EUA impõem novas sanções ao Irão
Os Estados Unidos anunciaram hoje a imposição de novas sanções contra o Irão, visando redobrar os esforços para "pressionar e isolar" Teerão pelo "incumprimento" das suas obrigações internacionais.
Em comunicado citado pelas agências internacionais, o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, anunciou a aprovação de um diploma "que impõe novas sanções aos setores da energia e da petroquímica do Irão".
Obama frisou que as sanções "redobram os esforços" dos Estados Unidos para "isolar e pressionar o Irão pelo seu reiterado fracasso no cumprimento das suas obrigações internacionais".
"Solução diplomática"
O Presidente norte-americano reiterou, no entanto, que os Estados Unidos continuarão "comprometidos" com uma "solução diplomática".
A imposição de novas sanções económicas ao Irão, bem como o reforço das atuais em vigor, visa impedir a venda de petróleo iraniano e a compra de produtos petroquímicos.
As sanções são aplicáveis, nomeadamente, a pessoas e entidades que ofereçam apoio material à Companhia Nacional Petrolífera Iraniana, à empresa Naftiran Intertrade Company e ao Banco Central Iraniano.
O texto do projeto de lei que fixa as novas sanções obteve na segunda-feira a anuência de democratas e republicanos e deverá ser votado esta semana na Câmara dos Representantes e no Senado.
Paralelamente, o Tesouro norte-americano impôs, hoje, sanções contra o Banco de Kunlun, na China, e o Banco Islâmico Elaf, no Iraque, por facilitarem transações no valor de milhões de dólares com os bancos iranianos sujeitos a sanções devido aos seus vínculos com "atividades ilícitas de proliferação [nuclear]".
Um embargo petrolífero ocidental contra Teerão já estava em curso desde 1 de julho.


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Mahmoud Ahmadinejad é o presidente do Irão
