25/05/2012 atualizado às 10:30
Página Inicial » Blogues » Daniel Oliveira: Antes pelo contrário » Eurocensura

Eurocensura

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 22 de fevereiro de 2012

Não conheço nenhum jornalista sério, daqueles que defendem, como eu defendo, que o jornalismo tem limites e que os fins não justificam os meios, que critique a divulgação, por parte da TVI, da conversa entre Vítor Gaspar e Wolfgang Schauble. Diz o código deontológico dos jornalistas portugueses, que não difere muito dos que vigoram noutras democracias: "O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas." O interesse público é indiscutível, assim como as condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. O teor da conversa nada tinha de privado. O local era público. E aquelas pessoas estavam ali, não a título privado, mas em representação de Estados.

O acordo tácito com os jornalistas - de não recolherem som de conversas - não tem, não pode ter, mais valor do que a sua obrigação profissional. As regras afixadas, ao que parece numa folha escondida atrás de uma planta, não têm valor de lei. São a vontade de políticos. Até poderiam afixar um papel a dizer que os ministros só podem ser filmados no seu melhor perfil que nem assim os repórteres de imagem (são repórteres, não são fotógrafos de casamentos) deixariam de ter de cumprir a sua obrigação.

Um jornalista que, tendo acesso a uma informação de tal relevância política e económica, que envolve o futuro e a vida de dez milhões de cidadãos, não garantisse o acesso desses mesmos cidadãos a essa informação seria um mau jornalista. Se alguém violou as suas obrigações foram os dois ministros que, na presença de jornalistas e num lugar público, tiveram uma conversa de interesse público achando que aquelas pessoas que ali estavam com câmaras eram meros turistas. Quem quer reserva nas suas conversas, quando essas conversas são sobre assuntos de Estado, escolhe a ocasião e o lugar para as ter. Não conta com a falta de brio profissional dos outros.

Ao contrário do que disse o furioso ministro das finanças alemão, não houve qualquer recolha secreta. A câmara, bem grande, estava à frente dos dois ministros. Não se trata de uma escuta telefónica, de uma violação de correspondência, de uma câmara oculta. Se os ministros são displicentes, perante jornalistas, talvez seja porque se habituaram, citando o nosso Presidente da República, ao "jornalismo suave" que se pratica nos corredores de Bruxelas. A burocracia não afecta apenas funcionários e políticos. Há, nas instituições da União Europeia, demasiados profissionais de informação complacentes com a opacidade de quase todas as decisões.

A suspensão do jornalista da TVI, quando estamos a falar de uma instituição que nos pertence a todos, é um ataque à liberdade de imprensa e um ato de censura. A instituições políticas não têm nem o direito nem a autoridade para suspender jornalistas. Se ainda existisse alguma solidariedade entre jornalistas nenhuma imagem seria recolhida destas reuniões até que o respeito pela liberdade de imprensa fosse reposto (ainda por cima sabendo-se que, apesar deste não ser o primeiro episódio do género, esta é a primeira suspensão de um jornalista). Os políticos não escolhem os jornalistas que podem ter acesso às sedes das instituições públicas. Se o fizerem, passaremos a ter meros propagandistas e noticiar atos políticos. No caso, os mesmos políticos que já tiveram, nas mesmas circunstâncias, conversas em frente a jornalistas para que elas fossem divulgadas. Irritam-se quando a divulgação das suas inconfidências não lhes é útil, apenas isso.

A representante portuguesa na Representações Permanentes (REPER) considerou a decisão "infantil". Porquê? "A TVI devia ser banida para sempre do tour de table", disse Maria Rui Fonseca. Pois eu acho que uma funcionária que, representando Portugal, julga que pode banir órgãos de comunicação social, para sempre, de espaços públicos que são pagos, como ela própria, pelos contribuintes, é que devia ser banida das suas funções. Talvez esteja em Bruxelas há demasiado tempo e julgue que aquele espaço é a sua casa. Não é. É nossa. E ninguém lhe deu qualquer poder para decidir quem são os órgãos de informação que podem e que não podem trabalhar juntos das instituições públicas europeias.

A representante portuguesa defendeu ainda que "a recolha de imagens pelas televisões devia acabar e passar a ser feita pelos serviços do Conselho, que posteriormente as distribuíam". Acho bem. Desde que a sua transmissão seja feita no espaço dedicado à publicidade e que o Conselho pague a sua divulgação. Já a recolha de imagens para noticiários é feita por jornalistas, com carteira profissional e sujeitos a um código deontológico. E eles recolhem as boas e as más imagens, e não apenas aquelas que os políticos querem que os seus eleitores vejam.

Um representante alemão disse que se os jornalistas não passarem a respeitar as regras impostas pelos ministros duvida "que o ministro Schäuble entre na sala enquanto decorrer o tour de table". Parece-me excelente. Se o senhor Schäuble é incapaz de ficar calado deve mesmo precaver-se. A função de um jornalista é que não passa a ser diferente por causa dos amuos de um incontinente verbal.


Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Censura
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 8:28 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Desconhecia as propostas dessa funcionária portuguesa. Se depender do Governo Português, aconselho a que seja mandada regressar. Não está à altura da função.

DO tem 100% razão. A conversa é entre figuras públicas, o tema é de interesse geral e o jornalista cumpriu o seu dever.

Que os visados fiquem irritados é uma questão que só a eles diz respeito. A inconfidência é deles, não do jornalista.

As medidas adoptadas para evitar novos casos são preocupantes e , mais preocupante ainda, a falta de solidariedade dos outros jornalistas.
  Como permitem que um elemento da classe seja escorraçado, por fazer o seu serviço ???
Parece que aceitam a mordaça, com naturalidade.

Esse é o mais negativo sinal, neste episódio........
 
 Regras da comunidade
    Re: Censura    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:59 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Máquina de propaganda - cartoon!    Ver comentário
troikadasilva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:30 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Censura    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quinta feira, 23 de fevereiro
NÃO GOSTAM DE ESPINHAS ... FICAM INCOMODADOS ...
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 11:36 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Gostam de comer o peixinho ... bem limpinho ... sem espinhas ... com controle absoluto sobre o prato que degustam ... o lombo ... a cabeça ... o rabo não; tem muitas espinhas ...

        E pergunta o cozinheiro ...

                                    - " Oh Doutor ... as peles também são para tirar ?"
E a resposta foi ...

                        - " Sim ... sim ... tira tudo ..."

 
 Regras da comunidade
Eurocensura
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:04 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Pessoalmente parece-me uma tempestade num copo de água, pois se a noticia tivesse sido dada pelo jornalista e os intervenientes não lhe tivessem dado a importância que para mim não tem e a tivessem aceite como uma conversa normal, não teria pela certa a dimensão que lhe foi dada. Aliás todos sabemos ou no mínimo esperamos que o que foi dito é o que vai ter de acontecer mais dia menos dia. É só uma questão de tempo. Temos de fazer o trabalho de casa, como já foi dito por muita gente, mas a União também tem de fazer o seu. O que aconteceu foi precisamente a confirmação disso, ou seja daquilo que toda a gente sabe e espera. Este caso não deixa de me recordar aquilo que foi feito ao jornalista Rosa Mendes da RDP. Há sinais não só cá dentro mas também lá fora que algo está a mudar e para pior. Situações destas fazem com que os jornalistas se sintam ameaçados e se por um lado temos de concordar que também têm família para sustentar, por outro lado tem o dever de informar. Só assim eu compreendo que a maior fraude financeira de que há memoria em Portugal e que parece continuar e que dá pelo nome de BPN tenha merecido da parte da Comunicação Social tão pouca relevância. Por isso os seus autores continuam a andar por aí, a aparecer na televisão em reuniões com os mais altos dignatários da Nação e a ocupar cargos de relevo em vez de estarem na prisão.
 
 Regras da comunidade
Se fosse o Ricardo Rodrigues do PS
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:05 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Corria atrás do operador da TVI e roubava-lhe a Cãmara.
 
 Regras da comunidade
    :-D    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:35 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    :-)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:40 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Se fosse o Ricardo Rodrigues do PS    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 15:24 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Se fosse o Ricardo Rodrigues do PS    Ver comentário
zéXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Se fosse o Ricardo Rodrigues do PS    Ver comentário
LPCM (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessório!
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:29 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Desconhecia o gosto do DO por este tipo de Jornalistas, q tentam o chamado "furo". Para mim, q sou um apreciador nato deles, fiz as minhas delícias com o Tintim e Milou, do saudoso Hergé.
Independentemente da ousadia do repórter da TVI, q tenta a sua chance, coscuvilhando a conversa entre os dois ministros das finanças, no local adequado, ao contrário do q diz DO, não estava com certeza à espera q eles fossem os dois para o WC como fazem algumas Marias?
Aquilo era uma reunião de Ministros das Finanças, com uma agenda pré definida! O óbvio é no final ou no intervalo das mesmas acontecer um "affaire daqueles"!
Tal como o jogador de futebol tenta o golo com a mãozinha de Deus, naquele rame rame q vai degenerar em empate sem golos, este jornalista fez o mesmo. Tentou a sua sorte, marcou o golo, mas alguém não gostou dessa brincadeira.
Se estivéssemos perante uma obra de Hergé, ele facilmente daria a volta ao texto, com um pedido de desculpas de Tintim e um ladrar meigo do Milou. Aqui o problema resolve-se com mais dificuldade.
A ousadia do Jornalista, parece ter incomodado mais o DO pelo teor do q é dito pelos dois ministros do q propriamente pelo desfecho à posteriori. A sua defesa, não passa de um amargo de boca, pela mera hipótese de Portugal poder vir a ser beneficiado pela Alemanha, no aliviar das condições impostas pela troika. DO desconhece q quem pode, manda. Quem não pode, obedece! ...
 
 Regras da comunidade
    Para o Daniel, o jornalista é apenas um (cont.)    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 9:31 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Raul Santinni (seguir utilizador), 1 ponto , 11:14 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 11:49 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 12:37 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 13:54 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 14:09 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Olá, "Monroe", uma informação para si...    Ver comentário
Lisbao-Rio (seguir utilizador), 1 ponto , 5:47 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Lisboa-Rio/ Monroe    Ver comentário
Raul Santinni (seguir utilizador), 1 ponto , 7:52 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Lisboa-Rio/ Monroe    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 11:46 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Lisboa-Rio/ Monroe    Ver comentário
Raul Santinni (seguir utilizador), 1 ponto , 15:12 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Lisboa-Rio/ Monroe    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 15:45 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Vou tentar explicar-lhe... (1)    Ver comentário
Lisbao-Rio (seguir utilizador), 1 ponto , 21:40 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Vou tentar explicar-lhe... (2)    Ver comentário
Lisbao-Rio (seguir utilizador), 1 ponto , 21:45 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Vou tentar explicar-lhe... (3)    Ver comentário
Lisbao-Rio (seguir utilizador), 1 ponto , 21:49 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Para o Daniel, o jornalista é apenas um acessó    Ver comentário
Raul Santinni (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Ó mulher, você desculpe, mas a si falta-lhe tudo!    Ver comentário
Runaldinho (seguir utilizador), 2 pontos , 1:04 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Re: Ó mulher, você desculpe, mas a si falta-lhe tu    Ver comentário
Monroe (seguir utilizador), 2 pontos , 11:50 | Quinta feira, 23 de fevereiro
    Máquina de propaganda - cartoon!    Ver comentário
troikadasilva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Já repararam..?
Spitzer (seguir utilizador), 2 pontos , 10:04 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Essa conversa só mostra que o dinheiro dos contribuintes alemães está à disposição do projecto ideológico da CDU.
 
 Regras da comunidade
Re: Eurocensura
jvlv (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:47 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Um repórter espanhol, no mesmo dia e na mesma sala, captou, gravou e divulgou uma conversa entre o ministro espanhol da Economia e o comissário Olli Rehn, não tendo sofrido qualquer represália.
Repórteres austríacos, na mesma reunião gravaram e divulgaram um comentário do ministro austríaco das Finanças não tendo sido objecto de nenhum procedimento.
Ora, a equipa de reportagem da TVI (tal com a espanhola e a austríaca) não violaram qualquer lei porque os serviços de imprensa do Conselho Europeu ainda não ditam leis. A equipa da TVI (como as outras duas) teve acesso a uma conversa porque os seus protagonistas não a evitaram quando tinham à sua frente uma câmara de televisão ligada. Se fosse uma conversa banal, pessoal ou íntima teria permanecido desconhecida como tantas outras. Sendo uma conversa política de interesse relevante para Portugal, a TVI fez bem em não a ignorar. Não foi a primeira vez que o interesse público de uma notícia se sobrepôs a regulamentos e mesmo a preceitos legais (que para este caso não existem).
Um jornalista sabe que ao optar pelo que, em consciência, considera ser o interesse público de uma notícia, mesmo contrariando outros valores ou preceitos, assume as consequências e por isso não é um drama que a equipa da TVI tenha sofrido uma represália imposta por quem manda e dita as regras na sala do Conselho Europeu. ...
 
 Regras da comunidade
'Eurocensura
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:57 | Quarta feira, 22 de fevereiro
O seu texto, DO, repisa quase tudo o que já pensei e comentei sobre este assunto, com duas pequenas adições, a sua referência ao "jornalismo suave", e a informação nova para mim sobre a "representante portuguesa na Representações Permanentes".

A primeira parece-me insólita. Neste encontro, houve mais duas revelações de teor similar, e parece improvável que a imprensa tenha estado sempre domada, até que num único evento, haja de repente 3 casos. Ou as regras não estão em vigor à tanto tempo como dizem, ou a quebra daquelas tem sido usada pelos políticos a favor deles. Por exemplo, a revelação do ministro Espanhol a outro que trazia uma legislação muito mais draconiana, tinha toda a cara de ser uma mensagem para aqueles mercado que gostam de severidade. Se as instituições da União Europeia têm de facto usado os media para passar recados, então deviam elas próprias serem censuradas... usaram-nos e agora queimaram-se.

Quanto à REPER, ela foi nomeada por quem? Se pelo governo anterior, trata-se de uma vingança contra a TVI? Se por este governo, é a isto que se chama transparência? É estranho que ao fair-play mostrado por Vítor Gaspar nos media, se siga uma posição oficial dos nossos serviços muito mais severa. Como no caso Rosa Mendes, trata-se de conluio com governo ou de agradar ao "dono", mais papismo que o papa?
 
 Regras da comunidade
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:13 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Segundo se consta existem regras a cumprir por parte dos jornalistas nos locais em questão?
Será que a jornalista em questão violou essas regras? Pois se não violou está a ser violado o direito dessa jornalista e do seu trabalho.
Numa casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão?
 
 Regras da comunidade
A conversa dentro da panela, transbordou...
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Quarta feira, 22 de fevereiro
E, deste modo, o pensamento que temos acerca desse tipo de confabulação nas altas rodas do poder é, que, ao jornalista cabe apenas informar o que lhe é indicado fazer, jamais tomar a iniciativa, colher a notícia em momentos de descanso quando, vulgarmente, as pessoas dizem realmente o que estão pensando. Dá para perceber, sem gracejos, que a veiculação de qualquer informação sofre as devidas aparas, para não parecer tanto o que realmente é. Rio Grande
 
 Regras da comunidade
DO: eu sou o MAIOR.
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 8:31 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Não há jornalistas sérios a defender como EU defendo...

O acordo tácito com os jornalistas NÃO TEM, NÃO PODE TER, mais valor do que a sua obrigação profissional - esta é á PCP/CGTP...

Será que DO não tem uma visão demasiadamente idílica sobre a sua pessoa?

Para DO existe a sua pessoa, abaixo deles apenas uns quantos (os que lhe amparam o jogo) e depois existem todas as outras pessoas que TÊM de seguir a sua Ideologia.

Até quando se vai continuar a ler esta hipócrita demagogia de DO???
 
 Regras da comunidade
    Re: DO: eu sou o MAIOR.    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 9:18 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    DO alerta para o regresso do lápiz azul    Ver comentário
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 1 ponto , 9:32 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: DO: eu sou o MAIOR.    Ver comentário
alguemalgures (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Quarta feira, 22 de fevereiro
    Re: DO: eu sou o MAIOR.    Ver comentário
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 15:23 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Local Publico? Desde Quando?
asrdias (seguir utilizador), 1 ponto , 10:35 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Caro DO:
O Local nao é publico!!! É um local privado de acesso restrito ao qual os jornalistas podem aceder depois de devidamente autorizados, credenciados e de concordarem com as regras que lhes possibilitam o acesso! Foi a violacao dessas regras que irritou os governantes e sinceramente me irrita a mim. Os fins nao justificam os meios. Tem que haver seriedade e dignidade o que o jornalista envolvido nao teve. Desrespeitou a confianca que lhe foi depositada para aceder ao local em questao. Por mim, nunca mais lá punha os pés.
 
 Regras da comunidade
Re: Eurocensura
jvlv (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Quarta feira, 22 de fevereiro
O que choca não é, pois, o “castigo” à equipa portuguesa. O que choca é a decisão discriminatória dos serviços de imprensa que fez recair a sua “fúria” apenas nos repórteres portugueses, poupando os espanhóis e os austríacos.
Haverá alguém no Governo que peça explicações a Bruxelas e aos seus “serviços de imprensa” pela desigualdade de tratamento? Ou ainda vamos pedir desculpa?»
 
 Regras da comunidade
Re: Eurocensura
jvlv (seguir utilizador), 1 ponto , 10:52 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Transcrito do blog VAI E VEM
 
 Regras da comunidade
Re: Eurocensura
Xehoz (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Quarta feira, 22 de fevereiro
Vá lá, um jornalista que não acha que o publicar tudo o que cai na rede, mesmo que recolhido "acidentalmente", é para se publicar e que tal é uma espécie de princípio absoluto, superior a qualquer outro.

«Diz o código deontológico dos jornalistas portugueses, que não difere muito dos que vigoram noutras democracias: "O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende.

Na verdade, o que esse excerto do Código Deontológico diz é o que o Código Civil diz, quanto aos direitos de imagem. Os jornalistas não são mais nem menos do que os demais cidadãos nesse aspecto, pese embora algumas direitos acrescidos consagrados na Constituição. Direitos esses que servem não para garantir abusos (como alguns jornalistas parecem defender, por vezes; pois, se forem todos recolher audio/video "acidentalmente" e depois sentirem que têm a obrigação de publicar... enfim. Lógicas peregrinas), mas antes para prevenir situações como a da suspensão e da censura.

Infelizmente, vemos demasiados jornalistas, incluindo alguns (ex-)directores a proclamar uma espécie de direito ilimitado à publicação, como que a legitimar este tipo de recolha de informação como "normal". Folgo em ver que ainda há alguns com bom senso. De resto e realçado esse aspecto, concordo plenamente como o Daniel Oliveira diz.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Falem muito. Sempre
8:00 Sexta feira, 25 de maio de 2012, 19
Para acabar de vez com a cultura
8:00 Quinta feira, 24 de maio de 2012, 47
Tribunal censura denúncias de ilegalidades
8:00 Quarta feira, 23 de maio de 2012, 39
Miguel Relvas: obviamente, demita-se
8:00 Terça feira, 22 de maio de 2012, 97
Relvas, as pressões aos jornalistas e os silêncios
9:47 Segunda feira, 21 de maio de 2012, 77
Catastroika
8:00 Sexta feira, 18 de maio de 2012, 50
Tribunais aliados da corrupção
8:00 Quinta feira, 17 de maio de 2012, 32
Austeridade? Nem muita, nem pouca.
8:00 Quarta feira, 16 de maio de 2012, 59
Os sermões de Pedro e a realidade
8:00 Terça feira, 15 de maio de 2012, 81
Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro
8:00 Segunda feira, 14 de maio de 2012, 226
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB