A China "quer ajudar a Europa" a ultrapassar a crise da dívida soberana, "mas através do Fundo Monetário Internacional" e "em articulação com outros países", disse hoje o representante do FMI em Pequim, Murtaza Seyd.
"Há muitas negociações a decorrer nos bastidores (...) É apenas uma questão de os países chegarem a acordo [sobre o apoio do FMI à Europa]", disse Murtaza Syed numa conferência promovida pelo Clube dos Correspondentes Estrangeiros na China.
O Governo chinês tem manifestado disposição de envolver-se mais nos esforços para ultrapassar a crise da divida na zona euro, mas publicamente nunca precisou a natureza desse envolvimento.
"É uma questão bastante sensível (...) Há ainda muitas pessoas pobres na China", comentou o representante do FMI.