eu o estúpido...ou talvez ignorante Ver comentário
a cegueira que mata
O facto de Wolfgang Münchau escrever no Financial Times, não significa nem de longe nem de perto q não seja alguém com uma visão parecida com a do DO.
Se ele é radical ou não desconheço, mas conheço as suas posições, essas sim radicais. Caricato, também escreve em vários jornais liberais e até mesmo considerados por muitos de direita. Não sei q relação há entre uma coisa e outra, mas enfim...
Quanto ao texto do jornalista alemão, desconheço qual a melhor solução para sairmos disto, confesso. Você parece saber muito mais do q nós, pelo q leio. Mas o DO só pega nos exemplos daqueles que escrevem aquilo q você presumivelmente acha estar correcto. A coisa mais fácil do mundo é pegar num texto de análise com o qual concordamos e demonstrar-mos que aquela é a via certa. Os argumentos correm com fluidez, mas nada nos garante q não seja o contrário. Nunca o vi ou ouvi a fazer um exercício de análise sobre aquilo q o Medina Carreira e Cantiga Esteves afirmam e onde estão supostamente errados nas suas análises. Para si o contraditório limita-se a uma cartilha de conjecturas, porque um qualquer alemão disse o óbvio.
Só há uma coisa q ele não diz nem o DO. A Alemanha ainda no tempo do Sr. Schröder preparou-se para estes dias difíceis da globalização. Sabíamos todos q isto nos entraria mais tarde ou mais cedo pela porta dentro. Os outros fizeram como a cigarra e agora querem q a formiga lhes dê de comer.
Cegos somos nós, q acreditamos sempre em facilidades!
Não será assim DO?

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Europa a cegueira que mata
Não sou eu que digo, mas sim o Expresso que o noticia aqui num outro artigo. A casa da Grécia está a arder e provavelmente o incêndio só se vai extinguir quando não houver mais nada para consumir. Pelo andar da carruagem Portugal pode seguir o mesmo caminho. Pelo que vamos ouvindo e lendo a Europa pode muito bem estar a atingir o seu fim. O sofrimento será muito parecido à existência de uma 3ª. Guerra Mundial.

"A Moody's baixou na segunda-feira o rating de seis países europeus, incluindo de Portugal, e ameaça cortar o triplo A de França, Reino Unido e Áustria, considerando que estão expostos aos "riscos financeiros e macroeconómicos crescentes que emanam da zona euro".
Em comunicado divulgado na segunda-feira , a Moody's revela que os ratings de Portugal e de Itália foram cortados em um nível, para A3 e para Ba3, respetivamente, e o de Espanha em dois níveis, para A3. No caso da Eslováquia, da Eslovénia e de Malta, a agência baixou as notas atribuídas em um nível: para A2 nos dois primeiros casos e para A3 no caso de Malta.

A Moody's refere que as perspetivas mantêm-se negativas para estes seis países, devido à "continuada incerteza sobre as condições de financiamento nos próximos trimestres e ao correspondente impacto no crédito".


http://www.executivediges... excepto-o-peso-da-divida/

http://www.jornaldenegoci...

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A CEGUEIRA DOS DE SEMPRE JÁ CHEIRA MAL
CALMA! Artigos como estes e q o Daniel gosta tanto d invocar valem o q valem. Nesse mesmo reputado jornal já se leu opiniões em sentido contrário. Arautos da desgraça sempre existiram e sempre existirão. Há gente q perante a adversidade gosta d se autoflagelar mas o pior é haver gente q perante essas dificuldades só conseguem adensá-las. Insistem em adensar o problema, em desmobilizar, em dividir. A realidade é d difícil resolução mas no caso português as diferenças em relação á situação grega são abismais. Os montantes, o DINHEIRO dos bailouts já concedidos e a conceder deveriam ser suficientes p elucidar tão grosseira e sempre tendenciosa analise. Qualquer comparação só pode ser entendida como um exercício irrealista com objectivos d puro entretenimento. Nada, mas mesmo nada pode levar alguém a comparar a tragédia portuguesa á tragédia grega. A 1ª grande diferença é q em Portugal há vontade d mudar. É denominador comum a todos os portugueses a constatação d q o país não podia continuar como estava. Independentemente da preparação ou capacidade d entendimento d cada um é comum á imensa generalidade dos portugueses considerar o país como falido e, a melhor prova disso é o entendimento partidário assumido pelos maiores partidos e o recente acordo colectivo d trabalho. Os q insistem em contrariar são os q contrariam a democracia pluralista, marcharam contra a Nato, eram contra a adesão á CEE, etc. São os derrotados da historia q perante qualquer obstáculo vêm a ...
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Impressionante...
Para si, todos os portadores de más notícias são credíveis. Qualquer dado positivo não tem nenhuma relevância venha de onde vier.
Munchau é credível, Schlaube não o é.

Pior ainda, DO contradiz-se a si mesmo. A meio do artigo menciona o abandono da Grécia e de Portugal porque a banca Alemã e Francesa está a livrar-se das dívidas públicas destes países, facto que já aqui afirmei várias vezes sendo a última vez que o fiz no dia de ontem.
Termina o artigo mencionando que a Grécia não é a doença mas sim o sintoma e que inevitavelmente a Alemanha acabará por ser afectada.
Em que ficamos? A Alemanha vai abandonar a Grécia e Portugal para preservar a sua saúde económica, ou serão tão ignorantes que não conseguem concluir aquilo que DO conclui e que serão inevitavelmente afectados.
Mais uma vez crítica a Alemanha, mas não consegue apresentar uma solução independente dela.

P.S. - Informe os críticos da sua área política que criticaram a linguagem corporal de Gaspar e Schlaube que este último é paraplégico e uma pessoa educada ao falar com um deficiente motor curva-se para o ouvir ao invés de exigir que ele se levante.
mas será...
...que ninguém ouve este senhor e outros tantos? só sabem dizer que ele é bloquista e comunista e mais não sei o quê.. o mais importante a reter aqui é que ele é bem capaz de ter razão.. e isso é um problema.

http://barbarraridades.bl...
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Wolfgang Munchau VS Daniel Oliveira
Para a semana o FT vai publicar um artigo do Wolfgang Munchau, no qual este jornalista económico (que por acaso, para além de alemão, é socialista) vai citar o artigo de Daniel Oliveira no Expresso, um conhecido jornal português de direita, detido pelo fundador do partido neo-liberal actualmente no governo, para explicar que até os neo-liberais portugueses estão de acordo com o default e com a subsidiação da Grécia e Portugal.
Trágico-cómico I
«Não se pode gerir uma união monetária com governantes como Sócrates»

José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession.
You cannot run a monetary union with the likes of Mr Sócrates, or with finance ministers who spread rumours about a break-up. Europe’s political elites are afraid to tell a truth that economic historians have known forever: that a monetary union without a political union is simply not viable. This is not a debt crisis. This is a political crisis.
By Wolfgang Münchau @ FT May 2011
Trágico-cómico II
Wolfgang Münchau é um perigoso radical que escreve num jornal obscuro dirigido por anarquistas, socialistas e mais uns tantos irresponsáveis: o Financial Times. Para piorar a coisa, é alemão. Suspeito, portanto.

by Daniel Oliveira @ Expresso 2012
Despedimento legalizado em Itália. 1/2

Daqui a pouco toda a Itália será em chamas, não por causa da crise do Euro mas por causa do Prof. Monti, o Presidente do governo técnico italiano.
Este senhor, tão ovacionado no estrangeiro mesmo pelo Presidente Americano Obama,
quer abolir o artigo 18 do Estatuto dos Trabalhadores, que permitia o despedimento dum trabalhador somente em caso de justa causa.

O sindicato de esquerda CGIL luta contra esta disposição enquanto os outros 2 sindicatos UIL e CISL, que sempre foram os servidores sem vergonha dos governos seja do de Berlusconi seja do de agora, nesta altura eles estão calados. Parabéns!

Muito cedo em Itália haverá a liberdade legalizada de despedimento.
A motivação produzida pelo Prof.:"Il lavoro é monotono" = "O trabalho é monótono".
Re: Despedimento legalizado em Itália. 2/2 Ver comentário
todos se enganaram
Ou seja, os gregos andaram a endividar-se de forma louca e irresponsável durante décadas. Como os deixaram ser parte do euro agora é um sarilho para nos livrar-nos deles.

Os políticos do norte da Europa também foram irresponsáveis pois permitiram a criação do euro sem mecanismos federais de controlo das finanças publicas de cada pais.

Ou seja, vai tudo ao fundo, sendo a Grécia o primeiro lastro e Portugal o segundo. Quantos mais lastros mais irreversível é o processo.

E a esquerda, está satisfeita?
Re: todos se enganaram Ver comentário
Cegueiras
Cegamente os humanos repetem como autómatos que a crise é económica embora lá no fundo sintam que não é.
A crise não é económica nem política, o que está em crise é uma maneira de viver, uma forma de estar no mundo que não pode continuar até porque o mundo não aguenta.
Como nasceram e sempre viveram no mercantilismo não concebem outra forma de existir e
  fogem da realidade que os transcende para cairem na ratoeira da questão: ir para onde fazer o quê?
Re: Cegueiras Ver comentário
Re: Cegueiras Ver comentário
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